Separatistas pró-Rússia assumem o controle de cidade ucraniana

Local é considerado a porta de entrada para o leste da Ucrânia
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Hospital que ainda não foi evacuado em Volnovakha, região dominada pelos separatistas
Hospital que ainda não foi evacuado em Volnovakha, região dominada pelos separatistas | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Separatistas apoiados pela Rússia capturaram nesta sexta-feira, 11, a cidade ucraniana Volnovakha, ao norte do porto de Mariupol, no Mar de Azov. A informação é da agência de notícias RIA. A região invadida é estratégica em virtude de ser a porta de entrada para o leste da Ucrânia.

Ataques da Rússia continuam

Oleh Synegubov, governador da região de Kharkiv, disse que um ataque russo atingiu hoje um hospital perto de Izyum, cidade a 620 quilômetros da capital Kiev. Segundo Synegubov, 330 pessoas estavam no local e outras 73 conseguiram ser retiradas. Não há registros de mortes.

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Pela segunda vez, em menos de uma semana, a Rússia atacou o Instituto Kharkiv de Física e Tecnologia, de acordo com um comunicado divulgado pelo governo ucraniano, no Telegram. O instituto abriga uma instalação nuclear para pesquisa científica e produção de isótopos médicos. A extensão dos danos não foi informada.

Kiev

Imagens de satélite mostram que o grande comboio militar russo, visto pela a noroeste de Kiev, perto do aeroporto Antonov, foi amplamente disperso e remanejado. A empresa americana Maxar Technologies afirmou que, pelas imagens, é possível observar as unidades blindadas manobrando nas cidades vizinhas perto do aeroporto.

As imagens também sinalizaram que elementos do comboio mais ao norte foram reposicionados perto da cidade Lubyanka, com máquinas de artilharia fixadas em posição de tiro. O comboio cobria quase 60 quilômetros de rodovia com tanques e veículos blindados e se aproximava lentamente da capital ucraniana antes de ser dispersado.

Prejuízos já passam de US$ 100 bilhões

Danos causados pela invasão russa geraram perda de quase U$$ 120 bilhões (cerca de R$ 600 bilhões, na cotação atual) para a economia ucraniana, avaliou o vice-ministro da economia do país, Denys Kudin.

De acordo com Kudin, 75% das empresas em regiões de conflito pararam suas atividades — a maioria das indústrias de metalurgia do leste da Ucrânia estão fora de operação.

“Isso significa que temos menos exportação de metais”, disse Kudin, acrescentando que esse setor possui uma parcela significativa na economia.

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