O STF quer editar o povo brasileiro - Revista Oeste

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O STF quer editar o povo brasileiro
Onze indivíduos decidiram que 210 milhões de cidadãos estão sujeitos à obrigação de só tomar conhecimento daquilo que eles, os ministros do Supremo, decidem que é “verdade”
31 jul 2020, 08:59

O Supremo Tribunal Federal é hoje o principal produtor do pensamento totalitário no Brasil. Como em geral acontece com forças políticas que, por uma causa ou por outra, adquirem a possibilidade de agir sem ter de respeitar nenhum limite, o STF passou rapidamente da ilegalidade para o disparate, e do disparate para o delírio — é onde estamos no momento. A má notícia, no caso, é que a elite pensante do Brasil, a mídia e os demais poderes da República aceitam essa degeneração do seu principal tribunal de Justiça com uma passividade sem precedentes na história nacional. A notícia pior é que vai continuar assim. Comportamentos de ditadura, como Roberto Campos dizia a respeito dos regimes “de esquerda”, não são biodegradáveis — quer dizer, não se desmancham naturalmente com o passar do tempo. Ao contrário: ditaduras, quando não encontram barreiras, ficam cada vez mais ditatoriais.

É o que está acontecendo na frente de todo o mundo, todos os dias, neste Brasil onde o STF deu a si próprio o direito de dizer que 2 + 2 são 22 — e onde é inconstitucional achar que são 4, porque quem diz que o certo é 22 são os ministros do STF, e, se eles estão dizendo que é assim, trate de calar a boca, obedecer e continuar pagando impostos. A Constituição, as “instituições” e a lógica são unicamente o que eles dizem que são — conversa encerrada. O STF só não revoga a tabuada, o ângulo reto ou o ovo frito porque os ministros não ganham nada com nenhuma dessas decisões; mas naquilo que eles consideram ser os seus interesses está valendo tudo. O resultado é que esse STF que está aí perdeu as características próprias da sua espécie biológica — a espécie das cortes de Justiça, cuja finalidade é fornecer aos cidadãos a segurança da lei. Já não se trata mais, a esta altura, de vinho que degenerou em vinagre. Agora é vinagre que está degenerando em veneno. Seu último surto de onipotência é a extraordinária pretensão de pensar, do ponto de vista legal, pelo povo brasileiro.

O portador dessa nova verdade é o presidente do STF, Antonio Dias Toffoli, que anunciou ao público, nesta última terça-feira, dia 28, que o tribunal decidiu (oficialmente, ao que parece), ser “o editor de um povo inteiro” — no caso, o povo do Brasil. Editor de um povo? Que raio quer dizer isso? Quer dizer o seguinte: é o STF quem decide as informações que você pode ou não pode receber. Toffoli estava tentando dar uma explicação para um dos empreendimentos mais inexplicáveis que o Supremo realiza no momento: o inquérito ilegal das “fake news”, que atribui a si mesmo a inédita ambição de só permitir que se diga “a verdade” em tudo o que aparece na internet. Como sempre acontece nesse tipo de tentativa, conseguiu elevar à potência N o que já é um desastre top de linha. Num português de ginásio, com sintaxe torturada, soluços entre verbo, sujeito e pronome, e compreensão confusa do vocabulário, Toffoli disse que o STF está violando a liberdade de expressão, conforme mostram os fatos objetivos do inquérito, porque tem de “dirimir conflitos”, como numa “briga de marido e mulher”. Heinnnnnn?

Toffoli acha que um órgão de imprensa, um ente da vida privada, é a mesma coisa que uma vara ou um tribunal de Justiça

Não se alarme se você não entendeu, porque é duro mesmo de entender. O que o ministro quer dizer é que o Supremo tem o direito e o dever de proibir que um cidadão diga isso ou aquilo nas redes sociais quando achar que é mentira — afinal, alguém tem de resolver se alguma coisa é mentira ou verdade neste país, não é mesmo? Então: esse alguém, segundo Toffoli, é o STF. Não cabe ao público julgar por si mesmo o que é publicado na internet — e acreditar ou não naquilo que leu, viu ou ouviu. Quem tem de fazer isso por ele são os ministros. É a coisa mais normal do mundo, pelo que se pode deduzir do manifesto que o presidente da nossa Suprema Corte lançou sobre a questão. Seguem-se, exatamente como foram ditas, as palavras de Toffoli. Não é a Revista Oeste que está dizendo nada disso — é ele mesmo. Vamos lá.

