O erro do 'lockdown' - Revista Oeste

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O erro do ‘lockdown’
Paralisação da economia não alterou a curva de contágio do coronavírus e pode causar mais mortes do que a covid-19, aponta estudo do J. P. Morgan
26 jun 2020, 08:52

Os lockdowns causados pelo novo coronavírus não conseguiram alterar o curso da pandemia. Em vez disso, estão comprometendo milhões de vidas e poderão causar mais mortes do que a própria doença, aponta estudo do banco americano J. P. Morgan.

A queda nos índices de infecção desde que os bloqueios foram flexibilizados sugere que o vírus “provavelmente tem sua própria dinâmica”, não relacionada às “medidas muitas vezes inconsistentes de lockdown”, afirma relatório publicado pelo gigante de serviços financeiros. O J. P. Morgan, líder global no segmento, foi fundado em 1838 e tem tradição na publicação de relatórios que auxiliam seus clientes na tomada de decisões estratégicas.

Entre outros dados, o relatório destaca que a Dinamarca está entre os países que viram o Índice R continuar caindo depois que escolas e shopping centers foram reabertos e na Alemanha o indicador manteve-se abaixo de 1,0 com o relaxamento do lockdown. O Índice R expressa o potencial de propagação do coronavírus; R–zero é quando um infectado não contagia mais ninguém. Alguns países consideram um índice abaixo de 1,0 como fator determinante de que a epidemia está recuando. No Brasil, a confusão de dados não permite leituras precisas do indicador.

Sobre as estatísticas no país, leia também a reportagem “A verdade por trás dos números da covid-19”

O autor do estudo, o ph.D. Marko Kolanovic, físico de formação e estrategista do J. P. Morgan, afirma que os governos ficaram assustados com “artigos científicos falhos” e impuseram restrições que foram “ineficientes ou tardias” e tiveram pouco efeito.

“Ao contrário dos testes rigorosos com novos medicamentos, os lockdowns foram administrados com pouca consideração ao fato de que poderiam não só provocar uma devastação econômica, mas potencialmente causar mais mortes que a própria covid-19”, escreveu Kolanovic. “Como estamos aprendendo nesta crise, previsões científicas imprecisas, politização das pesquisas e abordagem sensacionalista podem ter impactos significativos.”

O gráfico a seguir faz parte do relatório e demonstra que a maioria dos países tem registrado queda no Índice R ao encerrar o isolamento social, sugerindo que a disseminação do vírus não está relacionada a medidas restritivas à economia. Os índices de infecção continuaram caindo mesmo depois de um período de latência para o eventual registro de novas contaminações, na hipótese de uma segunda onda.

Cada ponto representa um país. O banco apresenta os dados completos apenas aos seus clientes

Um segundo gráfico mostra efeito semelhante nos Estados Unidos, revelando que muitos Estados tiveram um Índice R mais baixo depois do encerramento de confinamentos ultrarrestritivos.

Entre esses Estados, figuram Colorado, Iowa, Alabama, Wyoming, Wisconsin e Mississippi. Nevada, Texas e Dakota do Norte estão entre as exceções — parecem ter um índice de transmissão mais alto desde que a vida normal foi retomada.

As projeções feitas pelo J. P. Morgan para o Estado de Nova York, o mais afetado nos Estados Unidos pela pandemia, demonstram assertividade. Veja no quadro a seguir:

Marko Kolanovic baseia-se num robusto conjunto de estatísticas para afirmar: “Embora costumemos ouvir que os lockdowns são guiados por modelos científicos, e que existe uma relação exata entre o nível de atividade econômica e a propagação do vírus, isso não é amparado pelos dados. Na verdade, em quase toda parte os números de infecção diminuíram após a reabertura econômica.”

A redução do contágio pode ter mais relação com o aumento de medidas sanitárias por parte da população, como maior frequência de lavagem das mãos e uso de máscara, do que com os confinamentos rigorosos. “O fato de que a reabertura não mudou o curso da pandemia é consistente com os estudos que mostram que a implementação de bloqueios à vida social não alterou a curva de contágio”, diz Kolanovic.

A análise do J. P. Morgan conectou a decisão de impor lockdowns a artigos científicos inconsistentes que previram milhões de mortes no Ocidente. Na ausência de dados conclusivos, o confinamento poderia até se justificar no início da crise. Agora, entretanto, sabe-se que não é fundamentado em estatísticas consistentes.

