O plebiscito dos mentecaptos - Revista Oeste

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O plebiscito dos mentecaptos
Acaba o auxílio emergencial, mas começa a campanha emocionante do Ricardo Barros pelo plebiscito — e emoção é alimento espiritual
30 out 2020, 09:07

O Brasil está com a vida ganha, não tem nada pra fazer amanhã e então resolveu discutir uma Constituição nova. A ideia genial teve como porta-voz ninguém menos que o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros. Temendo que isso não fosse suficiente para salvar os brasileiros do tédio, o deputado caprichou na emoção: ele quer um plebiscito.

Brasil, seus problemas acabaram. Essa sensação de estar de barriga cheia numa tarde modorrenta de domingo terminou. Ricardo Barros veio te tirar da zona de conforto — esse lugar perigoso que ameaça a todos os que, como o Brasil, estão com o boi na sombra e o motorista na porta esperando a ordem para levá-lo ao shopping. Chega disso. Com a campanha do plebiscito para uma nova assembleia constituinte você vai voltar a ver aquele desfile exuberante de almas penadas — Lula, Ciro Gomes, Requião, Dirceu, sindicalistas gulosos e subcelebridades sedentas — explicando como vão mudar tudo que está escrito para salvar você do Mal.

De fato, um país atropelado por uma pandemia que ressuscitou todos os picaretas e sabotadores associados precisa sair da zona de conforto. Essas quarentenas vips são mesmo confortáveis demais. Estava na hora de uma sacudida. Essa dívida de quase R$ 1 trilhão distribuído para a população não morrer de fome a gente vê depois. Isso aí se resolve com um pouco de empatia e duas laives da Anitta. O importante agora é fazer uma assembleia constituinte para dar chance a essa gente sofrida do lobby parasitário que ainda não conseguiu brilhar na Era Rodrigo Maia.

Se o tédio bater a Daniela Mercury faz mais uma laive

Tem também essa questão de decidir o que os pobres vão comer em janeiro, quando acabar o auxílio emergencial. Mas isso é ansiedade pequeno-burguesa. Hoje em dia há uma clara supervalorização desse negócio de comer. Só pode ser efeito colateral daquele fenômeno das varandas gourmet. De repente ficou todo mundo ligado demais em comida. Não é por aí. Acaba o auxílio emergencial, mas começa a campanha emocionante do Ricardo Barros pelo plebiscito — e emoção é alimento espiritual. Chega de materialismo.

É bem verdade que o Brasil não consegue fazer nem a reforma administrativa. Mas talvez seja justamente esse o problema: estamos pensando pequeno. Por isso é que as novas reformas não andam. Não tem nada a ver com o transtorno da vida nacional provocado pela pandemia e seus aproveitadores. O que falta é pensar grande. O Congresso não consegue dar um passo na reforma tributária, mas uma nova Constituição sai.

Essa é a grande sacada do Ricardo Barros: já que o país está na UTI, vamos aproveitar e fazer logo um transplante de coração. Já estamos aqui mesmo, certo? Mas nada de autoritarismo. Constituinte é participação de todos. Tem que ter bisturi pro PT, PCdoB, Psol, PP, PQP, PODEMOS, QUEREMOS etc. É a festa da democracia na UTI. O país já parou um ano mesmo, então para só mais dois, ninguém vai nem notar. Se o tédio bater a Daniela Mercury faz mais uma laive. Esse coração novo vai ficar uma coisa linda.

Os tarados do lockdown estão maravilhados com a iniciativa do companheiro Ricardo Barros. Estava ficando um pouco difícil manter o país travado com as pessoas voltando a circular e descobrindo que aquele trancamento medieval não salvou ninguém. Um plebiscito é simplesmente perfeito. Enguiça tudo de novo numa outra urgência inútil e os idiotas tomam conta novamente guerreando entre a Constituição futura e a Constituição pretérita, a Constituição de esquerda e a Constituição de direita, a Constituição liberal e a Constituição conservadora, a Constituição fake e a Constituição fuck.