“Todo órgão de imprensa tem censura interna”, informa o ministro. “Em que sentido? O seu acionista ou o seu editor, se ele verifica ali uma matéria que não deve ir ao ar porque ela não é correta, ela não está devidamente checada, ele diz: ‘Não vai ao ar’. Aí o jornalista dele diz: ‘Mas eu tenho a liberdade de expressão de colocar isso ao ar?’ Entendeu? Não é à toa que todas as empresas de comunicação têm códigos de ética, códigos de conduta, de compromisso. Nós, enquanto Judiciário, enquanto Suprema Corte, somos editores de um país inteiro, de uma nação inteira, de um povo inteiro.” Segue-se uma salada mista com a história da “briga de marido e mulher”, a informação de que o juiz tem de “editar” os conflitos, a necessidade de fazer a “interpretação jurisprudencial hermenêutica” e coisas tão espantosas quanto essas. É cômico, mas não ajuda a entender coisa nenhuma. Melhor ficar por aqui mesmo.

Não é fácil encontrar tanto despropósito junto num espaço tão curto de sentenças. Toffoli acha que um órgão de imprensa, um ente da vida privada, é a mesma coisa que uma vara ou tribunal de Justiça. Um jornal, ou qualquer veículo de informação (ou “plataforma”, como se diz hoje), publica ou não publica o que acha que deve, como lhe assegura a lei; não obriga ninguém a fazer nada, ao contrário de uma decisão judicial, que tem de ser obedecida por todos. Nem vale a pena perder mais tempo com raciocínios que não seriam aprovados numa boa prova do Enem. O que importa é o tóxico de primeira grandeza que está contido na ambição de “editar um povo inteiro” — ou seja, de proibir ou de permitir o que as pessoas devem ler, ver ou ouvir nos meios de comunicação digitais. Tem de ser assim porque os onze indivíduos que despacham no STF decidiram que os 210 milhões de brasileiros, a partir de agora, estão sujeitos à obrigação de só tomar conhecimento daquilo que eles, ministros, decidem que é “verdade”. Talvez nem a Alemanha de Hitler tenha se metido a tanto. Tinha até um Ministério da Propaganda, que entrou na história como um grande clássico da depravação política universal, e uma polícia secreta que podia prender e matar quem o governo considerava subversivo. Mas, tanto quanto se saiba, nunca teve a ideia de dar ao professor Joseph Goebbels, um dos principais símbolos da alma nazista, o papel de “editor” do “povo inteiro” da Alemanha.

Em qualquer sociedade democrática do mundo as decisões do ministro Moraes já estariam anuladas

O pronunciamento do Supremo sobre a verdade, como se poderia esperar, veio logo depois do mais recente acesso de censura por parte do ministro Alexandre de Moraes e de seu inquérito anticonstitucional. Em mais uma violação direta ao que está escrito no artigo 5º da Constituição Federal — “é livre a manifestação do pensamento” — ele mandou bloquear 16 contas de aliados do presidente Jair Bolsonaro no Twitter e 12 perfis do Facebook, com multa diária de R$ 20 mil reais para as empresas que operam esses serviços, caso não obedecessem imediatamente ao seu decreto. Quando alguém tenta acessar um dos punidos, encontra o seguinte aviso: “Conta retida”. Segue-se, em inglês mesmo — que nenhum cidadão brasileiro é obrigado legalmente a entender —, a frase: “Account has been withheld in Brazil in response to a legal demand”. Ou seja, as contas e perfis estão suspensos em consequência de questões legais. Se isso não é censura, então o que é?