“Ao mesmo tempo, milhões de vidas arruinaram-se com esses lockdowns”, ressalta Kolanovic. Países em confinamento são obrigados a fazer enormes rombos no orçamento para conter a paralisia econômica que está levando milhões de pessoas ao desemprego. Estima-se que, passada a  pandemia, o mundo terá mais 150 milhões de indivíduos vivendo abaixo da linha da pobreza.

Além de pôr em dúvida a suposta “ciência” por trás de imposições de isolamento social, o relatório do J. P. Morgan sugere que as economias poderiam ser reabertas mais rapidamente.

Em razão da permanente arenga política em torno do tema, Kolanovic viu-se submetido a críticas ferozes. Preferiu ausentar-se do debate público por um período e manteve o silêncio em suas redes sociais. Para evitar citações diretas aos países, os gráficos do J. P. Morgan, quando não se referem exclusivamente aos Estados Unidos, passaram a indicar apenas “pontos” em vez de mencionar as nações — como no primeiro quadro publicado nesta reportagem. A tensão gerada pela divulgação do relatório é mais uma evidência de quanto os gestores públicos submetem-se mais a narrativas construídas sem sólidos fundamentos científicos do que a dados cristalinos.

Em sua edição de lançamento, em 27 de março de 2020, a Revista Oeste já propunha o debate acerca do confinamento e apontava inconsistências nas medidas de restrições à economia.

Leia a reportagem “Como voltar a produzir”

Sobre a ineficácia do confinamento, leia também o artigo de Guilherme Fiuza nesta Edição 14, “Os xiitas da prisão domiciliar”

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23 Comentários

  1. Excelente contratação já evidenciada inclusive em alguns artigos científicos. O problema maior é que a pandemia deixou de ser exclusivamente um assunto de saúde e passou a ser ponto de discussão político ideológico. Certamente matérias como essa não serão divulgadas nas mídias decadentes tradicionais.

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    • Lá no início da pandemia no Brasil, final de fevereiro início de Março o fechamento foi importante. Não haviam os mínimos equipamentos de proteção indIvidual para população é muito mais importante, nem para os médicos e equipes de saúde. Houve tempo para equipes hospitalares se prepararem, desenvolver protocolos específicos de atendimento. E o intuito era achatar a curva. E claramente ela foi achatada e é por isso que talvez convivamos com a Covid 19 no BR por mais tempo e sem um colapso terrível do sistema de saúde. Quanto aos empresários e políticos salafrários que se aproveitaram do momento para se locupletar, cadeia neles!
      E quanto a Suécia não é bem assim. Em relação aos seus vizinhos nórdicos não foi bem um caso de sucesso, pelo contrário.

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  2. Nosso presidente estava e está sempre certo, em relação ao fecha tudo.

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    • Não questiona esse estudo. Mas dizer que o PR esteve certo desde sempre me parece um pouco de ingenuidade.
      Vale lembrar que esse é um vírus presente em nosso planeta há pouco mais de seis meses. É natural que existam dúvidas. É natural que as medidas de controele sejam revistas a medida em que a comunidade científica vá conhecendo melhor essa nova doença. Infelizmente (ou felizmete?), isso faz parte da construção do conhecimento científico, no qual não existem verdade absolutas.
      Sem nem comentar o fato de nosso PR, no início da pandemia, ter um discurso negacionista, chegando até, em meados de março, a incentivar reabertura de atividades sem ter o mínimo de base de conhecimento… sem levar em consideração as possíveis consequências para nossa sociedade… Será mesmo só “uma gripezinha” ou “resfriadinho”? Não me parece que nosso PR tinha dados robustos para defender nada, infelizmente
      Basta rever esse triste pronunciamento: https://www.youtube.com/watch?v=Vl_DYb-XaAE

