O assassinato da história - Revista Oeste

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O assassinato da história
O vandalismo contra a estátua de Winston Churchill é uma demonstração de que as democracias estão se curvando à mentira
12 jun 2020, 10:19

O que chama atenção nos atos de vandalismo contra a estátua de bronze de Winston Churchill que enfeita há quase 70 anos a Praça do Parlamento, no coração de Londres, não é o ataque em si. Qual seria o problema? Coisas assim fazem parte, hoje em dia, do repertório normal da militância antirracista, em favor da democracia e contra o fascismo que roda pelas ruas do mundo em manifestações em que a regra é a violência, a destruição e a agressão regular à polícia. Tudo bem: quem está interessado em fazer política desse jeito vai continuar fazendo. O perturbador, nisso tudo, é a naturalidade cada vez maior com que os condutores da sociedade, na classe política e nas centrais produtoras de pensamento, aceitam o extremismo como um elemento legítimo do debate e da ação pública de hoje. Um novo mundo está sendo criado a cada dia, e chocar-se com gestos de selvageria como esse tornou-se, positivamente, fora de moda.

É possível, no fim das contas, que a estátua de Churchill receba um trato dos técnicos do departamento de conservação de monumentos de Londres e continue onde está. Mas não será realmente uma surpresa se a imagem do herói número 1 da última Grande Guerra, que comandou mais do que qualquer outro líder mundial a luta contra o fascismo e a tirania, acabar sendo expulsa da Praça do Parlamento e banida para algum armazém da periferia — com o apoio da prefeitura de Londres, do Partido Trabalhista e, quem sabe, da família real britânica. O prefeito Sadiq Khan — pois é, o atual prefeito de Londres se chama Sadiq Khan — disse que a intenção das autoridades municipais é dar espaço “às conquistas e à diversidade de todos” e “questionar quais legados do passado devem ser comemorados”. Mau sinal para Churchill.

O problema do maior chefe de governo que a Grã-Bretanha jamais teve em sua história é ter sido, em sua época, um defensor do Império Britânico — e, em consequência, a favor do colonialismo, o que significa automaticamente a favor do racismo e da superioridade do homem branco. Tanto faz que o Império era algo perfeitamente legal e que fazia parte das obrigações de um primeiro-ministro defender sua manutenção. A lei dos movimentos democráticos, antirracistas e antifascistas tem efeitos retroativos — se você pecou antes de aparecerem o Antifa, o Me Too e o Psol, e mesmo que não soubesse que estava pecando, você é culpado. Pode ser Churchill ou Cecil Rhodes, uma espécie de bandeirante da Inglaterra na África do século 19 cuja estátua também caiu na lista negra; exige-se sua retirada da Universidade de Oxford, esse templo sagrado da liberdade de pensamento e do respeito ao conhecimento. Pode ser o general Robert Lee, herói do Sul na Guerra de Secessão americana, hoje banido das praças públicas. Pode ser o rei Leopoldo II da Bélgica, que reinou durante mais de 70 anos: acabam de tirar a estátua do homem em Antuérpia, pelo crime de ter criado o Congo Belga. Pode ser Cristóvão Colombo, por que não? Junto com o ataque a Churchill, uma estátua de Colombo em Richmond, nos Estados Unidos, foi destruída e jogada no rio que corta a cidade. Outra acaba de ser removida do Grand Park, em Los Angeles.

Classes intelectuais e governos pusilânimes querem “rever a História” e “reavaliar eventos”

Colombo, já há tempo, deixou de ser o Descobridor da América — hoje, no mundo do antifascismo, é um criminoso que provocou o “genocídio dos povos indígenas” do continente. O ponto culminante de sua desgraça foi a remoção, alguns anos atrás, da série de painéis do século 19 que ornava a entrada da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, com cenas de suas viagens à América. Foi um choque, na ocasião: como uma universidade poderia aceitar a supressão do registro artístico de fatos que fazem parte da História da humanidade? Hoje ninguém ligaria a mínima — ao contrário, é uma surpresa que ainda continue de pé nos Estados Unidos algum monumento em homenagem ao Descobridor, ou alguma avenida com seu nome. O Dia da Descoberta da América, agora, é o “Dia dos Povos Indígenas”.

