OMS começa assembleia anual sob críticas

Resolução pede a abertura de uma investigação "imparcial e independente" da resposta dada pela entidade à pandemia
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Foto: Reprodução/OMS
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Resolução pede a abertura de investigação “imparcial e independente” da resposta dada pela entidade à pandemia

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De forma virtual, começou nesta segunda-feira, 18, a Assembleia Mundial da Saúde, evento anual organizado pela Organização Mundial da Saúde.

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Na abertura dos trabalhos os países pediram uma resposta conjunta à pandemia e que qualquer vacina seja um “bem público global”.

Os membros também estão pedindo uma reforma na OMS para garantir que a agência esteja mais bem preparada para lidar com futuras pandemias.

O encontro, que normalmente dura três semanas, neste ano foi reduzido para apenas dois dias. Ele se concentrará quase exclusivamente na questão do coronavírus, que em poucos meses matou mais de 315 mil pessoas em todo o mundo e infectou mais de 4,7 milhões.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, abriu o evento, dizendo em seu discurso que várias nações haviam ignorado as recomendações da OMS.

Resolução

Foto: Reprodução/OMS

Apoiadas numa resolução apresentada pela União Europeia, várias nações que integram a OMS pedem uma “avaliação imparcial, independente e abrangente” da resposta internacional à crise do coronavírus.

À agência France-Presse, uma fonte da União Europeia disse que os países não se esquivaram de assuntos espinhosos, incluindo um apelo para mais reformas da OMS depois de determinar que suas capacidades “se mostraram insuficientes para evitar uma crise dessa magnitude”.

A resolução também pede que a OMS trabalhe em estreita colaboração com outras agências e países para identificar a fonte animal do vírus e descobrir como ele começou a atingir os seres humanos.

O Brasil e outros 60 países devem votar pela abertura de uma investigação “imparcial e independente” da resposta dada pela OMS à pandemia.

No encontro, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que uma avaliação independente da resposta ao coronavírus será lançada “quando apropriado”.

Em abril, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu o financiamento à OMS devido às acusações de que a entidade inicialmente subestimou a gravidade do surto e estava se curvando aos interesses chineses.

Vacina

Foto: Ulrike Leone/Pixabay

O presidente da China, Xi Jinping, comprometeu-se a tornar aberta a vacina que seu país venha a desenvolver contra a covid-19. Ele também manifestou apoio a uma revisão abrangente da resposta global à pandemia de coronavírus liderada pela OMS.

Como registra a AFP, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que qualquer vacina deve “ser um bem público global”, e a chanceler alemã Angela Merkel insistiu que ela “deve estar disponível e acessível a todos”.

Os EUA e a Europa estão em desacordo sobre o futuro acesso a vacinas; Washington também acusou a China de tentar roubar a pesquisa de imunização dos norte-americanos.

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