‘Não me recebem’, diz embaixador do Brasil na França, sobre governo Macron

Luís Serra relatou dificuldades em ser atendido pelo Ministério das Relações Exteriores do país e criticou o protecionismo europeu

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O embaixador do Brasil na França, Luís Fernando Serra, durante uma entrevista em um evento em Paris - 16/10/2022 | Foto: Reprodução
O embaixador do Brasil na França, Luís Fernando Serra, durante uma entrevista em um evento em Paris - 16/10/2022 | Foto: Reprodução

Durante uma entrevista concedida no fim de semana no Sial Inspire Food Business, maior feira de alimentos e bebidas do mundo, em Paris, o embaixador do Brasil na França, Luís Fernando Serra, disse que tem dificuldades para falar com Catherine Colonna, ministra da Europa e dos Assuntos Estrangeiros do país, apesar de suas tentativas de se aproximar do governo Emmanuel Macron.

“Eu não consigo conversar com a ministra das Relações Exteriores”, desabafou Serra, depois de interpelado por um jornalista sobre uma possível tentativa de falar com Macron, pessoalmente, sobre a crise energética no país. “Não me recebem. Eu queria que minhas cartas fossem publicadas na coluna do leitor, e nem isso eu consigo. Estamos no país que reinventou a democracia no século 18. Eu escrevo cartas que não são publicadas. Não escrevo mais.”

Segundo o embaixador, o protecionismo europeu é um dos problemas para a deselegância do governo Macron. “O problema é o seguinte: não existe no mundo só a Europa. A Europa sabe que nós somos competitivos, e isso incomoda.”

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Em um determinado momento da entrevista, o diplomata foi confrontado a respeito das “queimadas” no governo Bolsonaro. “Conforme a Nasa, o pior incêndio deste século ocorreu em 2005, quando o presidente era Lula”, constatou Serra. “Eu falei isso em 2019, e todos vocês, jornalistas daqui da França, ficaram caladinhos. E sabem por quê? Porque Lula é o chuchu da imprensa, é o queridinho da imprensa.”

O embaixador lembrou ainda que o Brasil tem uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo e que o Código Florestal, quando assinado, há dez anos, foi amplamente elogiado.

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15 comentários Ver comentários

  1. Essa coisa de não receberem o embaixador é o que a esquerda nacional usa para dizer que o governo Bolsonaro está isolado. Na verdade que isola são alguns lideres que estão destruindo os próprios países, implantando essa Agenda 2030, globalista, comunoglobalista, que pretende instituir uma ditadura Hi Tech em níveis globais. Dividida pelas grandes corporações da Europa/EUA e do outro lado os Eurasianos China /Rússia. Esse Macron é apenas um fantoche desses grupos. Com o agravante de estar facilitando a destruição da França favorecendo a imigração desenfreada.

  2. Amigos, a tradicional empáfia dos franceses os está levando ao desprezo internacional. São os “nobres falidos” que acabarão mendigando auxílio.

  3. Nesse momento precisamos ter serenidade. Qualquer movimento “brusco” pode ser mal interpretado. De acordo com historiadores, na antiguidade O Imperador romano chamou Pôncio Pilatos de volta à Roma. O governo deve fazer o mesmo. Deixar sem um Embaixador é deixar um representante no lugar.

  4. A Europa é muito ilógica. A América Latina é o continente mais compatível com a Europa, ao contrário de outros lugares que eles tanto privilegiam. Somos muito mais compatíveis com o idioma, religião, valores e até na paixão pelo futebol. Além disso somos a fazenda do mundo e quem seria louco em se fechar para um parceiro assim? Brasil historicamente sempre foi amistoso. Provocá-lo. Intimidá-lo. Que atitudes são essas? Será que é medo?

  5. Ja li e não me lembro quem escreveu, sobre a França na segunda querra mundial, e hoje da para concluir que os franceses são covardes, submissos e é por isto que estão cada vez mais decadentes. Se cair o turismo morrem de fome.

  6. Mas não precisamos, nem da França e nem da EU, para seja lá o que for. Que se afundem, que morram de fome. Aliás, estão a fazer tanta merda que não irá demorar para que sejam dilacerados pelo povo europeu, que já está furioso contra estas elites imundas.

  7. O gosto de Macron por mulheres e parceiros comerciais é igualmente estranho: gás da Rússia, imigrantes do Oriente Médio, eletrônicos da China e inimizades com latino-americanos e latinos europeus.

  8. Acho que já disseram que a França está ficando insignificante para o contexto mundial. Só arrogância não ganha opções. E a França não produz toda sua comida.

  9. Vamos aumentar a taxas de produtos franceses que entram no Brasil. 10 minutos depois ele receberá um chamado de urgência. O Brasil precisa vender seus produtos mas vender para quem quer ser parceiro. Não precisa aceitar ser mal tratado.

  10. Os países da Cominidade Européia ( principalmente a França ), estão se tornando IRRELEVANTES para o Brasil.
    Quem disse isso foi o Paulo Guedes.
    Acho que todos concordamos com isso.

  11. É só colocar um funcionário subalterno para atender as môscas que lá acorrem e o embaixador voltar para o Brasil. Simples assim. O mesmo tratamento se fará ao embaixador ou funcionário que o substituir por aqui. Tratamento recíproco.

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