Acima: vandalização contra a estátua de Winston Churchill na Praça do Parlamento, em Londres. No topo, Cristovão Colombo, Winston Churchill e Borba Gato, personagens cuja história tem sido atacada por “revisionistas”

As democracias que pretendem ser exemplos de sabedoria política para o resto do mundo estão trazendo para o seu dia a dia, muito simplesmente, o que sempre denunciaram como um dos piores crimes da tirania comunista na antiga União Soviética: a eliminação, pela força do governo, do registro de fatos da História que desagradavam aos ocupantes do poder. Leon Trotsky, num caso clássico, foi removido à mão de todas as fotografias em que aparecia, depois de ter caído em desgraça e antes de ter sido assassinado no exílio; não podendo eliminar sua existência, eliminaram sua imagem. Nada disso, como se pretende nas classes intelectuais e em governos pusilânimes, em que homens e mulheres vivem no pânico de parecerem politicamente “incorretos”, é “rever a História”, “reavaliar eventos” ou trazer com honestidade ao debate abordagens diferentes e legítimas dos fatos que ocorreram no passado. É apenas violência, censura e proibição de qualquer pensamento diferente daquele que os grupos “antifascistas, democráticos e antirracistas” querem impor a todos. Não é ter uma visão crítica de Churchill, do rei Leopoldo ou de Cristóvão Colombo. É proibir que sejam vistos fisicamente. É apagar a História — e curvar-se à mentira.

No Brasil fala-se, de tempos em tempos, de remover estátuas como a de Borba Gato, na entrada no bairro de Santo Amaro, em São Paulo. Como todos os seus colegas bandeirantes, Borba Gato é regularmente acusado de ser um facínora vulgar — assassino, ladrão, escravizador de índios. (Sua estátua, possivelmente, é uma das esculturas mais feias que a arte humana já produziu. Mas ele, pessoalmente, não tem nada a ver com isso: a responsabilidade é do escultor.) A questão é que tudo isso aí é um saco sem fundo. Pelo mesmo critério, deveria ser eliminado da paisagem nada menos do que o principal conjunto da estatuária de São Paulo, hoje um símbolo da própria cidade — o Monumento às Bandeiras, o complexo de esculturas de granito de Victor Brecheret, com 11 metros de altura e 240 blocos diferentes, que comemora a conquista do interior do Brasil pelos bandeirantes paulistas. Todas as figuras, ali, estão saindo de São Paulo para cometer crimes pelo país afora — como comemorar uma coisa dessas, se não se tolera um mero Borba Gato? Pelo mesmo critério, teriam de ser removidas as estátuas de Fernão Dias, de Raposo Tavares ou do Anhanguera, e trocados os nomes de três das principais autoestradas que saem de São Paulo. No caso do Anhanguera, o “Diabo Velho” dos índios, também seria preciso tomar providências em Goiás — onde, como em São Paulo, ele tem status de herói. Ou melhor: tinha.

De Winston Churchill a Borba Gato, passando por Cristóvão Colombo — é como funciona o mundo de hoje. Nele já ficou proibido, até mesmo, ver E o Vento Levou, que estava por aí há exatos 80 anos. A HBO Max, apavorada com a possibilidade de desagradar aos antifas da vida, acaba de proibir a exibição do filme por seu conteúdo “racista”. Ninguém tinha lhe pedido nada; empresas realmente conectadas com o século 21, nos dias que correm, sabem se antecipar às exigências da sociedade. Coragem não é enfrentar com risco de vida, como Churchill, a Alemanha nazista e invencível. É censurar E o Vento Levou.

Sobre o tema, leia também o artigo de Bruno Garschagen e a entrevista com Andrew Roberts,  biógrafo de Churchill 

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52 Comentários

  1. Perfeito. 1984 chegou

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    • Infelizmente, já há muito tempo!

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      • Não consigo entender como em nome da tolerância estão conseguindo transformar a sociedade atual em uma das mais intolerantes das últimas décadas! E o pior é que a imprensa mundial e os governantes estão de joelhos perante esse movimento supostamente democrático. Inacreditável!

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        • Faz parte da implantação da Nova ordem mundial …

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    • ….é isso mesmo…….rsrsrs …..você roubou o meu texto, …… 1984 chegou !!!

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    • O proximo a ser contestada será a Bíblia dos Crstãos. Se continuar com estas esterias, isso é o que irá ocorrer.

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  2. A esquerda reescrevendo a história, como dito no comentário acima George Orwell estava certíssimo.

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    • Quando li 1984 há mito tempo, achei q estava lendo ficção e não previsão da realidade!

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  3. Perfeito. Para onde estamos indo? Está difícil viver está nova “realidade”.

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    • Tenho 68 anos e lamento em ver tudo o que está acontecendo no mundo todo.
      É o pior é que acham que só eles estão certos. Mas tudo o que vivemos e passamos permitiu que eles chegassem até aqui.

