‘Provem que estão conosco’, diz Zelensky à União Europeia

Presidente da Ucrânia pressiona para entrar no bloco
-Publicidade-
Parlamento europeu ouve discurso do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky | Foto: Reprodução/
European Parliament
Parlamento europeu ouve discurso do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky | Foto: Reprodução/ European Parliament

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu que a União Europeia (UE) prove que está do lado de Kiev na guerra com a Rússia. A declaração foi dada durante sua participação virtual na sessão do Parlamento Europeu desta terça-feira, 1º.

Desde a invasão russa, Zelensky tem se aproximado ainda mais de países do bloco. Ontem, ele assinou um pedido oficial para que seu país seja incorporado rapidamente à UE.

-Publicidade-

“A União Europeia será muito mais forte conosco, isso é certo”, disse o ucraniano. “Sem vocês, a Ucrânia será muito mais solitária. Provem que estão conosco, provem que não vão nos deixar, provem que vocês são de fato europeus, e, então, a vida vai vencer a morte e a luz vai vencer a escuridão.”

Volodymyr Zelensky agradeceu a “resposta unificada” da União Europeia à invasão russa e disse estar lutando para ser “membro igual” da Europa. Ele foi muito aplaudido ao fim de seu discurso. Alguns dos parlamentares usavam camisetas com os dizeres “Apoie a Ucrânia” e a bandeira do país.

Sessão no Parlamento Europeu

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, disse que será levado “muito em conta” o pedido de adesão ucraniano. Ela também defendeu mais investimentos em defesa no bloco e que a UE deve reduzir sua dependência da Rússia no setor de energia.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmou que a Rússia comete “terrorismo geopolítico, puro e simples”, com sua ação militar na Ucrânia.

Michel disse que a UE tem imposto “pressão máxima” sobre a Rússia e seus líderes, com sanções “maciças e sem precedentes”. Ele também lembrou que o bloco agiu em conjunto com outros parceiros para restringir o acesso da Rússia a suas reservas internacionais.

Segundo ele, as sanções representam um custo para o bloco, mas disse que é “um preço a pagar” no contexto atual e argumentou que não apenas a Ucrânia está sob ataque, mas também a “lei internacional, a democracia e a dignidade”.

Sobre a possibilidade de entrada da Ucrânia na UE, porém, Michel disse que “se trata de um tema complicado”. Nesta semana, ele já havia comentado que há divisões no bloco sobre o tema.

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

2 comentários Ver comentários

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 23,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.