Pendências atrapalham acordo nuclear com o Irã

EUA, Teerã e União Europeia precisam entrar em consenso ainda nesta semana
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O Irã quer ter autonomia nuclear
O Irã quer ter autonomia nuclear | Foto: Reprodução/Flickr

O Irã informou nesta segunda-feira, 15, que há problemas no texto preliminar do acordo nuclear que o país firmará com os Estados Unidos e com a União Europeia (UE). A resolução desses impasses deve ocorrer nas próximas 24 horas, segundo os representantes de Teerã.

Em conversa com repórteres, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amir-Abdollahian, disse que seu país dará a “última opinião” sobre o texto à UE, mas não confirmou se aceitará a proposta. “Mostramos flexibilidade nas questões que podíamos, e o lado norte-americano sabe bem disso”, afirmou. “Agora, é hora de o lado norte-americano mostrar flexibilidade.”

Desde a primavera de 2021, Rússia, EUA, Irã, China, Reino Unido, Alemanha e França estão negociando as condições para restaurar o acordo nuclear de 2015. Chegar a um consenso é um dos grandes objetivos da política externa de Teerã, de acordo com reportagem publicada pelo The Wall Street Journal.

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A UE presidiu as conversações e está encarregada de elaborar um texto que todos os lados aceitem. Nas últimas duas semanas, as negociações se concentraram em algumas das principais demandas iranianas. Uma delas é a garantia de que uma investigação da agência atômica da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o programa nuclear de Teerã seja encerrada antes que o acordo seja revivido. Em segundo lugar, que o Irã receba garantias de que receberá os benefícios econômicos previstos no texto.

“Estamos preparados para voltar a cumprir o acordo nuclear se o Irã fizer o mesmo”, disse o enviado especial dos EUA para o Irã, Robert Malley, à rede de televisão PBS. “E, para nós, está muito claro o que isso significa, em termos de alívio de sanções que precisamos oferecer e os tipos de medidas que o Irã precisa tomar para reverter seu programa nuclear.”

Leia também: “Uma bomba para o aiatolá”, artigo de Dagomir Marquezi publicada na Edição 50 da Revista Oeste

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