Nada está certo nessa aberração. É como na doutrina jurídica da “árvore envenenada”, tão importante no direito dos Estados Unidos — se uma árvore produz veneno, todos os seus frutos são venenosos. É simples. Se a polícia violou a lei ao obter uma prova qualquer, todas as acusações vão para o lixo. Um inquérito ilegal só pode produzir ilegalidades; em qualquer sociedade democrática do mundo as decisões do ministro Moraes já estariam sumariamente anuladas. A Constituição, no entender do direito público das sociedades livres, existe unicamente para defender a população das agressões que possa vir a sofrer por parte do Estado. No Brasil, o STF está fazendo justamente o contrário: os ministros usam a Constituição para defender a si próprios dos cidadãos de quem discordam.

Millôr Fernandes, numa das melhores definições já feitas até hoje de um regime político, diz que o comunismo é o contrário do trabalho dos alfaiates. Na hora da prova, se o terno não ficou bom, o alfaiate faz os ajustes na roupa. O comunismo faz os ajustes no cliente. É o nosso STF, exatamente: ajusta as pessoas ao Brasil que existe nas suas cabeças e nos seus desejos.

Leia também sobre o tema na entrevista com o jurista Modesto Carvalhosa, capa desta edição, e nos artigos de Augusto Nunes e Guilherme Fiuza

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61 Comentários

  1. Guzzo, como sempre perfeito na análise do fato!
    Ensaio sensacional!! Fica muito claro, no entanto, que embora saibamos o que está acontecendo ( ditadura legal) estamos de mãos atadas, pois, quem vai julgar essa corte? Quem tem o poder de detê-los ou ao menos modular esses arroubos? Os parlamentares, cujos processos que pendem contra eles estão engavetados naquele tribunal?? Não, sabemos que isso não vai acontecer! Muito cruel essa constatação! A sociedade precisa encontrar um caminho para se opor a esta ditadura, sob pena, como você ressaltou, de termos um futuro mais negro do que ja estamos vivendo!

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    • Como deixamos chegar a esse ponto.
      Como mudar??

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      • Excelente, Guzzo. É revoltante ver em que esses 11 patetas do nada estão transformando o Brasil. Acho que 11 como você dariam um jeito nisso.

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      • O STF ultrapassou todos os limites nos seus ataque inconstitucionais ao povo brasileiro. Os deuses de toga perderam o senso de ridículo e de limite em suas ações autoritárias para calar a sociedade. É o controle e a criminalização do pensamento e das palavras, presente nas ditaduras comunistas mais retrógradas e opressoras do planeta. Alguém tem que dar um basta nesse desacato às liberdades individuais do povo. Os togados estão acuando um país inteiro e nada acontece!! Até quando?!

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    • Moro 2022 e 500 congressistas do Novo.

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      • Moro é progressista, globalista, comunista e traidor. MORO NUNCA!

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        • Moro é uma decepção. Não podemos nos decepcionar mais com a mesma pessoa. Tanta espeça foi embora….

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  2. Tudo agora ficou mais claro, Guzzo. Antes, tínhamos um Executivo, um Legislativo e um Judiciário podres. A maioria do povo pensante decidiu, assim que foi possível, mudar o Executivo. Conseguiu. Lógico que os outros dois poderes iam reagir. É o que estão fazendo. Agora, se o Executivo mantiver a cabeça no lugar e só trabalhar, serão mais dois anos, até 2022, de críticas ácidas ao Legislativo e Judiciário. O povo vai se cansar das arbitrariedades e mudar o Legislativo. Imagine Executivo e Legislativo trabalhando pelo bem do povo. Até 2026 o Judiciário vai ter que se ajustar. A partir de 2026 o país vai encontrar o caminho da paz e da prosperidade. Parece utópico, mas sonhar ainda podemos, não é ?