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  4. Mestre Guzzo sempre alertando e tirando previsões da realidade do cotidiano.Quem tem juízo que se cuide.Mas o melhor da semana,corroborando o texto,foi o discurso de TRUMP com sua afirmação categórica:A America jamais será comunista!Todo o texto da oração é primorosa,sabendo ler nas entrelinhas.E sem medo.

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  5. Mundo chato que estes canalhas querem deixar para seus herdeiros. Mas não conseguirão.

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  6. Parece que vivo em alguma obra de ficção, dessas de um futuro bem “noire” para a raça humana! Quando o pesadelo acaba? Me acordem, por favor!

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  7. ES-PE-TA-CU-LAR, simples assim.

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  8. Excelente !

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  9. Mestre Guzzo. Estou, agora, na Revista Oeste por sua causa. Pela sua pena, seu pensamento, sua brilhante redação e, outro tanto, por ser seu leitor de há muito. Seu texto é brilhante.

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  10. Acontece que muita gente não conhece Borba Gato, Fernão Dias, Raposo Tavares e outros. Estamos vivendo o ciclo da ignorância.

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    • sigo o relator

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  11. Cada vez melhor!

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  12. ótimo artigo, no andar da carruagem não demora para banirem os filósofos gregos da história, pobre humanidade, para onde caminhamos?

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  13. No século XX tivemos o totalitárismo de Estado, no século XXI estamos vivenciando o totalitárismo do pensamento e das ideias. A única certeza é que movimentos desta natureza nunca acabam bem. Um novo tempo sombrio já começou.

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  14. Dirceu Bertin, muito boa, só falta criar o Ministério da Verdade.

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  15. Brilhante como sempre, Caro Guzzo !
    Aqui em São Paulo o Elevado Costa e Silva, o eterno Minhocão, passou a se chamar há alguns anos Elevado João Goulart, político que nunca teve ligação alguma com a cidade.
    Isso foi feito em nome do tal politicamente correto e em razão de políticos esquerdistas que lutaram pela mudança.
    Só que o povão continua chamando-o de Elevado Costa e Silva e Minhocão.
    A voz do povo é a voz de Deus !

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  16. Sugestao para os democratas derrubadores da história: Estatua da Dilma ou do Lulla!!

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  17. Caro J. R. Guzzo, 2020 vai ser lembrado como o ano em que os seres humanos voltaram a ser governados como no Século 13, e perderam todas as liberdades e direitos básicos. Grupos de bárbaros e hunos começam a atacar em hordas diversas cidades pelo mundo, destruindo símbolos e impedindo a livre circulação das pessoas. A livre expressão está sendo oprimida, e políticos oportunistas aproveitam-se para saquear e implantar regimes de controle da população. É o retorno à idade média, e as coisas vão piorar pela confusão de democracia com anarquia.

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    • Ótima sua colocação Ronaldo. Temos que vigiar sempre, para evitar o pior.

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  18. Inacreditável, sinal dos tempos, tempos sombrios!!!

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  19. Muito bom. Claro e sem rodeios.

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  20. Parabens …. está aí um texto que nos dá prazer em ler ! … digno de um jornalista do seu quilate ! … informativo , histórico e sem viés !

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  21. A HBO tirou o filme de cartaz acreditando que seu maior publico é “tipo” antifa. Talvez seja um erro comercial. Naturalmente as pessoas vão consumir das empresas que possuem o mesmo alinhamento. Será difícil a partir do século 21 agradar a todas as ideologias.

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  22. Correto e preocupante.

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  23. Que chatura. A que ponto chegamos. Nao é possivel que nao consigamos ter um contraponto forte e eficaz contra essa tendência. A direita conservadora precisa crescer mais rapidamente.

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  24. Perdão, esqueci de completar o endereço. A cidade é Barcelona.

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  25. Sr. Guzzo, foi por sua presença na lista de colunistas que assinei a Revista Oeste. E que time de colunistas fazem seus colegas!
    Continue sendo nosso porta-voz nessa luta pela defesa dos valores da civilização ocidental, a mais brilhante que já houve, apesar de tudo.

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  26. A manada que ataca esses monumentos nem sabe de quem se trata, vão simplesmente na onda dos líderes do movimento patético a que pertencem. Há que se conhecer o momento da história em que esses homenageados se destacaram, e o contexto à época

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  27. Tempos sombrios. Gente que diz lutar contra a intolerância, sendo intolerante e violenta, com apoio da grande imprensa e dos intelectuais de centro acadêmico, se tornou o maior risco à democracia que fingem defender.

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  28. Belo artigo.

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  29. Excelente reflexão. Quero ver os europeus que possuem um ótimo padrão de vida, parte advindo das conquistas dos antepassados, reinvidarem devolver suas riquezas (dinheiro, ouro, peças de museus, etc…) para os países/regiões de origem: America Latina, Oriente Médio, Asia, etc…… Se chegarem a este nível de desprendimento, eu passarei a respeitá-los.

