‘Rússia só vai parar quando chegar à Polônia’, diz tataraneto de Leo Tolstoy

Vice-presidente da Câmara Baixa do Parlamento russo, descendente do escritor já foi acusado de antissemitismo
-Publicidade-
Petr Tolstoy em um dos pronunciamentos na câmara baixa do parlamento russo | Foto: Reprodução/Governo russo
Petr Tolstoy em um dos pronunciamentos na câmara baixa do parlamento russo | Foto: Reprodução/Governo russo

Pyotr Tolstoy, tataraneto de Leo Tolstoy, disse que a “Rússia só vai parar quando chegar à Polônia”. “Terminaremos quando chegarmos à fronteira com aquele país”, disse Pyotr, que também é vice-presidente da Câmara Baixa do Parlamento russo, em entrevista ao jornal À Repubblica, na terça-feira 3.

Segundo Pyotr, a Ucrânia precisa ser “desnazificada”, portanto, não representar uma ameaça militar à Rússia. De acordo com ele, quase todos os soldados dos batalhões nacionalistas ucranianos fizeram tatuagens aludindo à suástica.

Acusação de antissemitismo

-Publicidade-

Pyotr foi acusado de antissemitismo quando exercia a função de jornalista. Ele já se referiu a Geórgia e a Ucrânia como “anões do mal” que existem apenas por conta da Rússia. De acordo com ele, quando a Rússia concluir a operação na Ucrânia, “a Ucrânia não terá chance de se tornar anti-Rússia, como o Ocidente tentou fazer nos últimos 30 anos”.

Tataraneto de Leo Tolstoy não se arrepende

Para Pyotr, o apoio à invasão na Ucrânia não é uma traição ao legado de seu tataravô. “Leo Tolstoy era um oficial do exército russo”, disse Pyotr. “Matou ingleses e franceses na Crimeia russa”. De acordo com o político, quando o seu país está em risco, a única preocupação do cidadão é apoiar a nação.

Publicada em 1865, a obra Guerra e Paz trata da experiência pessoal de Leo Tolstoy durante um combate na Chechênia e Crimeia (1805 a 1820), quando a Rússia guerreou contra o Império Otomano — apoiado pela Grã-Bretanha, França e Sardenha.

“Em toda a história não há guerra que não tenha sido criada pelos governos, apenas os governos, independentemente dos interesses do povo — para quem a guerra é sempre perniciosa—, mesmo quando bem-sucedida”, escreveu Leo em um dos seus relatos durante a guerra na Crimeia. “A guerra é uma coisa tão terrível que nenhum homem, especialmente um homem cristão, tem o direito de assumir a responsabilidade de iniciá-la.”

-Publicidade-
Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.