Se no meio disso o Aécio aparecer com uma seringa para vacinar todo mundo, ninguém vai nem lembrar contra que mesmo era essa vacinação. O coronavírus não é ninguém perto da pandemia de estupidez.

Sobre o tema, leia também o artigo “Nova Constituição para quê?!”, de Rodrigo Constantino

 

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47 Comentários

  1. O fato do jornalista não concordar com a proposta de um plebiscito visando a autorização popular para a elaboração de uma nova Constituição, não lhe dá o direito de tachar alguém de mentecapto!!! Eu concordo com a ideia do parlamentar e não dou a ninguém o direito de dizer que sou mentecapta!!! É óbvio que o plebiscito é proposta para futuro, e não em meio a uma pandemia, coisa que qualquer pessoa bem intencionada e não mentecapta percebe. Outrossim, qualquer pessoa não mentecapta percebe que atual Constituição é um monstrengo, um Frankstein com mais de 100 remendos gerados por oportunismos!!! Por certo que o país precisa de reformas estruturais urgentes, mas para que as reformas possam se tornar viáveis é indispensável uma Constituição enxuta, que se limite a estabelecer princípios gerais, deixando para a legislação infraconstitucional as especificações indispensáveis. Finalmente, os constituintes deverão ser eleitos exclusivamente para elaborar uma nova Carta Magna, além de ter os respectivos mandatos limitados ao término da elaboração da nova Constituição, proibida a eleição posterior durante pelo menos duas legislaturas. Nessa formatação, não fica impedido o funcionamento do Congresso e ao mesmo tempo da Assembleia Constituinte. Basta pensar no Brasil e deixar de lado a demagogia!!!

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    • Cara Arlete, parece óbvio que o jornalista atribui caráter “mentecapto” não àqueles que concordam com a elaboração de uma nova Constituição, mas aos oportunistas que visam apenas desgastar o atual governo, desvirtuando e sabotando prioridades que urgem ao país. Qualquer pessoa lúcida percebe que a Constituição de 1988 é uma coleção de equívocos propícia a parasitas e ressentidos. Agora, tentar imaginar, que no atual momento, uma nova constituição, comissionada e aprovada por um Congresso predominante desonesto, possa ser algo benéfico aos brasileiros, é, no mínimo, uma ingenuidade tamanha. Já fui chamado de tudo de ruim por ter votado em Bolsonaro, e nem por isso, em momento algum a carapuça me coube.

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      • Exato, não é momento para um plebiscito com esse congresso de oportunistas e corruptos.

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        • baseada em que, marise, podemos pensar que o próximo congresso tera menos corruptos e oportunistas?

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      • Perfeito.

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    • Certíssimo. Pensar em uma nova Carta com o nível de políticos é, no mínimo, insano. Além disso, a quem interessa travar o país? Temos assuntos e reformas importantes a tratar..

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    • Ficou brabinha, hein? Kkkkkkkk

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    • Prezada senhora: leia aqui nessa mesma edição o texto de Rodrigo Constantino sobre os danos que seriam causados ao país por esse ideia estaparfúdia de uma nova Constituição nesse momento do país.

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    • Nova constituição com o congresso atual? Tá de brincadeira!!!

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      • Certeza Fiuza , apesar de nossa constituição atual ser um monstrengo que trava o progresso do país e sacrifica a sociedade, não é momento para esta discussão. Temos uma lista de prioridades a resolver , e ideias deste tipo no momento só mostram o nível de nosso congresso… tristeza
        Abraços

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    • Arlete Pacheco, você é mentecapta, então, vai ler a Foia de SP

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    • Uma nova constituição é urgente, MAS NÃO COM ESSA QUADRILHA QUE RODEIA O PRESIDENTE!!!
      Nova constituição com gente decente e ficha limpíssima está difícil de encontrar!!! Os urubus estão TODOS RODEANDO A CARNIÇA PARA SE LIVRAREM DE SEU FRUTO DO ROUBO!!!