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    • Puro sonho… depois que o presidente nomeou Aras, e está pianinho com os ministros do supremo por causa das diabrites de seus filhos, que esperança você poder ter? Hoje os três podreres (de podre mesmo) estão sintonizados e trabalhando juntos contra a lavajato. Salvam-se poucos idealistas, continuamente atacados pelo “sistema” ou “mecanismo”, idealistas estes que são como D. Quixote, compartilhando a mesma nobreza e honestidade nas suas ações e objetivos. Só que para esses nossos D. Quixotes os moinhos de vento são reais e implacáveis. E como na história de Cervantes, onde D. Quixote perde todas as empreitadas, em Pindorama nossos heróis parecem seguir o mesmo caminho.
      Alguém ainda acredita que Bolsonaro combate o “sistema”, apoia a lavajato? Será que o excelente articulista, J.R. Guzzo, acredita?

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    • Concordo com você !

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  3. Quero apenas ressaltar a importância que veículos de comunicação, como essa revista, trazem para a democracia. O caminho é longo para o ajuste das instituições. O Brasil ficou entregue nos últimos 20 anos à pior espécie de políticos.

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    • O caminho é longo e o ajuste das instituições é feito para pior. STF, Câmara, Senado, PGR e por aí vai. E o Brasil não ficou entregue nos últimos anos à pior espécie de políticos. Está entregue hoje e vai continuar assim. Desculpe o pessimismo, mas ficarmos só assistindo a tudo e elogiando as opiniões de pessoas como o Guzzo e o Augusto Nunes não resolve nada. Faz falta um líder que motive o povo a sair pra rua protestar. Esperava-se isso do Bolsonaro, mas já se aliou aos corruptos de sempre.

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      • Pelo amor de Deus , que comentário é esse.? Aliado aos corruptos de sempre?

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        • Sim! Só não vê que o Bolsonaro aliou-se aos corruptos de sempre quem não quer. Aquele blablablá de combate à corrupção foi só para enganar os trouxas (como eu), até ganhar a eleição.

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          • Opinião cretina!! Aliado à corruptos? Em que país você vive??? Só pode ser eleitor de Amoedos da vida…

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      • Comentário digno de isentão esquerdopata!

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        • Você não é trouxa… é esquerdopata.

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  4. Nunca vi um STF acima de qualquer nível de corrupção como o atual.A verdade é que desrespeitam as leis e a constituição diariamente, só se preocupam com seus salários, benefícios e fofocas das mídias.Estao exercendo ditadura até sobre costumes diários, não se assombrem se daqui a pouco dirão quais os alimentos devemos comer.

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    • De acordo ….😔

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  5. Guzzo, parabéns, mas não se pense que o que ministros do STF estão fazendo é somente por estupidez e arrogância. Não sejamos tão ingênuos. Sem catastrofismos, mas há algo muito grande adredemente preparado, e em nível mundial. As últimas cartadas vêm das derrubadas – inclusive de likes – de perfis e comentários nas redes sociais, com, inclusive, jornalistas tenebrosamente presos, sem que quaisquer associações de imprensa dessem um pio. Para quê acham que se engendra esconsamente a lei das “fake news”? Não é também para legitimar facebook, instagram, watts, you tube e quejandos (alinhados com a “nova ordem mundial”), a instrumentalizar e legitimar censura prévia, calando a livre opinião? O sistema é muito bruto, e só uns poucos (com alcance limitado à opinião pública) têm coragem de protestar, e os maquiavélicos ventríloquos não estão nem aí para isso. Nós (conservadores e liberais, defensores do estado de direito), estamos armados de estilingue, enquanto aqueles outros têm artilharia pesada, inclusive mundial. Espero que o Executivo não tão seja ingênuo de achar que está no controle. Sugiro que assistam na NetFlix à série “Nova York contra a Máfia”, e verão como funcionava o organograma (que é bem parecido com o que ocorre hoje) do crime organizado e político: Os grandes “capos” no topo, abaixo deles os “chefes”, depois deles os “capitães”, e depois a legiões de “soldados” de cada “capitão” para a execução das barbaridades. E, já na época, a Máfia tinha na mão sindicatos poderosos, a construção civil, setores da mídia, jogos ilícitos, prostituição, drogas, e tinha na sua folha de pagamento parcela da polícia e do Judiciário, etc… Lá, houve o Procurador Giuliani e seus escolhidos diretos,e mais o FBI, que conseguiram desmantelar o sistema, não constando que em NY a Suprema Corte tivesse interferido para livrar a catrefagem. Já, aqui…

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    • Ditadura decretada.

