Morre magnata e ex-ministro francês Bernard Tapie, aos 78 anos

Figura pública emblemática do país durante décadas, ele também foi ator, empresário, ministro de Estado e dirigente esportivo
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Bernard Tapie morreu aos 78 anos, vítima de câncer
Bernard Tapie morreu aos 78 anos, vítima de câncer | Foto: Arquivo/Flickr

Morreu neste domingo, 3, aos 78 anos, o magnata francês Bernard Tapie, vítima de câncer. Figura pública emblemática do país durante décadas, ele também foi ator, empresário, ministro de Estado e dirigente esportivo. Além do êxito profissional, teve sua trajetória marcada por escândalos de corrupção e problemas com a Justiça.

O anúncio da morte de Tapie foi feito por meio de um comunicado divulgado pela família.

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Com atuação de destaque especialmente a partir da década de 1980, Bernard Tapie era considerado extravagante e polêmico. Foi de integrante do governo a cantor, passando ainda pela presidência de um dos clubes de futebol mais populares do país, o Olympique de Marselha.

A morte de Tapie gerou comoção na opinião pública francesa e nas redes sociais. O atual primeiro-ministro do país, Jean Castex, classificou o empresário como um “um lutador, um homem muito comprometido” com a França. O presidente Emmanuel Macron destacou “a ambição, a energia e o entusiasmo” de Tapie em todas as suas atividades. “Ele foi fonte de inspiração para gerações de franceses”, afirmou Macron.

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Tapie era chamado de “Zorro do mundo empresarial” e construiu um império, acumulando uma imensa fortuna que incluía um hotel de luxo, uma ilha privativa paradisíaca e vários iates.

Na vida política, foi eleito deputado em 1989 e, em 1992, se tornou ministro das Cidades durante o governo do socialista François Mitterand. Dois meses depois da nomeação, renunciou ao cargo em meio a denúncias de corrupção.

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Tapie também teve de acertar as contas com a Justiça durante seu período como presidente do Olympique. Ele foi condenado em um escândalo de manipulação de resultados que envolveu suborno de testemunhas e passou mais de 160 dias na prisão. Outros escândalos levariam à liquidação judicial de algumas de suas empresas e à perda de mandatos políticos.

Com informações da agência France-Presse e da Radio France Internationale

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