Vacina da Pfizer: FDA quer 55 anos para liberar dados

Pedido foi feito por cerca de 30 cientistas
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A justificativa dos advogados da 'Anvisa' estrangeira para a demora foi a de que há 'muitos documentos'
A justificativa dos advogados da 'Anvisa' estrangeira para a demora foi a de que há 'muitos documentos' | Foto: Kevin David/Estadão Conteúdo

Os documentos usados pela “Anvisa” dos EUA para liberar a vacina da Pfizer podem ser liberados somente em 2076. Esse é o prazo solicitado pela agência reguladora norte-americana a cientistas que pediram acesso à papelada.

O requerimento foi feito pelos acadêmicos através do Freedom of Information Act, equivalente à Lei de Acesso à Informação no Brasil. Contudo, receberam do órgão a resposta de que o material só estaria disponível daqui a 55 anos.

A justificativa dos advogados da “Anvisa” estrangeira para a demora foi a de que há “muitos documentos” — cerca de 330 mil páginas. A informação é da agência de notícias Reuters, em reportagem publicada na quinta-feira 18.

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Pedido sobre a vacina da Pfizer

Cerca de 30 pesquisadores das universidades Yale, Harvard, UCLA e Brown entraram com uma ação em setembro no Tribunal Distrital dos Estados Unidos. O objetivo: acesso rápido aos registros da Pfizer.

Segundo o grupo, faz-se necessário ter a documentação em mãos, com a finalidade de “tranquilizar os céticos da vacina de que a injeção é de fato segura e eficaz e, portanto, aumenta a confiança na vacina da Pfizer.”

Todavia, a “Anvisa” dos EUA informou que os dados têm de ser revisados, visto que há “informações confidenciais de negócios e segredos comerciais da Pfizer/BioNTech e informações pessoais de privacidade de pacientes que participaram de testes clínicos.”

Leia também: “A supervacina”, reportagem publicada na Edição 39 da Revista Oeste

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