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  6. Guzzo parabéns, análise perfeita, correta e assustadora.

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  7. Quando eu era bem garoto, lá pelos meus 14 anos, assisti num grêmio estudantil de nossa escola (naquele tempo havia essas coisas) a fala (e que fala!) de três recém-formados advogados de cidades vizinhas convidados para o evento. Fiquei tão empolgado que decidi ser advogado, sem nem ao menos saber direito o que era isso. Daí pra frente comecei a repetir sempre que queria ser advogado. Quando meu pai ouvia, logo saía com essa: “Advogado não, você tem de ser médico, porque médico não morre”. Claro que não cheguei a ser nem uma coisa nem outra, mas só com o passar dos anos fui entender o sentido da coisa. Lógico, para alguém cujo ofício principal é salvar vidas, todo dia toda hora, teoricamente deveria ser poupado. Por conseguinte, quem vive de cuidar dos malfeitos e rolos dos outros, naturalmente deveria estar imune a tudo, todo tipo de ineficácia humana. Mas não é bem assim que a coisa funciona. E no Brasil de hoje, ao que parece, estamos todos andando no fio da navalha. Qualquer vacilo será fatal.

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  8. Tenho orgulho de jornalistas como o J.R Guzzo. Não se intimidam e nem se omitem num momento tão tenebroso como esse, em que ministros do supremo solapam a liberdade de expressão sem nenhum pudor.

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    • Muito orgulho, cara

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  9. Como sempre uma análise perfeita. A situação é irreversível? Não existem pessoas de bem neste país que possam evitar o que está acontecendo? Quando e como poderemos nos livrar destas 11 figuras que tanto repudiamos? Guzzo gostaria que com seu brilhantismo e lucidez escrevesse se existe solução ou alguma esperança para mudar o atual quadro. Muito obrigado e parabéns.

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    • Olá Baltazar, nosso brilhante Guzzo já escreveu um artigo sobre esse assunto: como nos livrar desses integrantes “lixos do supremo”; pior que infelizmente, não existe outra maneira (se o PB acionar o art. 142 para removê-los de lá, será considerado um ditador), acho que também não seria a melhor alternativa, mas vai ai a dica: ” A FILA ANDA” publicado 17/10/2019.

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  10. Infelizmente, acredito que o Brasil entrou em um estágio como o que a França viveu no final do século 18. Até que o TERROR se estabeleceu. Quem viver verá.

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    • Perfeito como sempre!
      O que me desespera é que eu não vejo nada acontecendo para impedir tamanho absurdo. Não tenho a menor ideia do que pode ser feito nesses caso, nem quem poderia fazê-lo. Estou mais perdida do que idoso com medo do covid.

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  11. Simplesmente perfeito!

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  12. Bravo! Quem julga atos antidemocráticos é antidemocrático. Pode? E olho o Aras…. Pouca gente está percebendo, mas a PGR quer mandar em Juízes…

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  13. É muito simples a explicação. O ser supremo está se achando o próprio doutor Roberto Marinho que, como dono supremo, editava o Jornal Nacional.
    DELIRANTE !

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  14. Simplesmente maravilhoso.

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  15. Brilhante.
    Como é que permitimos uma e mais dez mulas nos dominarem?
    Estou indignado, mas e daí? Fique quieto.

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  16. Você é simplesmente espetacular como jornalista, Guzzo! Sou eternamente fã do seu trabalho e seus artigos são incrivelmente marcantes neste momento de cerceamento de nossa liberdade de expressão. Um forte e grande abraço!

