Quem é Elizabeth Holmes, a ‘nova Steve Jobs’, condenada por conspiração e fraude

Empresária fundou uma mentira de US$ 9 bilhões e pode ser condenada a mais de 20 anos de prisão
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Reportagens de jornal <i>Wall Street Journal</i> puseram abaixo império construído por Elizabeth
Reportagens de jornal Wall Street Journal puseram abaixo império construído por Elizabeth | Foto: Fortune Most Powerful Women / Flickr

Considerada a “nova Steve Jobs” do Vale do Silício, a empresária Elizabeth Holmes foi condenada na segunda-feira 3 a mais de 20 anos de cadeia por fraude eletrônica e conspiração.

Elizabeth ainda está em liberdade e não há data exata para o anúncio da sentença, que poderia ser de 20 anos para cada uma das quatro acusações pelas quais é considerada culpada. A definição da pena deve sair nos próximos dias.

Elizabeth Holmes, do apogeu…

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Aos 19 anos, Elizabeth Holmes fundou a startup de saúde Theranos, depois de abandonar os estudos na Universidade Stanford, em 2003. Com sede em Palo Alto, na Califórnia, a empresa foi chamando a atenção do Vale do Silício.

Elizabeth desenvolveu um equipamento chamado Edison. Do tamanho da CPU de um computador, o aparelho teria a capacidade de fazer mais de 200 testes médicos de forma rápida com uma pequena quantidade de sangue.

A “inovação” rendeu contratos generosos para a Theranos. Entre outros parceiros, a startup conseguiu o apoio de grandes redes de farmácias, como a Walgreens e Safeway, para oferecer os serviços modernos até então.

Com o passar do tempo, a Theranos conseguiu levantar mais de US$ 700 milhões de investidores. A trajetória de aportes levou a empresa a alcançar US$ 9 bilhões em valor de mercado, sendo Elizabeth a proprietária.

…à queda

O império de Elizabeth se tornou um castelo de cartas. Reportagens publicadas pelo jornal Wall Street Journal em 2015 e 2016 expuseram algumas inconsistências que abalaram sua carreira. A tecnologia da Theranos com o aparelho Edison não funcionou. A startup tentou encobrir falhas e prejudicou seriamente a saúde de pacientes submetidos aos testes.

Em 2018, promotores do Departamento de Justiça dos Estados Unidos denunciaram Elizabeth e Ramesh Balwani, ex-presidente da Theranos, acusando-os de promover falsamente a tecnologia da empresa. A empresa foi dissolvida meses depois do indiciamento.

Leia também: “Robôs armados: o sonho e o pesadelo”, reportagem publicada na Edição 91 da Revista Oeste

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