Site de notícias de Hong Kong fecha as portas por ‘segurança’

Citizen News foi o maior veículo de notícias independente remanescente em Hong Kong depois do fechamento de outros dois sites
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Na quarta-feira 29, policiais prenderam jornalistas de outro site de Hong Kong
Na quarta-feira 29, policiais prenderam jornalistas de outro site de Hong Kong | Foto: Reprodução/Twitter

O site independente de notícias de Hong Kong Citizen News anunciou que vai interromper as atividades a partir de terça-feira 4.

O portal citou a deterioração do ambiente da mídia na cidade e a necessidade de proteger sua equipe.

Citizen News foi o maior veículo de notícias independente remanescente em Hong Kong depois do fechamento do Apple Daily, em junho, e do Stand News, na última quarta-feira, 29 de dezembro.

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A decisão foi anunciada no Facebook. Segundo o veículo, ela foi tomada para garantir a segurança de todos os envolvidos.

“Infelizmente, as grandes mudanças em nossa sociedade nos últimos dois anos e a deterioração do ambiente da mídia impossibilitaram que realizássemos nossa missão sem preocupações”, escreveu o canal.

“No centro de uma tempestade que se formava, nos encontramos em uma situação crítica. Diante de uma crise, devemos garantir a segurança e o bem-estar de todos os que estão a bordo”, acrescentou.

O Citizen News foi fundado em 2017 por vários repórteres veteranos de Hong Kong e é totalmente financiado por crowdfunding — financiamento coletivo para obter capital.

O comunicado informou ainda que seu site deixará de ser atualizado a partir de terça-feira 4 e será removido “após um tempo”.

Polícia invadiu site de notícias e prendeu jornalistas

Na quarta-feira 29 de dezembro, o site de notícias pró-democracia Stand News, em Hong Kong, foi fechado.

A polícia invadiu o escritório do site no distrito de Kwun Tong, região semiautônoma chinesa, e prendeu seis pessoas, entre jornalistas, editores e membros do conselho.

Também foram feitas buscas nas casas dos detidos. Mais de 200 policiais estiveram envolvidos na operação.

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4 comentários Ver comentários

  1. Aqui, na “província rebelde do Brasil”, algumas empresas jornalísticas perseguidas pelo regime do STF-TSE já fecharam ou já estão sinalizando asfixia econômica.

    Acredito (depois das ameaças proferidas no próprio TSE) que em 2022 veremos o início das ações policiais de busca e apreensão e as prisões em flagrante (com mandato!?) nessas empresas que ainda subsistirem.

    A “inteligência” por trás dessa ofensiva autoritária nos últimos dois anos, com certeza, não é brasileira.

    Por exemplo, a ascensão do Moraes, baseada em seus livros de autoria duvidosa e em seus discursos flagrantemente em desacordo com suas ações, foi uma manobra friamente planejada e executada ao longo de anos.

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