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Na ONU, Brasil critica ação dos EUA na Venezuela

O embaixador Sérgio Danese disse que os bombardeios e a captura do ditador Nicolás Maduro criam um 'precedente perigoso' para a ordem internacional

Sérgio França Danese - embaixador do Brasil na ONU
Em discurso em reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, o embaixador Sérgio França Danese reforçou a posição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, na prática, criticam os Estados Unidos e defendem o ditador Nicolás Maduro — Sede da ONU em Nova York (EUA), 5/1/2026 | Brendan McDermid/Reuters

O Brasil condenou a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e afirmou que “não se pode aceitar que os fins justifiquem os meios”. A declaração foi feita no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira, 5. O órgão fez uma reunião de emergência.

O embaixador Sérgio Danese disse que os bombardeios e a captura do ditador venezuelano violam a Carta da ONU e criam um precedente perigoso para a ordem internacional. Segundo ele, a crise reflete o enfraquecimento do multilateralismo em um cenário de aumento de conflitos armados e crises humanitárias.

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Danese defendeu a América Latina e o Caribe como zona de paz. Ele afirmou que a solução para a Venezuela deve respeitar a autodeterminação do povo e a Constituição do país, sem intervenções externas motivadas por interesses políticos ou econômicos.

Ele não afirmou, porém, se considera que a autodeterminação do povo venezuelana foi respeitada pela ditadura de Maduro em 2024. Na ocasião, organismos internacionais e a oposição venezuelana afirmaram que ele havia perdido — no voto — para Edmundo González. O ditador, contudo, seguiu no poder — e sem receber críticas diretas feitas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mesmo com críticas à ação na Venezuela, Brasil evitar citar Trump e Maduro

Venezuelan President Nicolas Maduro's initial appearance to face U.S. federal charges, in Manhattan
Nicolás Maduro: de ditador da Venezuela durante quase 13 anos a presidiário sob custódia do governo dos Estados Unidos — Nova York, 5/1/2025 | Foto: Adam Gray/Reuters

Apesar do tom firme, a diplomacia brasileira reconhece que os EUA têm poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, o que reduz a chance de uma resolução. O governo brasileiro evita citar nominalmente Donald Trump e Nicolás Maduro, mantendo o foco na defesa da soberania e do multilateralismo e na preservação da relação com Washington.

Na mesma sessão, a China adotou posição mais dura e disse estar “chocada” com a operação. Os EUA negaram estar em guerra com a Venezuela e afirmaram não pretender ocupar o país.

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No sábado 3, Trump anunciou uma operação militar que resultou na captura de Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, com bombardeios e envio de tropas a Caracas. Nos EUA, o casal venezuelano responderá por crimes ligados ao tráfico internacional de drogas.

7 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Treinado pelo expresidiario esse pobre ancião é obrigado a ler um monte de mentiras e vai ficar para a história como um mentiroso sem vergonha

  2. ELIAS
    ELIAS

    Ninguém da esquerda viu precedente perigoso quando Obama invadiu a cidade paquistanêsa de Abbottabad e matou Osama Bin Laden.
    Biden eliminou o líder da Al Qaeda Ayman al-Zawahiri no Afeganistão e igualmente ninguém invocou a ONU contra a ação.
    Agora a esquerda descobriu as normas do Direito Internacional.

  3. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Engraçado a hipocrisia dessa galera quando o governo Obama eliminou bin Laden em 2011.

    1. Jorge Augusto Santos
      Jorge Augusto Santos

      Não liguem para esse tal de Antônio da Silva é apenas mais um pago pelo governo do ex condenado para realizar esses comentários pró pt.

    2. Antonio Da Silva
      Antonio Da Silva

      Jorge, Jorge. Desmenti os bozonaristas e vcs, ao invés de se retratarem, preferem enfiar os chifres no buraco do chão e chorarem para que eu não faça vcs passarem vergonha ainda maior. 🤣🤣🤣🤣🤣 Vcs são acéfalos. 🤣🤣🤣🤣

    3. Paulo Miranda
      Paulo Miranda

      Jorge, já viu os links que o FRACASSADO do antônio da silva? Fontes SUPER confiáveis. E depois nós é que somos “gados”.

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