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    • Nova constituição pra que se o STF a rasga diariamente?

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    • Uma nova constituição como nós gostaríamos é diferente da que surgiria com as figuras políticas que dominam o cenário atual. Há a possibilidade do monstrengo atual se tornar algo muito pior. Não dá para arriscar, não podemos errar novamente. Há muita polarização é muito desejo revanche. Não estamos conseguindo nem arrumar alguns pontos como por exemplo a prisão em segunda estância , um desejo tão popualar.

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    • Prezada D. Arlete, quem a senhora imagina que iria definir as regras da eleição desses constituintes? Quem estabeleceria os requisitos mínimos para se ter constituintes preparados para escrever uma “constituição enxuta”? O Renan poderia se candidatar? Collor? Jucá? Tiririca? Geddel?As coisas podem piorar.
      E muito…

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    • Parabéns Arlete, você então acha mesmo que o Ricardo,alias o conheço há uns 40 anos, quer realmente arrumar nossa Constituição? Claro que temos emendas demais.Se nem STF respeita a carta. O problema é que os altos escalões tão pouco se lixando. O adjetivo cabe a quem o defende.

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    • Sim, é mentecapta!

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    • Leia de novo o artigo. Fiuza critica a oportunidade, não o mérito. Todos concordamos com a monstruosidade da “Constituição Cidadã”, mas temos que ter foco na saída econômica para essa pandemia e não ressuscitarmos outros monstros da política brasileira, que estão loucos por um motivo insólito, para voltar a ribalta. Deixemos para depois, a prioridade é emprego e renda.

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    • Já elogiei os textos do Guilherme Fiuza no conteúdo e na forma, articulista que segue como um orgulho para todos que se orientam à direita do espectro político. Porém, desta vez o Guilherme não foi bem – debochou de um assunto muito sério. É a leitora Arlete Pacheco que está correta, coberta de razão: a nossa Constituição é teratológica, não tem conserto. O resultado é a disfuncionalidade do país (começando com o próprio STF). É preciso substituí-la – e a Arlete frisa que isso não seja feito de maneira açodada, com um processo cuidadoso justamente para evitar as malandragens que, seja quando for, sempre estarão sendo forçadas para degenerar esse conjunto de leis que deve ser o mais enxuto e objetivo possível.

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  2. Se você acha que a Constituição vigente é um primor de eficiência, isso é direito seu, Guilerme Fiuza. Ela é a Constituição dos direitos, e nenhum dever do cidadão para com o País. Sempre vi em você um colunista equilibrado, mas, nesse seu artigo, você deu uma de joão-sem-braço.

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    • Uma coisa é certa: estamos sem constituição. O STF faz o que quer e quando quer, impune. O freio pra ele não funciona com senadores tb submetidos ao STF. Tá nojento. Reforma dos tribunais será sempre acabará submetida aos próprios tribunais. Com todos personagens donos dos partidos fica difícil acreditar em mudança mas nova constituição é necessária porque é única forma de haver um poder originário não submisso ao STF.