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  30. E isto é só o começo. A menos que os ventos progressistas voltem a trazer governantes palatáveis a estas correntes ideológicas as principais nações do mundo.
    Por enquanto o bom senso está nas cordas.
    Quando iremos reagir?

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    • Mestre Guzzo, ao ler seus artigos sinto como se minha mente abrisse e td fica mais claro e óbvio, nesses tempos tão sombrios. Seus artigos são uma luz nesses tempos!

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  31. Um dia alguém vai reagir à situação apontada com brilhantismo pelo Guzzo. E certamente não serão as pessoas que hoje estouram fogos de artifício sobre o STF nem os que pedem a volta da ditadura.

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  32. Excelente reflexão!
    É incrível como essa turma do politicamente “correto” está, gradativamente, conseguindo corromper a mente das pessoas e a história cultural das sociedades. Estão conseguindo fazer uma verdadeira “revolução cultural”. Figuras como Stalin e Mao tsé-tung, se ainda estivessem vivos, estariam radiantes com tamanho sucesso de suas práticas nefastas, ainda hoje.

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  33. Guzzo: o mundo está conciliando e alisando por demais esse crocodilo, até ser irremediavelmente devorado. Aliás, alguém acha que o ISIS e quejandos estão mesmo destruídos, ou essa gente extremista em todos os campos está fortalecendo-se cada vez mais nas sombras? Atenção, pois, “Quem poupa o lobo sacrificas as ovelhas”.

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  34. Texto irretocável. 1984 segue em nosso encalço.

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  35. Caro Guzzo, infelizmente a sociedade está se pautando por duas coisas (crença e raça) que deveriam uni-las, mas que nas mãos de ignorantes de todas matizes estão levando a destruição lenta e inexorável do mundo. Os valores conservadores de uma nação estão sendo lentamente destruídos em prol do pluralismo universal.

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  36. Muitos achavam que se tratava de “teoria da conspiração” o fato de qualquer um falar em um projeto de destruição das tradições, costumes e história do ocidente. Hoje, vemos isso claramente. Existe sim uma agenda progressista determinada a romper com a maioria dos valores tradicionais da sociedade ocidental. Essa agenda é impulsionada pela grande mídia – que propaga através de seus canhões de comunicação “novos valores” à sociedade – e metacapitalistas – que financiam governos, grande imprensa, ONGs, fundações e movimentos sociais- destinados a colocar em prática tal agenda.

    O mais grave é ver que a maioria da população ocidental é cristã/conservadora. Mas está sendo pautada por uma minoria que sabe muito bem aonde quer chegar, e quais meios precisa se valer para implantar seu “novo mundo”.

    Se não reagirmos, sucumbiremos. Ainda há tempo para vencermos essa guerra. Somos muito fortes nas mídias sociais, mas isso não basta. Precisamos travar o debate e enfrentar de igual para igual nas escolas, universidades, na cultura, na arte e em todos os ambientes possíveis.

    Agora, mais do que nunca, é o momento de NÃO se omitir.

    Aproveito para parabenizar o Guzzo pelo excelente artigo.

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  37. Guzzo o seu artigo me fez relembra uma história passada muito marcante que foi o nazismo, quando Hitler resolveu reescrever a história alemã, para fazer parecer que eram oriundo dos deuses nórdicos e até mitologia foi criada para assim parecer e anular tudo o mais. Estamos em processo acelerado de comunização do planeta, acho que eles entenderam que era chegada a hora de acabar com o mundo livre, mas usam da palavra sagrada democracia para impor o terror dos iguais. Tempos estranhos, a banalidade do mal não foi extirpada.

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  38. Perfeito!!

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  39. Tivemos um ex-presidente que tentou reescrever nossa história, tentando nos fazer acreditar que o Brasil foi descoberto em 2002, ano em que foi eleito … tornou-se natural ouvirmos o “nunca antes na história desse país” e, no final, descobrimos os reais feitos dessa caterva … e o pior, ainda tem gente que defende e quer a volta desse povo ao poder … esses medíocres do “politicamente correto” precisam ser colocados no seu devido lugar …

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  40. Guzzo obrigada pela matéria MARAVILHOSA, e pela dica da revista, pois ainda nos dá prazer pela boa leitura!

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  41. Excelente! Em Aracaju/SE, a Escola General Costa e Silva virou Escola João Costa, um professor local. Obra da turma da esquerda. Essa gente é desprezível, usam a democracia para destruí-la.

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  42. Excelente! Parabéns!

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