‘Nenhum país sairá da pandemia com doses de reforço’, diz diretor da OMS

Tedros Adhanom disse que programas indiscriminados de reforço da vacinação tendem a prolongar o atual estado de coisas
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Tedros Adhanom defende a distribuição de vacinas para países pobres
Tedros Adhanom defende a distribuição de vacinas para países pobres | Foto: Reprodução/Flickr

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, alertou que nenhum país sairá da pandemia do novo coronavírus com a aplicação de doses de reforço de vacinas anticovid-19.

Em entrevista coletiva, Adhanomos disse que os “programas indiscriminados de reforço da vacinação tendem a prolongar a pandemia em vez de acabá-la, desviando as doses disponíveis para países que já têm altas taxas de vacinação”.

Dessa forma, o vírus tem mais oportunidade de se espalhar e sofrer mutações. O alerta de Adhanom é feito no momento em que vários países avançam com o reforço da vacinação contra a covid-19 com uma terceira dose.

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Na quarta-feira 22, Adhanom ressaltou ainda que duas aplicações dos imunizantes são suficientes, inclusive no enfrentamento da variante Ômicron. O diretor da OMS tem defendido o esquema padrão de vacinação.

De acordo com o comitê de peritos da OMS para a política vacinal, pelo menos 126 países deram instruções para a administração de uma dose de reforço ou para uma vacinação suplementar, incluindo Israel e Chile.

Leia também: “Darwin e a apoteose vacinal”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 91 da Revista Oeste

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4 comentários Ver comentários

  1. Faz sentido o que o diretor diz. Considero importante que as vacinas deveriam ser disponibilizadas para todos do planeta, numa primeira etapa. Depois, viriam todos os esforços na busca de medicamentos eficazes e o aprimoramento das próprias vacinas.

  2. É perceptível que, de uns tempos para cá, a OMS mudou muito em relação à pandemia de coronavírus. Ou os diretores recobraram a lucidez, ou alguém deixou de depositar a “caixinha de pandemia”, ou os objetivos do “experimento pandemia” já foram plenamente atingidos e é hora de passar para a etapa seguinte (que pode ser um outro experimento global). Ou tudo isso.

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