Rússia suspende venda de moedas estrangeiras até setembro

Banco Central russo anunciou restrições internas para seus cidadãos em resposta contra sanções ocidentais
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Presidente Putin afirmou que sanções internacionais são como "declaração de guerra"
Presidente Putin afirmou que sanções internacionais são como "declaração de guerra" | Divulgação/Kremlin

A Rússia suspendeu a venda interna de moedas estrangeiras até 9 de setembro, conforme anunciou o Banco Central do país já nas primeiras horas de quarta-feira, 9, no fuso local. A medida acontece como resposta a sanções econômicas internacionais sem precedentes impostas em razão da ofensiva militar russa na vizinha Ucrânia.

Segundo o comunicado do Banco Central russo repercutido por agências de notícias internacionais, “os bancos não poderão vender moedas estrangeiras aos cidadãos” no período em questão. No entanto, a população poderá trocar dinheiro de outros países por rublos enquanto durar a janela restritiva.

Pelas orientações divulgadas, os russos terão o limite de US$ 10 mil para saques nos bancos do país até 9 de setembro, sempre em valores convertidos ao rublo.

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Nações como Estados Unidos, Reino Unido, além da União Europeia, impuseram algumas sanções de isolamento financeiro contra a Rússia, definindo o país como “um pária financeiro global”, em termo usado em comunicado da Casa Branca. Entre as medidas estão a exclusão de bancos russos do sistema de transferências financeiras internacionais Swift e o congelamento de boa parte das reservas do Banco Central do país mantidas no exterior.

No comunicado, o Banco Central observou que os controles cambiais foram reforçados por causa das sanções ocidentais que congelaram uma grande parte das reservas do organismo. As restrições anunciadas pelas autoridades financeiras russas não têm precedentes desde os tempos soviéticos, quando o extinto país que tinha Moscou como base administrativa manteve rígidos controles de moeda.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que as sanções ocidentais contra seu país são semelhantes a uma declaração de guerra. A afirmação foi feita no último sábado durante uma conferência em que o líder russo respondeu a perguntas de pilotos e comissárias de bordo da companhia aérea Aeroflot. “Essas sanções que estão sendo impostas são como uma declaração de guerra, mas, graças a Deus, a situação não chegou a isso”, afirmou.

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