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      • Vou desenhar pra você senhor Felipe Guido ….o nosso Presidente, desde o início, anteviu que iriam usar a crise para atacar o governo e tentar tirar do Planalto um governo legitimamente eleito. E o Presidente, que tem o seu estilo próprio, vaticinou: por trás disso está um desastre muito maior, enfraquecer as contas do governo, obrigá-lo a gastar dinheiro que não tem, destruir empresas e empregos, criar insatisfação, diminuir as chances de que o governo tenha êxito com sua agenda liberal e conservadora… resumindo: tentar um terceiro turno no tapetão, à base de uma crise criada pelo vírus chinês e inflada pela esquerdalha/mídia tradicional..ele já sabia disso e nós também… Quando ele dizia resfriadozinho, queria dizer aquilo que estamos vendo agora e vamos ver muito mais nos próximos meses: morrerão muito mais pessoas em consequência dessa palhaçada toda do que do vírus chinês! Sem contar que mesmo entre os números divulgados existe um montão de mortes por outras causas sendo atribuídas ao tal vírus (um dia sim e outro também fico sabendo de casos em que colocaram o vírus como suspeita…e vai pra estatística). Não sei se conseguiu entender o raciocínio todo, mas em resumo: o PR teve a coragem de apontar um caminho muito mais correto, medidas restritivas para quem precisa, quem não precisa trabalha! O restante se escondeu atrás das medidas mais confortáveis (isso é o que se chama fator cangaço….) manda todo mundo ficar em casa e vamos contratar tudo sem licitação…tiramos o rabo da reta e não perdemos o costume de roubar (vide Covidoria, o gobels carioca e o comunistoide lá do sertão). Se ainda tiver alguma dúvida leia as matérias aqui da Oeste, faça um esforço….talvez entenda!

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        • F. Ferraz tem o raciocínio claro e direto. E como prêmio por toda a honestidade emprestada no tratamento da coisa pública, o GOVERNO CENTRAL verá o CENTRÃO finalmente rachar, ao cm de confirmar o veto presidencial à liberação de mais 13 bilhões p estados e municípios, medida q resguarda a união de dívidas impagáveis.

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      • Infelizmente o PR, ao mencionar a “gripezinha” quis fazer uma analogia à uma declaração do Dr. Dráuzio Varella, na Rede Globo, feita em Janeiro, o qual ele citou que o vírus corona no máximo iria causar uma gripezinha. O PR achou que todos os brasileiros tinham visto essa reportagem, e queria de certa forma atacar a Rede Globo em suas contradições jornalísticas. Cada um interpreta as declarações do PR da forma que lhe convém, e poucos seguem a verdade. Ele não quis dizer que o covid era uma gripezinha, mas certamente ele quis enfatizar que 80% da população é assintomática, e então havia um exagero nas medidas restritivas. https://gazetaweb.globo.com/portal/noticia/2020/03/drauzio-varella-pede-e-youtube-exclui-video-descontextualizado_101123.php

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        • Caros colegas, agradeço as respostas de vcs e concordo parcialmente com vcs. A discussão é saudável e fico feliz de trocar ideia com vcs!
          Como disse, o coronavírus é um vírus novo em nosso planeta. Vejo com naturalidade as mudanças das orientações sanitárias. O conhecimento ainda está sendo produzido. O que em nada justifica as ações de corrupção que estamos vendo em vários estados (sem comentários, acredito)
          Entendo a preocupação com as consequências do fechamento da atividade econômica. E legitimo essa preocupação, até pq já estamos vendo a crise no nosso dia a dia.
          Também entendo que nosso PR quis dar uma resposta à rede globo nesse pronunciamento específico. Apesar disso, continuo considerando um pronunciamento infeliz, uma vez que as consequências da pandemia já vêm provando que não se trata de uma “gripezinha” ou “resfriadinho”. E mais… como nosso PR tinha base de conhecimento para já em março se mostrar contrário às medidas preventivas? Me parece uma atitute um tanto inconsequente e, logo, irresponsável.
          Por mais que houvesse uma preocupação (totalmente legítima) com a economia. Na minha opinião, não justifica a atitude de nosso PR…
          Concordo totalmente que o coronavírus parece evoluir de maneira assintomática ou de forma leve em mais de 80% das pessoas. Mas, não podemos esquecer que, de todos os infectados, em média 5% acabam precisando de cuidados intensivos. Daí que veio a necessidade das medidas de controle da transmissão. Imagina se todos adoecessem ao mesmo tempo? Que país conseguiria por 5% de toda sua população em UTIs? Nenhum país!!! A própria Alemanha passou por dificuldades no início…
          E nós assistimos isso na prática. No Brasil e no mundo todo! Muitas cidades sem vaga de UTI suficientes. Tem sido justamente as medidas preventivas (que nosso PR tanto criticou já em março e, pior, sem respaldo científico algum) que tem feito que o controle da pandemia seja um pouco “menos ruim” no Brasil.
          Enfatizo que concordo com vcs. As medidas restritivas são péssimas economicamente e já estão trazendo suas consequências para nossa sociedade.
          Mas elas eram necessárias. E vêm provando sua importância no dia a dia.
          A verdade é que o Brasil jamais levou a saúde com seriedade. E, pelo que consta da atual gestão do MS, continuamos não levando tão a sério assim, infelizmente.
          Estamos vivendo as consequências da pandemia (efeitos sanitários e econômicos) mas também de anos e anos de desgoverno…