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    • Barros, barros e mais barros…Acho que vc. se chama Ricardo e está disfarçado. Talvez por ser de barros essa ideia de mal gosto, e sujeito a fraturas, sei que não tem cabimento esperar de vc. a firmeza e a resistência do nióbio. Afinal, nióbio é nióbio e barros são barros. Gostou? Também sou capaz de ter ideias de jerico. Acho que essa ideia de Constituição foi combinada por todos os Barros…sejam eles Ricardos ou não. De todo modo, foi muito infeliz. A propósito, antes que vc. se sinta ferido pela rejeição à sua ideia, deixe-me lembrá-lo que uma ideia – muitas vezes boa – pode se tornar um desastre tão somente se lhe faltar a noção de pertinência e oportunidade. Repense, pode ser que vc. reconheça ter-lhe faltado a noção de “time”. No momento, essa ideia de fazer um plebiscito para decidir se faz ou não uma nova Constituição pode ser maravilhosa…para a China, para a Venezuela, para a Argentina, para Angola, para o Irã, lugares onde meia dúzia anda vomitando em cima da vontade e dos direitos de bilhões de pessoas. Mas, eles só não podem esquecer de chamar gente séria e respeitosa para escrevê-la. Se forem eles mesmos a escrever a nova, vai adiantar NADA. Tudo o que eles sabem fazer aprenderam com a atual constituição.

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    • Fiuza não disse que acha a atual constituição um primor. Só disse que não é o momento pra se discutir isso.

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  3. Concordo plenamente com a opinião do Fiuza, principalmente ao considerar que a sugestão parte de um político corrupto até a alma. É óbvio que a Constituição de 1988 é foi elaborada por esquerdistas e precisa ser revista.
    Mas é mais óbvio ainda que o sr. Ricardo Barros e quem o encorajou a lançar a ideia pensa apenas em obter vantagens pessoais, a começar pela obstrução da justiça que vive no seu encalço.

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  4. Fiúza, excelente texto, idéias, escolha de termos, tudo. Como você disse, não é hora de mexer com Constituição agora. A gente não consegue pensar como arrumar a conta do bar da esquina….. é incrível o jogo de fazer fumaça que, sem querer com certeza!, pois duvido da capacidade de articulação da classe – esses politicos conseguem fazer tão sincronizadamente prá manter o País no mais total caos.

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  5. Sempre certeiro ao mostrar o mundo de absurdos em que vivemos hoje. Sim, nossa constituição é muito ruim, mas, e sempre existe um mas, podemos vir a ter outra pior, muito pior, principalmente, se feita por oportunistas como esse deputado.

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  6. Pessoal, o Fiúza em momento algum falou que a atual Constituição é boa. O que ele atacou foi o ato oportunístico de, neste momento, o parlamentar Ricardo Barros oferecer essa possibilidade.

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    • AH..rlete! Tiro no pé imaginar uma nova constituição AGORA. A atual carta é comunista e hoje Frankenstein, mas ainda assim, se tivermos um STF isento, sem representantes das classes políticas e ORCRIMS, MR-8, OAB, etc., vamos vencendo. Os jabutis como este do Lafaiete Andrada/MG, transfigurando a proposta anti crime do MORO, foi a pá de cal p se concluir q esse STF ñ tem compromisso com seres do bem, apenas com a marginália. Já perdi filhos para traficantes!!!
      É estupidez se pensar em Nova CARTA, com o nível amoral que alcançamos. Estamos mais p um novo AI-5, se vc opta pelo retrocesso. Só nós POVO, acima de ideologias e partidos políticos, voltando às RUAS como fizemos em 2.013 (qdo acabamos c o conluio entre os 3 PODERES É em 5 anos apartamos o EXECUTIVO dessa trama sórdida), para a PRESTAÇÃO DE CONTAS c o CONGRESSO pós quarentena, pela PRISÃO em SEGUNDA instância e fim do foro privilegiado. Estas pautas salvam o BRASIL do cancro subversivo em que se meteu. Em prol das futuras gerações de brasileirinhos.

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  7. A ideologia , como disse Jorge Amado, é uma meeerrrddaaa. A razão é simples: atrapalha a análise e geralmente nos deixa na superfície. De fato, o questionamento básico seria o seguinte: o que quer esse parlamentar (repleto de manchas éticas???)? Certamente, não é ter uma nova constituinte. Mas mudar pontos fundamentais. Quais seriam? Os que inibissem a lava jato e similares. Para isso é necessário conter procuradores e juízes descomprometidos com o poder _ os juizes concursados que ficaram boiando na primeira instância. Eles atrapalham e tem colocado no xilindro alguns profissionais da política. Resta saber o que Bolsonaro tem com isso. Para mim, tudo. Mas como disse, a ideologia é uma meerrrdaaaa.

