Na Argentina, motoristas terão de fazer curso sobre igualdade de gênero

Ministério do Transporte orienta a adaptação de placas de trânsito de modo a incluir minorias
-Publicidade-
O presidente da Argentina, Alberto Fernández, em visita à cidade de Chilecito
O presidente da Argentina, Alberto Fernández, em visita à cidade de Chilecito | Foto: Divulgação/Instagram/Alberto Fernández

Quem quiser tirar carteira de habilitação na Argentina terá de fazer um curso sobre temáticas de gênero. A determinação é da Agência Nacional de Segurança Viária do país e consta no Diário Oficial. O órgão informou que a medida “promove a igualdade”. Além disso, o Ministério do Transporte divulgou um guia especial para a adaptação de placas e sinalização de trânsito “visando à inclusão”. O texto promove o uso de “linguagem inclusiva, reconhecendo e visibilizando as mulheres e diversidades, coletivos até agora invisibilizados no setor, resultado de estereótipos e limitações culturais vinculadas a competências supostamente masculinas”.

“Alberto Fernández torce por ‘mudanças políticas no Brasil’”

-Publicidade-

Conforme o documento, a redação no âmbito do setor de transportes e de sinalização de trânsito tem de dar preferência a substantivos genéricos no lugar do uso universal de termos masculinos, para incluir mulheres, homens e identidades LGBTI+. Por exemplo, no lugar de los peatones (os pedestres), a alternativa recomendada é las, les y los transeuntes; em vez de o presidente, o preferível é a presidência; ou, no lugar de los niños (os meninos, as crianças), la infancia. Na hipótese de reprovação, o aluno conseguirá se inscrever novamente depois de 30 dias. No entanto, há um limite anual: o curso pode ser feito até um máximo de três vezes ao ano.

Grade curricular do curso

  • Papéis e estereótipos: identidade de gênero, violência de gênero, tipos e modalidades de violência;
  • Masculinidades, patriarcado e heteronormatividade;
  • Mitos sobre violência;
  • Feminicídios, travesticídios, transfeminicídios e crimes de ódio;
  • Recursos, ferramentas e formas de abordagem contra a violência na condução de veículos automotores e no transporte;
  • Acesso e participação de mulheres e diversidades no setor de transporte.

Leia também: “O populismo pobre da Argentina”, artigo de Silvio Navarro publicado na Edição 30 da Revista Oeste

* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias.
Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

2 comentários

  1. Isso não tem significado nenhum. Não é mudando letras e palavras que o mundo se tornará mais solidário e racional. Esse presidente é pífio, só arranha na busca de solução para os reais problemas da Argentina.

  2. Excelente tema pra não mudar nada, nem sequer desvia o foco pela irrelevância.
    Esse governo tá conseguindo detonar até o Agronegócio que sempre teve boa força.
    A esquerda tá afundando ainda mais a Argentina no mapa da desgraça!

Envie um comentário

-Publicidade-
Exclusivo para assinantes.