UE intensifica política verde e planeja aumento de imposto sobre produtos importados

Proposta tem objetivo de criar tarifa sobre crédito de carbono e arrecadar quase € 10 bilhões por ano para pagar dívidas do bloco econômico
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Comissão Europeia pretende implementar o imposto gradualmente a partir de 2023
Comissão Europeia pretende implementar o imposto gradualmente a partir de 2023 | Foto: Canva

A União Europeia (UE) planeja pôr em prática uma tarifa sobre emissões de carbono (CO2) das importações de produtos de países de fora do bloco econômico. Segundo informações do jornal Financial Times, o futuro Mecanismo de Ajustes das Fronteiras de Carbono pode afetar setores como os relacionados a aço, ferro, cimento, fertilizantes, alumínio e eletricidade.

O chamado crédito de carbono visa à diminuição dos gases de efeito estufa, para minimizar os danos ambientais ligados às mudanças climáticas. Esses créditos fazem parte de um sistema de flexibilização que auxilia os países que possuem metas de redução da emissão de gases poluentes a alcançá-las, como é o caso dos membros da União Europeia, que têm como objetivo reduzir as emissões médias de CO2 em 55% até 2030.

Veja também: ”O sequestro da bandeira ambiental”

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Quando um país consegue cumprir sua meta, recebe uma certificação emitida pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Essas certificações geram um crédito que pode ser utilizado como moeda de negociação com outros países que não tenham atingido seus objetivos.

O Mecanismo de Ajustes das Fronteiras de Carbono da UE ainda não foi finalizado, mas a Comissão Europeia pretende implementar o imposto gradualmente a partir de 2023 para permitir às empresas um período de transição para ajustar e garantir a menor perda possível sobre as operações comerciais. A ação deve permitir que Bruxelas arrecade quase € 10 bilhões por ano — recursos que poderão ser utilizados para pagar dívidas de recuperação conjunta da UE.

Preocupação

Parceiros comerciais da UE, liderados pela Rússia, estão preocupados com a nova tarifa e temem ser impactados. Isso porque, de acordo com analistas e autoridades, o imposto resultaria em sobretaxas para grupos russos que buscam acessar o mercado do bloco econômico. De acordo com o Ministério de Recursos Naturais da Rússia, as estimativas dos custos potenciais variam de US$ 3 bilhões por ano, entre 2022 e 2030. 

Enquanto isso, a preocupação dos Estados Unidos é que o imposto seja incompatível com as negociações em andamento para um acordo fiscal global.

 

 

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4 comentários

  1. Claro, nunca foi uma questão de preocupação com o meio ambiente, mas uma forma de proteger os agricultores locais, que nem com subsídios conseguem competir com, por exemplo, o incrível agro brasileiro. Aí todos esses países vêm com discursos ambientais e sociais “fofinhos”, mas no fundo acabam com qualquer floresta por dinheiro, e não estão nem aí se cessarão o enriquecimento e a vida melhor dos homens de campo em diversos países em desenvolvimento. Mas é lógico que a mídia corrupta do mundo inteiro não contará assim essa história. E muito menos as mídias corruptas do Brasil, que jogam contra o próprio país, uma evidência da desordem que nos assola, uma terra sem leis e juízes.

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