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  8. Obrigada, Fiuza! Dizem que rir é o melhor remédio. Tomei uma boa dose com o teu texto. Parabéns.

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  9. Excelente texto.
    Não gosto da nossa Constituição. Mas não é o momento de plebiscito para uma nova Constituição. Há grandes chances de que o que já está ruim fique ainda pior!

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  10. Concordo inteiramente com mais um magistral artigo do Fiuza.
    Nossa Constituição é bem ruinzinha, comporta infindáveis reparos, mas este não é o momento de se pensar nisso; há muitas outras prioridades que devem ser examinadas; a comparação é perfeita: querem fazer um transplante no meio de uma outra cirurgia !
    Parabéns, Fiuza !

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  11. O deputado está fazendo o papel de idiota útil em benefício da esquerdalha. Velho truque dos comunistas esse negócio de constituinte exclusiva e plebiscito. Mas o comunismo acabou com a queda do tal muro, diria o gênio Ricardo Barros. Daqui a poucos anos o Chile será outra venezuela. E vem plebiscito na Argentina também, podem esperar.

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  12. Concordo com a leitora, por vezes os jornalistas se sentem no direito de rotular e agredir todos que pensam diferente dele ou do ponto de vista específico. Há que se considerar que o nível de complexidade da atualidade é muito grande e dificilmente duas pessoas terão 100% de adesão. Não há como não concordar que a atual constituição foi escrita em um período pós ditadura quando os direitos estavam sob ameaça, mas dado que colocaram tantos direitos na constituição fica claro que cometeu-se um grande erro ao não colocar os deveres e suas penalidades. Temos muitas classes protegidas e sem nenhum mecanismo de cobrança. Há que se discutir a solução, mas concordo que o momento é complexo e os políticos brasileiros são, talvez, os piores do planeta. É só observar os candidatos à prefeitura de São Paulo e os vereadores, e quanto eles custam para fazer este carnaval. O Brasil precisa de reformas urgentíssimas

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  13. Legal! Não sei se esse fórum é um muro das lamentações, muro das separações ou a torre de Babel. Tá difícil a escolha de um caminho! De um lado uma Constituição que nada tem de cidadã, pois fica a Deus dará na interpretação pessoal do donos do Olimpo togado. De outro, um plebiscito com a pior claque de políticos que deve guardar as reivindicações populares no mesmo lugar onde escondem dinheiro, ou que mandam matar seus desafetos.
    Dá pra´chamar o síndico?

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    • Exato, não é momento para um plebiscito com esse congresso de oportunistas e corruptos.

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  14. Excelente texto Fiuza

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  15. É incrível como as pessoas exprimem suas opiniões sem nem ao menos refletir dois segundos após lerem. São essas pessoas que facilitaram a existência dos ladrões e assassinos como lula e cia, as sandices dos togados, os políticos da vantagem individual, e mais sujeiras. Tudo, por não quererem entender o inevitável: VOCÊ ESTÁ SENDO FEITO DE TROUXA, MAIS UMA VEZ.
    Quando virmos (se existir janela no inferno/paraíso) nossos netos na miséria do comunismo, vamos chorar sangue pelos nossos erros.
    ACORDA BRASIL!!!

