Putin anuncia recrutamento de 300 mil cidadãos e ameaça iniciar guerra nuclear

Decreto presidencial estabelece a convocação de 300 mil pessoas

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O presidente Vladimir Putin, durante pronunciamento à nação
O presidente Vladimir Putin, durante pronunciamento à nação | Foto: Reprodução/Tass

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta quarta-feira, 21, o recrutamento de 300 mil cidadãos para ajudar na invasão da Ucrânia. Segundo o chefe do Executivo, trata-se de uma “mobilização parcial”. Putin falou ainda em “chantagem nuclear”.

“Para proteger nossa pátria, sua soberania e integridade territorial, para garantir a segurança de nosso povo e do povo nos territórios libertados, considero necessário apoiar a proposta do Ministério da Defesa e do Estado-Maior de realizar uma mobilização parcial na Federação Russa”, disse Putin.

Foi a primeira mobilização da Rússia desde a Segunda Guerra Mundial e significa uma grande escalada do conflito, já em seu sétimo mês. A medida passa a valer hoje.

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“Estamos falando apenas de mobilização parcial”, ressaltou Putin. “Ou seja, apenas os cidadãos que estão na reserva e, sobretudo, aqueles que serviram nas Forças Armadas, têm certas especialidades militares e experiência relevante estarão sujeitos ao recrutamento.”

Putin ainda declarou que Moscou responderia com todo seu “vasto arsenal”, se o Ocidente perseguir o que chamou de “chantagem nuclear” sobre o conflito. “Isto não é um blefe”, declarou o líder russo.

O conselheiro presidencial ucraniano, Mykhailo Podolyak, disse que a mobilização russa era um passo previsível que se mostraria extremamente impopular, e salientou que a queda de braço não está indo de acordo com o plano de Moscou.

“Apelo absolutamente previsível, que mais parece uma tentativa de justificar seu próprio fracasso”, observou Podolyak, em entrevista à agência de notícias Reuters. “A guerra claramente não está indo de acordo com o cenário da Rússia.”

Referendo

As regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, no leste da Ucrânia, vão realizar referendos entre 23 e 27 de setembro sobre a adesão dos territórios à Rússia. Uma medida que, segundo o líder de Luhansk, foi muito esperada. “Todos nós esperamos, há oito longos anos, por um referendo sobre ingressar na Rússia”, explicou Leonid Pasechnik. “Tem sido nosso sonho comum e nosso futuro comum. E assim aconteceu. O referendo vai acontecer.”

A Rússia já considera Luhansk e Donetsk, que juntos compõem a região de Donbass, como Estados independentes. A Rússia agora detém cerca de 60% de Donetsk e capturou quase toda Luhansk em julho, depois de avanços lentos durante meses de intensos combates.

Esses ganhos estão agora sob ameaça, após as forças russas serem expulsas da província vizinha de Kharkiv neste mês, perdendo o controle de suas principais linhas de suprimentos para grande parte das linhas de frente de Donetsk e Luhansk.

Pelo Twitter, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, alegou que as votações não têm legitimidade e não mudam a natureza do conflito da Rússia contra a Ucrânia. Disse ainda que a comunidade internacional deve condenar essa violação do Direito internacional e apoiar os ucranianos.

O governo ucraniano e os Estados Unidos também afirmaram que os referendos são uma farsa ilegal e que não reconhecerão os resultados.

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2 comentários Ver comentários

  1. Lula tem acenado com várias propostas de cunho esquerdista radical em 2022, tais como revisão de privatizações, descontrole de gastos públicos, aumento de impostos volta da CPMF, libertação de bandidos, apoio financeiro a Cuba e Venezuela, perseguição a membros da Operação Lava Jato e partidos de oposição (direita), banimento de jornais e emissoras de oposição e maior abertura da economia brasileira ao capital chinês, inclusive à colaboração militar.

    Em termos geopolíticos, Lula presidente afasta o Brasil dos EUA e nos aproxima da China e da Rússia, que têm interesse em colocar mais bases militares na América do Sul, Atlântico Sul e Pacífico.

    Lula não pode ser eleito e, caso seja eleito, deve-se providenciar alguma maneira de impedi-lo de assumir.

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