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          • Sr. Filipe Guido, o relatório não é claro, é diáfano: medidas restritivas não contribuíram par a redução da transmissibilidade. Ou seja, não levaram à menor necessidade de leitos de UTI pelos casos graves. As pessoas deveriam ter continuado a trabalhar normalmente, apenas evitando aglomerações, fazendo uso de máscaras e medidas sanitárias de desinfecção. O que foi feito no Brasil e no mundo de paralisar para prevenir um colapso das UTIs foi um crime.

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            • Fernando, compartilho de sua frustração com a crise econômica que estamos vivendo.
              Entendo que não exista embasamento em estudos científicas que respaldem as medidas de isolamento.
              E, com o tempo, a tendência é que surjam estudos como esse da JP Morgan. Afinal, conhecimento científico requer tempo… e, em meio a uma pandemia, tempo pode significar mortes…
              (Não pretendo entrar no mérito do uso de medicamentos)
              Foi estabelecido que a transmissão do coronavírus, aparentemente, se dá através de gotículas provenientes de nossa respiração. Empiricamente, foi justificada a possibilidade de medidas de distanciamento poderem contribuir para a desacelaração da transmissão.
              Esperemos novos estudos. Só com mais estudos que iremos saber se foi útil ou não as medidas de distanciamento.
              Valorizo o estudo da JP Morgan (vale ressaltar que o próprio texto traz como fatores de confundimento os cuidados assumidos pela sociedade, como uso de máscaras, lavagem de mãos, etc), mas o conhecimento científico não se baseia em apenas um estudo. É preciso que esses dados sejam reprodutíveis em outros estudos. Na ciência, não existem dogmas ou verdades absolutas…

              Afim de justificar esse raciocínio, poderia trazer um conhecido hipotético estudo em que iríamos avaliar a efetividade do uso de paraquedas como forma de prevenir morte em pessoas que se jogassem de um avião. Separaríamos dois grupos: usuários de paraquedas e não usuários. Será que seria ético/justo/necessário fazer esse tipo de estudo?

              Daí, foi feito o racional de, a partir do momento em que se atestou a possível forma de transmissão, ser razoável agir afim de diminuir a quantidade de pessoas infectadas e, consequentemente, de óbitos.
              Volto a repetir: claro que só estudos posteriores poderão nos dizer se foi válida a ação ou não. Mas, pessoalmente pelo menos, vejo como eticamente justificável.

              Como provocação: se realmente o distanciamento não teve validade nenhuma, como justificar a diferença de comportamento da pandemia na Suécia em relação aos outros países escandinavos? Trago esse questionamento baseado, inclusive, em declarações recentes de Trump.

              PS: Entendo, Fernando, que possamos pensar diferente. E essa é a beleza da democracia e o charme das discussões. Espero que vc me traga novos questionamentos e possamos evoluir juntos

  3. Esse relatório da J.P.Morgan confirma o que estamos falando desde o inicio dessa Pandemia, confirmando que o governo Federal estava sempre com a razão.

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  4. Excelente matéria. Pior do que o vírus que nenhum cientista é capaz de conter, nos colocaram numa situação econômica devastadora com o intuito de nos confundir e quebrar a vigilância. A História não os perdoará, nem nós! 2022 está logo ali

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  5. Excelente matéria. Assinei a revista ontem, pois procurava excelência no jornalismo. E parce que encontrei. Parabéns aos integrantes da revista OESTE.