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  16. Após os muitos comentários fiquei tentado a comentar também. Sou fã do Fiuza, mas ele reagiu rápido demais em criticar a proposta de um plebiscito sobre o assunto. A Constituição em vigor foi uma revanche da esquerda aos militares. No dia 5 de outubro completaram-se 32 anos da promulgação dessa Constituição, que Ulysses denominou cidadã. No discurso na Assembleia Constituinte ele incluiu a seguinte fala: “A Constituição mudou na sua elaboração, mudou na definição dos poderes, mudou restaurando a Federação, mudou quando quer mudar o homem em cidadão, e só é cidadão quem ganha justo e suficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa. Num país de 30.401.000 analfabetos, afrontosos 25% da população, cabe advertir: a cidadania começa com o alfabeto”. Eu pergunto: a Constituição mudou o homem em cidadão, ou aqueles que eram cidadãos em 05/10/88 foram rebaixados a simples homens e mulheres? Essa Constituição FRACASSOU, e tem de ser SUBSTITUIDA o mais rapidamente POSSÍVEL. E para isso o povo tem de ser incluído o mais rapidamente POSSÍVEL nos planos e discussões. Não necessariamente com um plebiscito JÁ, mas em tempo, após haver muita preparação, que PODE COMEÇAR JÁ. O parlamentar que LEVANTOU O ASSUNTO já pautou a mídia. Não devemos deixá-lo CAÍR!

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  17. Ótimo texto, Fiuza. Há que esculhambar mesmo esses espertalhões fantasiados de representantes do povo brasileiro, ainda que eles não tenham um pingo de vergonha na cara.

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  18. Excelente texto Fiuzza. Você provoca comentários indignados dos leitores baseados na qualificação que atribuíste ao titular da ideia, mas que demonstram estarmos todos imbuídos em destravar esta nação desse intervencionismo dos poderes Legislativo e Judiciário sobre o Executivo, que simulam amparo no texto Constitucional.
    Concordo que trata-se de um gordo texto de direitos e poucos deveres, que se não bem interpretados pelos “deuses do Supremo”, favorecem mais maus cidadãos do que os bem intencionados. Penso que prioritariamente, nossa Constituição deve ser aprimorada através das emendas constitucionais que permitam reformas estruturantes como a administrativa, tributária e politica, e que não carecem de plebiscitos, mas sim de um Congresso competente e de melhor qualidade, que observe as demandas dos cidadãos especialmente nessa grave crise econômica e sanitária nacional e mundial.
    Urgente de necessária intervenção são as interpretações do texto constitucional aos temperamentos, ideologias politicas e vaidades profissionais dos membros das cortes superiores de “notável saber jurídico e ilibada reputação”.
    Como os cidadãos comuns devem entender o que se lê no texto constitucional, por exemplo, na formação da família, no direito a vida, e as atuais interpretações dadas por iluminados, sem motivações que as justifiquem. Como entender que o notável ex decano Celso de Mello, legisle comparando o crime de homofobia com o crime de racismo. Que poderes lhes dá a constituição para assim determinar?
    Como entender que nossa Suprema Corte extinga uma Lei sem a sua necessária justificativa, tornando-a “inconstitucional”?. Recentemente o STF declarou INCONSTITUCIONAL o VOTO IMPRESSO aprovado por 368 deputados e 56 senadores, por violação do sigilo e liberdade do voto, com estas infantis justificativas do ministro Gilmar Mendes: “a impressão do voto não se presta à auditoria das eleições. O registro impresso pode ser fraudado. Qualquer introdução ou exclusão de papeleta do involucro lacrado gera discrepância com o registro eletrônico semeando insolúvel desconfiança sobre ambos”. Acresceu ainda o notável jurista que o custo é muito caro. É fácil assim derrubar uma Lei?
    Portanto, os 8 ministros que assim declararam, consideram que 368 deputados e 56 senadores, atabalhoadamente e ignorantes na tecnologia eletrônica e sem qualquer consulta técnica e constitucional, aprovaram uma Lei para criar embaraços, recontagens, e tumultos nas eleições.
    Agora, dá para entender a passividade do Congresso, desmoralizado, em não utilizar o dispositivo constitucional que lhe outorga a independência entre os poderes para requerer imediata aplicação da Lei não aceitando essa absurda alegação de inconstitucionalidade. Recorrer ao próprio Supremo entendo que não obtém resultado, então parece que há dispositivo que estabelece um poder “moderador” para tal procedimento. É só pratica-lo e não é revolucionário, é pacifico e não ataca as instituições, ao contrario estabelece sua independência e harmonia.
    Concluo que antes de qualquer reforma constitucional é necessário atribuir responsabilidades passíveis de punição aos membros dos poderes legislativos e judiciários, cabendo portanto impeachment e mecanismos de rápida solução. Creio que diante da previsível acirrada disputa eleitoral em 2022, o voto impresso inviolável (porque lacrado), permite ao eleitor visualizar e ter certeza que é o mesmo da urna eletrônica, que será auditado por amostragem e passível de contagem geral. Penso que a imprensa verdadeira deveria participar dessa campanha.
    Portanto Fiuzza, você tem razão, vamos às necessárias reformas antes de qualquer plebiscito.

