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Países da África têm as menores taxas de vacinação

A OMS havia estabelecido uma meta para as nações vacinarem 70% de sua população contra a covid até meados de 2022
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Muitas nações africanas têm baixas taxas de vacinação, incluindo Chade, Madagascar e Tanzânia
Muitas nações africanas têm baixas taxas de vacinação, incluindo Chade, Madagascar e Tanzânia

Enquanto alguns países já iniciaram a aplicação da quarta dose da vacina contra a covid-19, outros não atingiram nem 1% da população imunizada.

Burundi, República Democrática do Congo e Haiti são as nações menos vacinadas do mundo contra o coronavírus.

Apenas 0,05% da população do Burundi recebeu pelo menos uma dose da vacina, de acordo com estatísticas do portal Our World in Data.

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Na República Democrática do Congo, 0,4% das pessoas receberam a primeira dose, enquanto no Haiti essa proporção da população está em cerca de 1%.

Em países de baixa renda, apenas 5,5% das pessoas foram totalmente vacinadas contra o coronavírus. Em países de alta renda, essa taxa salta para 72% da população imunizada com duas doses.

Os países em conflito também estão entre os menos vacinados do mundo.

No Iêmen, onde a guerra civil ocorre desde 2014, menos de 2% da população foi vacinada contra a covid. O Sudão do Sul, onde as disputas sobre o poder ainda são frequentes, também apresenta uma taxa de vacinação de cerca de 2%.

Muitas nações africanas têm baixas taxas de imunização, incluindo Chade, Madagascar e Tanzânia, cujos índices variam de 1,5% a 4%.

A África do Sul, onde a variante Ômicron foi identificada, vacinou menos de um terço de sua população.

Meta da OMS “era” vacinar 70% da população até meados de 2022

Em outubro do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu uma meta para os países vacinarem 70% de sua população até meados de 2022, mas muitas nações estão ficando para trás.

Na semana passada, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, disse que a covid poderia deixar de ser uma emergência de saúde global em 2022 se certas ações — incluindo garantir acesso equitativo a vacinas — fossem adotadas.

Mesfin Tessema, diretor de saúde da organização de ajuda humanitária IRC, disse à emissora norte-americana CNBC nesta quarta-feira, 2, que a desigualdade nas vacinas “apenas perpetua a pandemia”.

“Cada infecção aumenta o risco de doenças graves e hospitalização para os mais vulneráveis, bem como mutação e, portanto, a probabilidade de novas variantes”, disse ele.

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7 comentários Ver comentários

  1. Existem motivos para países pobres não terem mortes em grande quantidade provocadas pelo vírus. Piolho é tratado com Ivermectina. Será essa a razão?

  2. Revista Oeste, deveriam fazer constar na notícia a quantidade de mortos pelo covid nesses países que praticamente não vacinaram sua população. Obrigado

  3. A população da Nigéria é bem próxima da do Brasil, mas o território é bem menor. A taxa de vacinação na Nigéria não chega a 3% da população, mas o número de mortos por Covid é apenas de 3200 mortos. Ou seja, a vacina não faz falta.

  4. Querem vacinar esses países de qualquer maneira não por bondade, e sim para não ficar escancarado o quanto as vacinas são inúteis, dada a baixa letalidade pela COVID nesses países. no Burundi foram apenas 38 mortes até agora.e no Haiti foram 876.

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