Prêmio Nobel não terá cotas de ‘gênero ou etnia’, afirmam organizadores

Escolha deve ser 'por terem feito a descoberta mais importante', argumentou o diretor da Academia Real de Ciências da Suécia
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O diretor da Academia Real de Ciências da Suécia, Goran Hansson
O diretor da Academia Real de Ciências da Suécia, Goran Hansson | Foto: Reprodução/YouTube

A seleção do Prêmio Nobel será mantida sem cotas por “gênero ou etnia”. Os laureados devem ser escolhidos “por terem feito a descoberta mais importante”, argumentou o diretor da Academia Real de Ciências da Suécia, Goran Hansson, na terça-feira 12.

O cientista afirma que a ideia foi debatida pela última vez há três semanas. “Tememos a possibilidade de as premiadas serem desmerecidas, como se tivessem sido reconhecidas por serem mulheres, e não por serem as melhores”, disse. Contudo, ele reconhece ser pequeno o número de laureadas. Em sua visão, o problema é reflexo “das condições injustas da sociedade, particularmente nos anos anteriores, mas que ainda perduram”.

De acordo com Hansson, “apenas cerca de 10% dos professores de ciências naturais na Europa Ocidental e na América do Norte são mulheres, proporção que diminui ainda mais se analisarmos o Leste Asiático”. Ele destaca que é preciso “uma atitude diferente para a participação das mulheres na ciência”, dando a elas “a oportunidade de fazerem essas descobertas e serem reconhecidas”.

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