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  19. Acho que uma nova Constituição é necessária sim. Não precisa ser agora, mas discutir sua necessidade é fundamental.

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    • Perfeito Fiúza, esse Barros só pode ser um debilóide oportunista.

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  20. Desde quando mudar o que está escrito mudará as consciências e as mentes das pessoas que interpretam o escrito?
    Eduquemos o povo.
    Elejamos decentes.
    Só então, legislarão decentemente.

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  21. O duro é constatar que as pessoas, mesmo as aparentemente letradas, não conseguem interpretar um texto simples. Pior fica a situação quando se trata de uma fina joia tecida por um mestre da ironia e do sarcasmo como o Fiuza.

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  22. Impagável, Fiuza! Concordo com Nara: o melhor remédio é rir e me servi também fartamente , apesar da seriedade do assunto. Suas características marcantes, a ironia e o sarcasmo, dão cor especial à leitura, tornando-a verdadeiramente única, prazeirosa! Parabéns!

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  23. Caro Fiuza, vou replicar o comentário (com um ou outro acréscimo) que fiz no artigo do Constantino sobre uma nova CF:

    Concordo que a ideia de uma assembleia constituinte é “roubada”. Mas precisamos de uma nova CF.
    De fato, o país não pode parar para redigir uma nova CF e também não haveria legitimidade, pois quem seriam os constituintes? Os atuais congressistas? Qual a legitimidade deles uma vez que foram eleitos por esse sistema eleitoral bizarro e não representativo? Haveria uma eleição exclusiva para constituintes? Mas qual seria a legitimidade desses constituintes eleitos se o forem por regras escritas por congressistas “não legítimos”?
    Enfim, nova constituinte não dá. Mas também não dá para ficar com essa CF. Ela é inviável e “irreformável” (tudo acaba sendo derrubado no “supreminho” – em especial qualquer mudança que altere mais “estruturalmente” o sistema político burocrático). E a questão da legitimidade dos constituintes sempre existiria…

    Desta forma, minha sugestão é: um grupo civil “escreve” uma CF curta, sucinta e só com poucos princípios (estilo americano) e bota o “bloco na rua”: “Queremos essa CF. Queremos um plebiscito para adotar ESSA CF sem alterações”. Claro que o “movimento” não teria muito apoio inicialmente, mas exatamente esse seria o objetivo do movimento: ganhar adeptos. O texto, evidentemente, a partir de uma primeira versão bem elaborada, não deveria ser alterado (mas uma ou outra mudança ao longo do tempo poderia ser feita é claro – desde que não alterasse o espírito do texto e fosse fundamental para “ganhar adeptos”). Assim, só haveria um plebiscito se o “movimento” conquistasse um amplo apoio popular (e, nesse caso, é porque seu texto se tornou a CF desejada pelos brasileiros). Sem assembleia constituinte, com apoio popular e sem surpresas (porque tudo partiria de uma texto-base para o “movimento”).

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