Uruguai reduz salário de políticos para combater o coronavírus

Medida do governo conservador de Lacalle Pou não deverá afetar funcionários do setor da saúde
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(Montevidéu - Uruguai, 01/03/2020)Transmissão da Faixa Presidencial.
Foto: Alan Santos/PR
(Montevidéu - Uruguai, 01/03/2020)Transmissão da Faixa Presidencial. Foto: Alan Santos/PR

Medida do governo conservador de Lacalle Pou não deverá afetar funcionários do setor da saúde

 Lacalle Pou, presidente do Uruguai, no dia da posse | Foto: Alan Santos/PR
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O presidente do Uruguai, Lacalle Pou, anunciou na quinta-feira passada, 26, que ele, os parlamentares e os ministros de Estado vão reduzir em 20% o próprio salário. A iniciativa de austeridade visa a realocar dinheiro público para o Fundo Coronavírus, uma das políticas do país para o enfrentamento da pandemia.

“Queremos dizer com enorme tranquilidade que sabemos que o Uruguai não passa por boa fase e que há inúmeras pessoas que ficaram sem trabalho, inúmeros uruguaios que não têm comida, e que todos temos de empurrar o carro, começando pelos governantes”, afirmou Lacalle Pou.

Além da redução nos rendimentos de integrantes do governo, que inclui parlamentares de todos os partidos políticos, haverá a retenção de 20% do salário de diretores de organizações autônomas e dos serviços descentralizados do país, a exemplo das empresas estatais.

O fundo anunciado será abastecido com dinheiro dos generosos contracheques e dos fundos de pensão de funcionários públicos — inclusive de ex-presidentes da República — que recebem mais de 80 mil pesos mensais (o equivalente a cerca de R$ 9 mil).

Lacalle Pou ressaltou que os cortes não deverão afetar funcionários do setor da saúde.

No Brasil

Conforme noticiou Oeste, há uma série de pedidos no Congresso Nacional para a redução dos rendimentos de parlamentares, que incluem o confisco de dinheiro dos fundos eleitoral e partidário (juntos, somam R$ 3 bilhões) para o enfrentamento da pandemia de coronavírus.

Em vários Estados brasileiros, há fundos bilionários (entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões) cujo dinheiro se encontra parado, segundo o economista Marcos Mendes. Os recursos poderiam ser direcionados para a saúde. Não só, a redução do salário de funcionários públicos bem remunerados seria uma alento nesta hora.

Se a medida de austeridade do governo uruguaiano virasse moda no Brasil e em outros países da América Latina, que por anos foram dominados pela social-democracia, o dinheiro dos pagadores de impostos seria gasto com aquilo que realmente importa.

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1 comentário

  1. Hora de cobrarmos dos servidores públicos o engajamento na luta contra esta fera diabólica. Mostrem patriotismo e espírito de colaboração, Senhores. A Vida e a Saúde agradecem. Não é justo o Setor Privado arcar sòzinho com o ônus desta pandemia. Participem. Nossas famílias serão beneficiadas com um gesto tão nobre.

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