Putin quis Abramovich como mediador do conflito com a Ucrânia

Oligarca russo mantém relações estreitas com o Kremlin
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Vladimir Putin e Roman Abramovich, lado a lado
Vladimir Putin e Roman Abramovich, lado a lado | Foto: Reprodução/Flickr

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, aprovou o envolvimento do oligarca Roman Abramovich nas negociações de paz entre Moscou e Kiev, informou o Financial Times nesta sexta-feira, 25. Depois de receber a chancela do ex-agente da KGB, o empresário russo se encontrou com altos funcionários do gabinete do líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, a fim de estabelecer as conversas.

De lá para cá, os dois lados começaram a discutir um plano provisório para cessar o confronto. No entanto, Kiev e seus aliados ocidentais temem que Moscou possa estar usando as negociações como uma manobra para ganhar tempo e fazer as tropas russas se reorganizarem.

Putin aprovou o nome de Abramovich depois de o próprio magnata pedir para desempenhar a função de mediador. “Ele realmente tem a aprovação do mais alto nível em ambos os lados”, diz a reportagem.

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Trânsito fácil no Leste Europeu

No início deste mês, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos elaborou um conjunto de sanções para aplicar contra Abramovich.

Quando chegou a hora de anunciar as sanções, entretanto, o Conselho Nacional da Casa Branca pediu que o Tesouro reconsiderasse a medida. A razão: Zelensky aconselhou o presidente Joe Biden a não levar as retaliações adiante, porque o magnata poderia atuar como um intermediário de Moscou nas conversas sobre a pacificação do conflito.

Abramovich tornou-se alvo dos EUA logo depois da invasão russa. Desde o início da guerra, o magnata agiu cautelosamente, de modo a evitar sofrer punições. Eventuais sanções contra os russos poderiam afetar o preço do aço, o que, na prática, impactaria sua fortuna. Isso porque Abramovich é dono de uma participação minoritária na Evraz, companhia que administra usinas siderúrgicas em Oregon e Colorado.

Apesar de vários empresários russos terem se manifestado contra a invasão da Ucrânia, só Abramovich disse publicamente que está tentando pressionar Moscou a encontrar uma solução pacífica para o confronto.

Leia também: “Um oligarca russo contra a parede”, reportagem de Bruno Freitas publicada na Edição 104 da Revista Oeste

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