Venezuela liberta dois norte-americanos depois de negociações com EUA

A visita da delegação dos EUA também discutiu a possibilidade de aliviar as sanções petrolíferas
-Publicidade-
O ditador Nicolás Maduro disse na televisão estatal que reativou o processo de diálogo nacional
O ditador Nicolás Maduro disse na televisão estatal que reativou o processo de diálogo nacional | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Venezuela libertou, na terça-feira 8, dois ex-funcionários norte-americanos que estavam presos no país desde 2017. A medida ocorreu poucos dias depois que o ditador Nicolás Maduro se reuniu com altos funcionários dos EUA que visitaram Caracas.

Um dos prisioneiros libertados foi Gustavo Cárdenas, ex-executivo da Citgo, subsidiária de refino dos EUA da petrolífera estatal Petróleos de Venezuela AS.

“Esta noite, dois norte-americanos que foram detidos injustamente na Venezuela poderão abraçar suas famílias mais uma vez”, disse o presidente Joe Biden, em comunicado.

-Publicidade-

A visita da delegação dos EUA concentrou-se não apenas no destino dos norte-americanos detidos, mas na possibilidade de aliviar as sanções petrolíferas a Caracas. Ontem, o governo de Biden anunciou a suspensão imediata da importação do petróleo russo e outras fontes de energia, em retaliação à invasão da Ucrânia.

“O propósito da viagem que realizaram os funcionários do governo foi discutir uma variedade de temas, que incluem certamente energia, segurança energética”, declarou a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, na segunda-feira 7.

Desde 2019, os Estados Unidos reconhecem o líder opositor Juan Guaidó como o líder legítimo do país e impõem uma série de sanções, na tentativa de forçar a saída de Maduro. As medidas incluem um embargo que impede a Venezuela de negociar seu petróleo — que representava 96% das receitas do país — no mercado norte-americano.

O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, disse na segunda-feira 7, na televisão estatal, que o país “reativou o processo de diálogo nacional”. “Este diálogo deve fornecer todas as garantias políticas para os próximos anos”, completou.

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

6 comentários Ver comentários

  1. Os EUA a cada dia que passa vão ficando mais fracos. Antes eram protagonistas, agora não passam de coadjuvantes da política mundial. Em breve estarão submetidos à China.

  2. Se o Brasil tivesse as forças armadas bem equipadas poderia defender seu próprio interesse no mundo. Como não tem, é fantoche de potência.
    Só tem militar gordo de gabinete, uma vergonha.

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.