Talibã faz apelo para que companhias aéreas retomem voos internacionais

No sábado 25, membros do grupo radical mataram quatro supostos sequestradores e penduraram seus corpos em público
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Aeroporto de Cabul | Foto: Masoud Akbari/Wikimedia Commons
Aeroporto de Cabul | Foto: Masoud Akbari/Wikimedia Commons

O governo do Talibã no Afeganistão fez um apelo neste domingo, 26, pela retomada dos voos internacionais, prometendo cooperação total com as companhias aéreas e dizendo que os problemas no Aeroporto de Cabul, a capital do país, foram resolvidos.

A declaração do Ministério das Relações Exteriores vem no exato momento em que o novo governo intensifica esforços para abrir o país e ganhar aceitação internacional depois do colapso do governo apoiado pelo Ocidente no mês passado.

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Segundo a agência Reuters, um número limitado de voos de apoio e de passageiros está operando no aeroporto. Mas os serviços comerciais normais ainda não foram retomados, uma vez que o local foi fechado após a evacuação caótica de dezenas de milhares de estrangeiros e afegãos vulneráveis que se seguiu à tomada da capital pelo Talibã.

O aeroporto, que sofreu danos durante a evacuação, foi reaberto com o auxílio de equipes técnicas do Catar e da Turquia.

Embora algumas companhias aéreas, como a Pakistan International Airlines, ofereçam serviços limitados e algumas pessoas tenham conseguido lugares nesses voos, os preços relatados das passagens estão muito mais altos que o normal.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Abdul Qahar Balkhi, disse que a suspensão dos voos internacionais deixou muitos afegãos presos no exterior e também impediu as pessoas de viajarem para trabalhar ou estudar, registra a Reuters.

Cenas de barbárie

No sábado 25, membros do Talibã mataram quatro supostos sequestradores e penduraram seus corpos em público na cidade de Herat. O vice-governador da província afirmou que os cadáveres foram exibidos em diversas praças públicas para que servissem de “lição” de que o sequestro não será tolerado.

As execuções vêm pouco mais de um mês após o grupo retomar o poder no Afeganistão, até então sob domínio norte-americano, prometendo moderação.

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