-Publicidade-

Na Bolívia, milhares protestam contra a prisão de ex-presidente

Oposição acusa a Justiça de estar subordinada ao governo do herdeiro político de Evo Morales
Manifestantes pedem a libertação de Añez | Foto: Divulgação/Twitter
Manifestantes pedem a libertação de Añez | Foto: Divulgação/Twitter

Na segunda-feira 15, multidões saíram às ruas de várias cidades da Bolívia para se manifestar contra a prisão da ex-presidente Jeanine Áñez. Ela foi detida no fim de semana por supostamente tramar um golpe de Estado que levou à queda de Evo Morales. “Não foi golpe. Foi fraude”, informaram dezenas de cartazes de manifestantes, que se reuniram em frente ao Ministério Público localizado na capital La Paz, em praças das cidades Cochabamba, Sucre, Trinidad e Santa Cruz de la Sierra — nessa última, há registros de 40 mil pessoas. A Organização dos Estados Americanos expressou preocupação com o novo clima de tensão política na Bolívia.

Veja imagens

Saiba mais

Cinco ex-ministros de Áñez também foram detidos, e o governo do Peru informou que a ex-ministra Roxana Lizárraga solicitou asilo. A oposição de direita e de centro acusa a Justiça boliviana de estar subordinada ao governo de Luis Arce, herdeiro político de Morales. Já o ministro da Justiça, Iván Lima, declarou que o “golpe deve ser resolvido na Justiça, e não nas ruas”. “O que buscamos não é uma detenção de quatro meses, o que buscamos é uma pena de 30 anos, porque aqui ocorreram massacres sangrentos”, concluiu o ministro, sobre Áñez.

* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias.
Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

1 comentário

Envie um comentário

-Publicidade-
Exclusivo para assinantes.