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Oposição prega boicote à eleição do Legislativo da Venezuela

Bloco fala em "fraude" no pleito a ser realizado no fim do ano
Juan Guaidó é um dos líderes da oposição venezuelana | Foto: REPRODUÇÃO/G1
Juan Guaidó é um dos líderes da oposição venezuelana | Foto: REPRODUÇÃO/G1 | juan guaidó - partidos de oposição da venezuela - eleição legislativo

Bloco fala em “fraude” no pleito a ser realizado no fim do ano

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Juan Guaidó é um dos líderes da oposição venezuelana, mas isso pode mudar na próxima eleição | Foto: REPRODUÇÃO/G1

“Fraude”. Sob essa alegação, 27 partidos de oposição ao ditador Nicolás Maduro anunciaram neste domingo, 2, que não irão participar da próxima eleição do Legislativo da Venezuela. Até o momento, o pleito previsto para 6 de dezembro elegerá 277 deputados que irão compor a Assembleia Nacional.

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Em tom de união contra o “chavismo”, os partidos de oposição da Venezuela divulgaram comunicado. O grupo afirma que atuou para tornar possível uma eleição democrática no país. Isso, contudo, não foi possível, lamentam as legendas envolvidas no ato. Eles contam que chegaram a buscar ajuda internacional nesse sentido.

“Tendo esgotado todos os nossos esforços a nível nacional e internacional para que tivéssemos um processo eleitoral competitivo (…) as organizações democráticas da Venezuela manifestam (…) que, de forma unânime, decidiram não participar na fraude eleitoral convocada pelo regime de [Nicolás] Maduro”, diz trecho do manifesto dos partidos opositores ao atual governo venezuelano, conforme informa a agência EFE.

A carta contra a realização da eleição para uma nova Assembleia Nacional conta com a participação dos quatro maiores partidos de oposição da Venezuela: Ação Democrática, Primeiro Justiça, Um Novo Tempo e Vontade Popular.

O que está em jogo?

Atualmente, a Assembleia Nacional é presidida por Juan Guaidó, do Vontade Popular, que em janeiro de 2019 chegou a se autoproclamar presidente da República da Venezuela. Conforme divulgado pelo site RTP Notícias, há acusações de que o sistema venezuelano mudou regras para as eleições como manobra para tirar o opositor de Maduro do posto.

Acusação, aliás, que foi tornada pública por Andrés Caleca, ex-presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). “A lei fundamental é violada por todos os lados, em matéria eleitoral, com esta convocatória”, disse durante entrevista à emissora Caracas Rádio.

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