UE aprova racionamento de energia e taxas sobre lucro de empresas

Ministros dos 27 países membros concordaram com diminuição obrigatória de 5% do consumo
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Países membros ainda devem discutir um teto para o preço do gás
Países membros ainda devem discutir um teto para o preço do gás | Foto: Reprodução/Flickr

Em reunião nesta sexta-feira, 30, os ministros dos países membros da União Europeia chegaram a um acordo sobre medidas emergenciais para tentar reduzir os preços da energia. Eles vão impor taxas emergenciais sobre os lucros inesperados das empresas de energia e racionamento em horários de pico, além de ainda discutir um teto para o preço do gás.

O preço da energia é o principal fator de impacto da inflação, que em setembro alcançou a maior taxa da história da UE — 10%.

O pacote aprovado nesta sexta-feira inclui duas taxas: uma sobre os lucros excedentes das empresas de combustíveis fósseis obtidos neste ano ou no próximo e outra taxa sobre as receitas excedentes que os produtores de energia de baixo custo obtêm com os custos crescentes da eletricidade.

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Um terceiro ponto é a redução obrigatória de 5% no consumo de eletricidade nos horários de pico. Também foi aprovada uma proposta indicativa — não obrigatória — de redução do consumo mensal de energia em 10%.

O próximo passo será negociar um teto para o preço do gás, embora muitos países, principalmente a Alemanha, se oponham à medida. Pela proposta, todos os países teriam de concordar em apenas comprar o produto por um preço-limite, forçando o mercado a baixar os preços. No entanto, muitos temem não conseguir comprar gás e congelar no inverno.

“Todas essas medidas temporárias estão muito bem, mas, para encontrar a solução para ajudar nossos cidadãos nesta crise de energia, precisamos limitar o preço do gás”, disse o ministro da Economia croata, Davor Filipovic, em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

Quinze países, incluindo França, Itália e Polônia, pediram a Bruxelas que propusesse um teto de preço em todas as transações de gás no atacado, para conter a inflação.

O limite deve ser estabelecido em um nível “alto e flexível o suficiente para permitir que a Europa atraia os recursos necessários”, disseram Bélgica, Grécia, Polônia e Itália, em nota.

Mas Alemanha, Áustria, Holanda e outros alertam para o fato de que amplos tetos de preço do gás podem deixar os países lutando para comprar gás se não puderem competir com compradores em mercados globais competitivos em preços.

Devem pesar nas discussões os vazamentos descobertos na segunda-feira 26 nos gasodutos Nord Stream 1 e 2 no Mar Báltico, investigados como atos de “sabotagem”. Desde o início de setembro, a Rússia cortou por tempo indeterminado o gás para a Europa.

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