Nova Iorque limita acesso de pacientes brancos a medicamento anti-covid

Ao oferecer tratamento anticovid, Estado norte-americano trata pacientes não brancos como pertencentes a grupo de risco por causa da "desigualdade"
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Ponte do Brooklyn, na cidade de Nova Iorque: minorias têm prioridade em tratamento anticovid
Ponte do Brooklyn, na cidade de Nova Iorque: minorias têm prioridade em tratamento anticovid | PxHere

O governo do Estado de Nova Iorque decidiu incluir a desigualdade racial como um fator de risco para o coronavírus e vai impedir que pacientes brancos sem comorbidades tenham acesso a medicamentos anticovid recentemente liberados para uso.

Neste mês, o FDA (equivalente americano da Anvisa) aprovou de forma emergencial o uso da Paxlovid e do Molnupiravir para pacientes em tratamento contra a covid-19. Em testes, os medicamentos reduziram a hospitalização em 88% e as mortes em 30% — entre os pacientes de alto risco tratados depois do aparecimento dos sintomas. O Estado de Nova Iorque publicou nesta semana uma norma regulamentando o acesso a esse tipo de tratamento. 

O documento do Departamento Estadual de Saúde lista os critérios para a aplicação dos antivirais: é preciso ter ao menos 12 anos de idade (para a Paxlovid) ou 18 (no caso do Molnupiravir), ter testado positivo para covid-19 e apresentar pelo menos um fator de risco, como problemas graves de saúde ou… não ser branco. “Raça não branca ou etnia hispânica/latina devem ser consideradas como um fator de risco, já que duradouras desigualdades sistêmicas de saúde e sociais contribuíram para um aumento do risco de adoecimento severo e morte por covid-19”, informa o texto. Com isso, pacientes brancos que não tenham comorbidades não poderão receber o medicamento anticovid em Nova Iorque.

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O Estado é governado pela democrata Kathy Hochul, que assumiu o cargo depois que o também democrata Andrew Cuomo renunciou, em meio a acusações de assédio sexual.

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11 comentários Ver comentários

  1. Todo socialista quer ter seus negrinhos de estimação, tratando-os como incapazes, como se não tivessem condição de sobreviver por conta própria. Considero a atitude desta Governadora um profundo desrespeito aos negros, sendo tratados quase como bichos de estimação.

  2. O problema praticamente é restrito a um núcleo de Ensino. Se observarmos, essa loucura coletiva que assola o mundo inteiro ocidental, naturalmente, já que no Oriente são poucas as Democracias e as regras são outras, a porcentagem bem maior é de loucos que militam/trabalham na área de humanas, cujos cursos são mais acessíveis e fáceis de serem concluídos.
    É um paradoxo: quanto menor a capacidade cognitiva/intelectual e/ou o esforço intelectual exigido do indivíduo, maior sua presunção e prepotência.
    Tal infeliz e indevido desequilíbrio certamente nos obrigará a atitudes mais ríspidas para retornarmos a normalidade, a segurança e igualdade de direitos reconhecido por todos como a única situação moralmente aceita; já que as anomalias e desvios quando existentes, deverão ser corrigidos por leis específicas.
    A fase louca do marxismo e de suas variações ocorridas ao longo dos anos, principalmente na Europa Central e nos EUA, um dia haverá de ter um severo acerto de contas, já que nada fizemos até então para impedir suas loucuras!

  3. O que se divulgou, logo no início da pandemia, é que havia um risco maior de morte em pessoas de raça negra. Uma diferença pequena, mas com comprovação estatística. Nenhuma correlação especial foi divulgada em relação a etnia hispânica/latina, e também nada foi atribuído a “duradouras desigualdades sistêmicas de saúde e sociais”. É, provavelmente, uma peculiaridade racial, simplesmente. Como outras que existem na medicina. Sabe-se, por exemplo, que as incidências de hipertensão arterial e de câncer de próstata em negros é maior que em brancos, e há doenças que incidem mais sobre brancos.

    De qualquer forma, basta recorrer aos “genéricos” (Ivermectina e Hidroxicloroquina).

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