Talibã suspende ensino médio para mulheres

O retorno das alunas para as salas de aula estava marcado para hoje, mas os extremistas revogaram a permissão
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Mulheres vestindo burcas no mercado, na província de Badakhshan, no Afeganistão
Mulheres vestindo burcas no mercado, na província de Badakhshan, no Afeganistão | Foto: Eric Lafforgue/Flickr

O Talibã revogou a autorização para que adolescentes do sexo feminino frequentem escolas no Afeganistão.

O retorno das alunas para as salas de aula do ensino médio estava marcado para esta quarta-feira, 23, sete meses depois de o grupo extremista assumir o poder do país.

O Ministério da Educação afegão anunciou na semana passada que escolas secundárias para todos os estudantes, incluindo meninas, seriam reabertas hoje em todo o país.

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Nesta manhã, porém, o grupo radical decidiu que as meninas não podem frequentar as instituições de educação secundária até a definição de um plano que concorde com as regras da Sharia, a lei islâmica.

“Informamos que colégios de ensino médio e todas as escolas que têm estudantes do sexo feminino acima da 6ª série permanecem fechados até segunda ordem”, afirmou em comunicado o ministério.

“Foi ontem que recebemos a notícia de nossa liderança de que as escolas permaneceriam fechadas para meninas”, disse Waheedullah Hashmi, representante de relações externas e doadores do governo.

Isso deve atrapalhar os esforços do Talibã para obter o reconhecimento de potenciais doadores internacionais, em um momento em que o país está atolado em uma crise humanitária que se agrava.

A comunidade internacional tem pedido aos líderes talibãs que abram escolas e concedam às mulheres o direito ao espaço público.

A missão da ONU no país também se manifestou sobre o caso e condenou a postura do grupo extremista.

“A ONU lamenta o anúncio do Talibã de que eles estão estendendo ainda mais sua proibição indefinida de estudantes do sexo feminino acima da 6ª série serem autorizadas a retornar à escola”, ressaltou o comunicado.

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5 comentários Ver comentários

  1. No Brasil, que é classificado como democracia, governos passados fizeram diferente. Transformaram a escola numa porcaria que ensina que assalto é profissão e forma principalmente militantes políticos (há honrosas exceções, é óbvio), impedindo o acesso ao conhecimento para mulheres, homens e ‘trans’ em qualquer sentido. Basta ver a quantidade de pessoas que usaram e usam o nome da Ciência para proferir bobagens das mais absurdas sobre a pandemia e outros assuntos. Mas afinal, escolas para quê, se já temos quem nos diga o que é ou não verdade?

  2. Pra limpar a barra com a mulheres, peço que o Mamãe Falhei e o Renan Santos vão lé no Afeganistão e organizem uma manifestação a favor das mulheres.

  3. A única forma que tenho para protestar é por aqui: que horror uma coisa dessas! E agora, UE? O que vocês, “líderes” têm a dizer? E você caquético é desprezível Biden? E você, maldito Zé lensky?

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