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  6. O confinamento no Brasil foi aprovado, com entrevista diária de governador, porque Bolsonaro desde o início advertia contra o confinamento. O estudo do J.P.Morgan apenas constatou que ao que parece não existe correlação entre o confinamento e a redução do contágio. Então, o que valeu foi combater o governo impondo o desastre econômico. Vamos ver no futuro a verdade sendo revelada, mas a outra verdade mais terrível, será a pobreza em todo o mundo.

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    • Ainda vão haver muitas constatações que farão cair as máscaras de muitos que se esconderam atrás da “ciência” para defender outros interesses e se tornaram responsáveis pela morte de milhares de pessoas. Para esses, o inferno.

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  7. Alguém pode se dignar a dar satisfação a um leitor que fez e pagou a assinatura da revista, mas não consegue ter uma simples resposta a uma pergunta do interesse de vocês:
    MINHA ASSINATURA ESTA ATIVA?
    Os seus dois principais jornalistas conhecem muito bem como funciona o sistema de assinaturas de uma revista. Se não souberem administra-la peçam ajuda a eles.

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  8. Qual o link para o estudo? Qual o título? Quando foi publicado? Parece que vocês estão citando (sem crédito) uma reportagem no Daily Mail que apareceu no dia 22 de maio: https://www.dailymail.co.uk/news/article-8347635/Lockdowns-failed-alter-course-pandemic-JP-Morgan-study-claims.html. O Twitter feed do Kolanovic não fala de nada mais recente. O assunto é importante. Mas esta peça não passa de boato, ao não dar uma citação mais completa, para que os leitores possam avaliar a fonte.

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    • Caro Sr. Engler, obrigado por seu comentário. O estudo foi tema de reportagens em vários veículos internacionais, não apenas no Daily Mail. Depois de ser alvo de críticas intensas — basicamente, em função do tom mais político do que científico que impregnou o debate —, Marko Kolanovic optou por manter-se em silêncio nas suas redes sociais. Não houve, entretanto, contestações objetivas — metodológicas ou matemáticas — aos seus cruzamentos de dados. A respeito de quanto narrativas têm vencido a ciência no curso da atual pandemia, uma interessante leitura adicional é o artigo “Por que eles odeiam a Suécia”, publicado na nossa Edição 13: https://revistaoeste.com/por-que-eles-odeiam-a-suecia/
      Obrigado!

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  9. Estava pensando em fazer um comentário aqui sobre o fato de desde o primeiro momento eu não ter acreditado no lockdown, nos Mandettas, Moros, etc. Mas o bom de ter decidido assinar “Oeste” é que aqui o nível é alto… Se bobear, já escreveram o que você queria dizer… Tirando uns esquerdalhas que já, aparentemente já assinaram para boicotar… Estou na Espanha… Conse
    gui finalmente cortar o cabelo… A cabeleireira tem muito claro a dimensão do estrago feito na economia… Ela está naquele grupo que só acredita que foi privada dos seus ganhos… Provavelmente inutilmente

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  10. A Oeste infelizmente rendeu-se à moda de trocar “acerto” por “asserção”. Pena.

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    • Desculpe a minha ignorância, prezado Emerson, mas não entendi o porquê do comentário e onde se deu referida troca.

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  11. Sugiro que um editorial desta excelente revista aborde a relação entre a corrupção de governos estaduais, na área da saúde e os índices de mortalidade por milhão de habitantes em cada estado. Os verdadeiros culpados seriam aqueles que destruiram, em benefício próprio a saúde pública em tempos não tão recentes (Cabral no RJ, governador do Amazonas preso em 2017, o pernambucano Humberto Costa que foi ministro da saúde de Lula e tantos outros).
    Triste a nossa realidade da saúde, apesar de contarmos com excepcionais profissionais da área.

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  12. O autor do estudo levou em consideração que a taxa de contaminação diminui natuaralmente após o confinamento justamente porque a ausência de contato entre pessoas imposta pelo confinamento impede a transmissão do vírus? Capturou dados, por exemplo, mais de duas semanas após o relaxamento do confinamento para verificar a curva de infectados? Até que todos possam ver os dados utilizados para a realização de um “peer review”, será criticado da mesma forma que criticou os estudos que o contradizem. Por que Oeste não questiona o relatório da mesma forma que questiona os que o contradizem? Dois pesos, duas medidas???

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