Polícia de Mianmar mata pelo menos 6 manifestantes durante protesto

Foi o dia mais violento desde o golpe de Estado militar que derrubou o governo civil liderado por Aung San Suu Kyi
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O país é cenário de uma onda de manifestações pró-democracia
O país é cenário de uma onda de manifestações pró-democracia | Foto: Reprodução/Mídias Sociais

A polícia de Mianmar matou pelo menos seis manifestantes neste domingo, 28, e deixou dezenas de feridos no dia mais violento desde o golpe militar, em 1º de fevereiro. O país é cenário de uma onda de manifestações pró-democracia e de uma campanha de desobediência civil desde o golpe de Estado militar que derrubou o governo civil liderado por Aung San Suu Kyi. Os protestos são reprimidos de forma cada vez mais violenta, com gás lacrimogêneo, jatos de água, balas de borracha e, em alguns casos, munição letal. Neste domingo, três homens morreram em uma manifestação na cidade de Dawei, sul do país, onde 20 pessoas também foram feridas, de acordo com as equipes de emergência e a imprensa local. As vítimas morreram depois que foram “atingidas por tiros de munição letal”, disse à AFP Pyae Zaw Hein, um socorrista voluntário. Outros dois jovens de 18 anos morreram na cidade de Bago, segundo as equipes de emergência. Os óbitos foram confirmados pela imprensa local, que fica ao norte de Yangon, cidade onde uma sexta pessoa faleceu, conforme informou no Facebook um ex-deputado do governo civil derrubado pelos militares, Nyi Nyi. A vítima era um jovem de 23 anos — ele foi atingido por tiros. Até este domingo haviam sido contabilizadas cinco mortes entre os manifestantes desde o golpe de Estado. O exército afirma que um policial morreu quando tentava dispersar um protesto.

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