Novas denúncias reforçam a existência de campos de concentração na China - Revista Oeste

Edição da semana

Em 26 jul 2020, 19:13

Novas denúncias reforçam a existência de campos de concentração na China

26 jul 2020, 19:13

Mais de um milhão de Uigures e outras minorias muçulmanas estariam detidas em “campos de reeducação”

campos de concentração - china - reino unido - Liu Xiaoming - Xinjiang

BBC levou ao ar imagens do que seriam campos de concentração na China | Foto: REPRODUÇÃO/BBC

Poucos dias depois do embaixador da China no Reino Unido, Liu Xiaoming, ser confrontado durante uma entrevista à BBC com denúncias de violação dos direitos humanos no país, novas acusações surgiram. Desta vez, o The Guardian publicou um vídeo em que Lily Kuo, chefe da sucursal do jornal em Pequim, explicou o que acontece na província de Xinjiang e nos seus “campos de reeducação”.

A região noroeste da China, onde está Xinjiang, é ocupada em grande parte pelos Uigures e outras minorias muçulmanas. “O governo chinês enxerga esses povos como separatistas em potencial ou terroristas”, contou Lily Kuo. “Se você for para Xinjiang a sensação é de que se está no meio de uma guerra civil. Há postos de controle em todos os lugares, policiais armados, e câmeras de segurança. Muitas câmeras”.

Sobre os campos de reeducação no qual estariam detidos mais de um milhão de pessoas, Lily conta que o governo os descreve como “campos de treinamento profissional”. A ditadura chinesa também garante que ninguém é obrigado a ir para lá e que os detentos são, na verdade, estudantes.

“Esses campos são prisões”, afirma a jornalista. “Lá dentro os presos são doutrinados politicamente. Isso inclui ficar sentado durante horas escutando discursos de Xi Jinping ou cantando hinos patrióticos”. Há também relatos de tortura, com eletrochoques e medicação forçada.

Questionada se o que acontece na província de Xinjiang poderia ser chamado de genocídio, Lily pondera que não, se for levado em consideração a morte de um grande número de pessoas em um curto espaço de tempo. “Mas é um processo lento de extermínio de uma identidade, de uma cultura e um de povo”, diz.

Ela afirma também que existem evidências de casos de esterilizações forçadas de mulheres e outros esforços para reduzir a população. “Portanto, algumas pessoas vão dizer que sim, isso equivale a um genocídio”, conclui.

O governo chinês nega as denúncias.

TAGS

*O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

3 Comentários

  1. Não apenas minorias étnicas sofrem sob o regime de Partido Único Chinês. Os cristãos estão sofrendo mais restrições. O crescimento dos cristãos naChina é exponencial e faz da Igreja Cristã no País – que hoje é a segunda maior em número de fiéis. Há muitas campanhas de oração pelos Cristãos perseguidos no mundo.

    Responder
  2. Muitos chineses tirnaram-se cristãos. São milhões de ir mais nossos perseguidos pela ditadura do materialismo comunista. Junte a isso o que ocorre com nossos irmãos muçulmanos e teremos vkaeoa motivos da ONU agir com.pressao sobre o governo chinês. Absurdo o que fazem la

    Responder
  3. e triste com ser humano nesse país de
    Louco, mas por que o tal direito humano, onu, todos esse bando de atoa que gosta de se aparecer não vai lá na China, é fácil bater e “gato morto “ ,Bolsonaro vão lá na China !!! Não vão né?

    Responder

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine a nossa newsletter

Colunistas

O crime acima de todos

Não é que as instituições estejam funcionando mal, ou passando por alguma anomalia — ao contrário, elas são organizadas de maneira a tornar inevitáveis resultados como o que beneficiou André do Rap

O “cancelamento” contra a arte

Caso a sociedade se submeta a essa versão gourmetizada do stalinismo, nossos filhos e netos não terão o que ler, ouvir ou assistir

A segunda onda de hipocrisia

Em que pesem as comprovações de ineficácia dos lockdowns, enganadores como Emmanuel Macron fingem ter um mapa de bloqueio de contágio

Alerta: pesquisas à vista!

Por que as sondagens eleitorais erram tanto, como isso distorce o processo democrático e o que se pode fazer

O capitalismo pode salvar o mundo?

O sistema não é uma ideologia de laboratório, como o comunismo. É uma força viva, dinâmica, que há milênios se aperfeiçoa na satisfação das necessidades humanas

A coerção e o coronavírus

A necessidade de restrições ocasionais não deve abalar os fundamentos do verdadeiro liberalismo, sustentado no “inovismo” e no “adultismo”

Uma guerra civil nos EUA?

A mídia recusa-se a noticiar o que é evidente aos olhos de seus espectadores, e intelectuais argumentam que “saques e protestos violentos são vivenciados como eventos alegres e libertadores”

Você não pode perder

A VOZ DAS REDES

Uma seleção de tuítes que nos permitem um olhar instigante do mundo, ajudam a pensar e divertem o espírito

LEIA MAIS

Oeste Notícias

R$ 19,90 por mês