Líder chavista acusa Argentina de ‘sequestrar’ avião venezuelano

A aeronave está detida no país desde o início de junho, quando pousou no Aeroporto de Buenos Aires
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A Argentina investiga se os tripulantes têm alguma ligação com terrorismo internacional
A Argentina investiga se os tripulantes têm alguma ligação com terrorismo internacional | Foto: Reprodução

A ditadura da Venezuela acusou o governo peronista da Argentina de “sequestrar” o avião venezuelano-iraniano retido pelo país desde o início de junho.

Na segunda-feira 8, Diosdado Cabello, primeiro vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), exigiu a liberação do avião o mais rápido possível.

“Exigimos o retorno do avião venezuelano ao governo do senhor Fernández e que ele devolva esse avião ao nosso território o mais rápido possível, e que toda a tripulação seja trazida de volta ao nosso país”, disse Cabello, em uma entrevista transmitida pelo canal estatal VTV. “Esta é uma questão política do presidente Fernández.”

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Cabello alegou que o avião está “sequestrado pela Argentina com toda intenção de confiscar um bem que pertence a todos os venezuelanos”.

“Não entendemos qual é a crueldade contra nosso país”, declarou Cabello. “Sabemos que Fernández tem alguém que lhe dá ordens, porque isso é cumprir uma ordem do imperialismo. Depois surge uma ordem judicial de Miami, que eles estão dispostos a cumprir, mas não estão dispostos a cumprir com as leis e os regulamentos do Direito internacional.

Na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu à Argentina que lhe permita confiscar a aeronave venezuelano-iraniana retida desde 6 de junho por possíveis ligações com o terrorismo internacional.

De acordo com os EUA, as aeronaves fabricadas no país, como essa (um Boeing 747-300M) estão sujeitas a sanções, porque sua transferência por parte da empresa iraniana Mahan Air para a Emtrasur, uma subsidiária do Consórcio Venezuelano de Indústrias Aeronáuticas e Serviços Aéreos (Conviasa), viola as leis de exportação norte-americanas.

Ambas as empresas foram sancionadas pelos EUA por suposta colaboração logística com organizações terroristas.

Segundo Cabello, o avião “não estava carregando armas nem estava colocando em perigo a segurança de ninguém”.

Cabello alegou que o governo argentino é “o único responsável” pelo que acontece com o avião e sua tripulação, composta de 19 pessoas — cinco iranianos e 14 venezuelanos —, das quais 12 foram libertadas na terça-feira 2 a mando do juiz do caso, enquanto as outras sete continuam retidas.

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