Ministro vai à festa e pede para população ficar em casa

O secretário de Assuntos Internos de Hong Kong renunciou ao cargo, depois de violar as regras rígidas de combate à covid-19
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O secretário de Assuntos Internos de Hong Kong, Caspar Tsui, apresentou sua renúncia na segunda-feira 31
O secretário de Assuntos Internos de Hong Kong, Caspar Tsui, apresentou sua renúncia na segunda-feira 31 | Foto: Reprodução/Twitter

Um ministro de Hong Kong renunciou ao cargo na segunda-feira 31 por participar de uma festa de aniversário, violando as regras rígidas de combate à covid-19.

O secretário de Assuntos Internos, Caspar Tsui, apresentou sua renúncia e disse que “não deu o melhor exemplo durante o recente surto” que atinge a cidade.

“Me comportei de maneira inadequada, quando todos os esforços deveriam ser dedicados a controlar a propagação do vírus”, escreveu ele, em um comunicado divulgado pelo governo.

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Tsui estava entre as 15 autoridades do governo e 20 parlamentares que participaram da festa de um delegado de Hong Kong no Congresso Nacional do Povo da China.

Mais de 200 convidados estiveram no evento, do qual surgiram fotos de políticos sem máscara, cantando e conversando, provocando um escândalo no país.

As redes sociais foram inundadas de críticas sobre a hipocrisia de autoridades que pediram ao público que combatesse o vírus aderindo a rígidas medidas de distanciamento social e evitando aglomerações.

Os surtos de Ômicron provocaram a adoção de novas restrições em Hong Kong, incluindo a proibição de jantares noturnos em restaurantes, fechamento de academias, bares e spas, além de limites a reuniões privadas.

Todos os participantes da festa foram enviados para uma quarentena em uma instalação do governo, depois de dois dos presentes terem apresentado resultado positivo em um teste para a covid-19.

A chefe do governo de Hong Kong, Carrie Lam, afirmou que uma investigação sobre o ministro descobriu que ele, um dos principais integrantes da força-tarefa contra a pandemia, não usava máscara ao socializar durante o evento. Ele também não usou o aplicativo obrigatório de rastreamento de contatos da cidade.

“É muito decepcionante e, inevitavelmente, trouxe constrangimento para ele e para o governo, afetando negativamente a percepção do público”, disse ela a jornalistas.

Os resultados da investigação foram enviados ao governo central. Três autoridades serão punidas com advertências verbais.

Leia também: “As inúmeras contradições da pandemia”, reportagem de Paula Leal publicada na edição 97 das Revista Oeste

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5 comentários Ver comentários

  1. Esse é o modelo de combate à Covid, inglês, Argentino, chinês e mundo afora. Fique em casa otário que eu saio para me divertir.

  2. Evidentemente, os políticos não acreditam naquilo que eles mesmos pregam. Quando “acreditam”, é fazendo conta no lápis para ver quantos votos ganham ou deixam de ganhar.

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