-Publicidade-

Médicos se negam a fazer o aborto na Argentina

Profissionais de saúde do Hospital Alberto Antranik Eurnekian Zonal reivindicaram a chamada "objeção de consciência"
Protesto contra o aborto na Argentina, realizado em 28 de novembro de 2020
Protesto contra o aborto na Argentina, realizado em 28 de novembro de 2020 | Reprodução/Twitter

Metade dos médicos do Hospital Alberto Antranik Eurnekian Zonal, na região da Grande Buenos Aires, está se negando a realizar o aborto em mulheres que solicitam o procedimento. Contra a lei aprovada em 30 de dezembro, os profissionais de saúde reivindicaram a chamada “objeção de consciência”, um mecanismo legal que garante o direito de se negar a interromper a gravidez com base em princípios religiosos, morais ou éticos.

A nova legislação só obriga o profissional a seguir com o procedimento no caso de a vida da mãe estar em risco. “Entre os serviços de Ginecologia e Obstetrícia, que são os únicos envolvidos nestes casos, há 50% que se autodeclararam objetores de consciência”, afirmou ao jornal Clarín o diretor do hospital, dr. Juan Ciruzzi. A polêmica lei que permite o aborto na Argentina tem sido contestada no país. Em uma província, ela sofreu revés na Justiça depois de pressão de conservadores.

Leia também: “O populismo pobre da Argentina”, reportagem publicada na edição 30 da Revista Oeste

* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

Envie um comentário

-Publicidade-
Exclusivo para assinantes.
R$ 19,90 por mês