OEA afirma que eleições na Nicarágua não tiveram ‘legitimidade democrática’

PT chegou a dizer que era 'uma grande manifestação popular e democrática', mas depois recuou
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Ditador da Nicarágua, Daniel Ortega | Foto: Montagem/Presidencia de la República Mexicana
Ditador da Nicarágua, Daniel Ortega | Foto: Montagem/Presidencia de la República Mexicana

A Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) votou a favor de uma resolução que estabelece que as eleições em que Daniel Ortega foi reeleito presidente da Nicarágua, com 75% dos votos, “não têm legitimidade democrática”.

O texto foi aprovado na sexta-feira 12 por 25 votos a favor entre os 34 membros ativos do bloco. Entre os que foram favoráveis está o Brasil. Sete países se abstiveram, incluindo México e Honduras. A delegação de São Cristóvão e Névis estava ausente e a Nicarágua votou contra.

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Ortega está no poder há 14 anos consecutivos e antes das eleições prendeu ou forçou ao exílio adversários com possibilidade de derrotá-lo nas urnas. “As instituições democráticas na Nicarágua foram seriamente minadas pelo governo nicaraguense”, diz o texto, insistindo na “libertação de todos os candidatos políticos e prisioneiros”.

A resolução estabelece ainda que o Conselho Permanente da OEA faça uma “avaliação coletiva” da crise política na Nicarágua, cujas conclusões deverão ser apresentadas antes de 30 de novembro. Entre as possíveis sanções está a possibilidade de suspender a Nicarágua da organização.

PT se manifesta

Conforme mostrou Oeste, o Partido dos Trabalhadores (PT) celebrou a vitória do ditador Daniel Ortega. Em nota assinada pelo secretário de Relações Internacionais do partido, Romenio Pereira, a sigla classifica o resultado das eleições nicaraguenses como “uma grande manifestação popular e democrática”.

Depois da repercussão, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, desautorizou a posição do próprio partido e o documento foi retirado do ar.

“Nota sobre eleições na Nicarágua não foi submetida à direção partidária”, postou. “Posição do PT em relação qualquer país é defesa da autodeterminação dos povos, contra interferência externa e respeito à democracia, por parte de governo e oposição. Nossa prioridade é debater o Brasil com o povo brasileiro”, completou.

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3 comentários Ver comentários

  1. Kkkkkkkk…… Quem lê estas notas do PT e não conhece , até pensa que se trata de um partido político sério, e não uma organização criminosa …..

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