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  17. Excelente Guzzo! Uma pergunta me assombra…”Como chegamos nisso?”

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  18. Maravilha, professor!

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  19. Discordo de excelente JR.Guzzo. A culpa não é do STF. Faz o que de costume quando o maior confronta o menor que NÃO reage. Se o povo é apático, submisso, por que então o STF atual, “com sua excelente casta de probos e de real saber da hora”, que por inúmeras vezes demonstrou sua malignidade, suas más intenções, não colocar “a macaca na mão e bater”? Povo que não se respeita, que não reage, consente subserviência, aceita ser dominado por analfabetos, corruptos e ladrões, merece outro tratamento?

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  20. Sr. JR Guzzo, quero dizer que tenho orgulho de ter cidadão como você neste País que mostra o Jornalismo com muita responsabilidade. O Brasil está precisando de pessoas e de bons jornalista como o senhor. Estamos todos com você nesta luta. Não podemos desistir, temos que vencer este que é um câncer em nosso País e que mata muito, mais disparadamente muito mais que esta pandemia que de forma política pelos malfeitores do Brasil com o apoio incondicional do STF está querendo tornar em escravos e prisioneiros os brasileiros honrados.

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  21. Perfeitas colocações!

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  22. Análise perfeita. Só falta o antídoto.

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  23. Todo e qualquer matéria, ao se espalhar, continuará ocupando espaços, a não ser que encontre barreiras de contenção. Aparentemente, não há barreiras, não há limites para as aberrações que nos impõe o #STFVergonhaMundial. Se não é o Senado, quem poderá deter esses aloprados?

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  24. Verdade. Com um legislativo e judiciário podres, só nos resta acreditar que o executivo nos livrará desta situação, sendo pressionado pelo povo nas ruas, dentro da lei e da ordem, claro.

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  25. Artigo brilhante como sempre.
    O triste é que a maioria da imprensa, sobretudo os três grandes jornais e a maior rede de tv, apoiam o inquérito das fake news e as repressões aos blogueiros/jornalistas que apoiam Bolsonaro.
    Basicamente porque querem derrubar o Capitão e também porque pretendem ver o fim das mídias alternativas da internet, que estão “roubando-lhes” leitores e assinantes.

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  26. Quem são esses seres supremos do STF? Intocáveis? Deuses supremos e ditadores de ordens? Desta forma, com uma composição de Senado, câmara e STF como essa atual não há país que vá para frente!

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  27. Muito bom Guzzo. Obrigado pela Oeste, essa sim uma ilha no jornalismo tupiniquim!

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  28. Parabéns!!

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  29. Que triste a situação deste nosso país, onde as “opiniões” são classificadas como falsas ou verdadeiras e previamente censuradas a depender do gosto dos Ministros do STF. E tudo sob o silêncio do Congresso e da grande mídia. Fracassamos como país!

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  30. Parabéns pelo conteúdo do artigo e coragem em publicá-lo. Tenha minha solidariedade e admiração. Continue sempre.

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  31. E aí perguntamos, nobre jornalista: “Quosque tandem?

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  32. Todo mundo de acordo, mas ninguém mais fala nada nas redes sociais usando @STFOficial, etc.
    O medo de ser preso pela policia politica do STF está destruindo a sociedade.
    Bem vindo ao Comunismo…

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  33. Parabéns!

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  34. Parabéns Guzzo pelo excelente artigo.

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  35. Parabéns ao Guzzo, sempre brilhante e preciso. O STF assumiu o comando do país em todos os aspectos. Só me permitam uma pergunta: esse aviso da revista de que se reserva o direito de apagar o comentário com expressões inapropriadas para manter um ambiente respeitoso para discussão não é o mesmo que o Toffoli defende, apenas com outra intenção? Quem decide o que é expressão inapropriada?

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  36. Magistral. Agradeço ao Guzzo e aos demais jornalistas dessa revista pela resistência lúcida e corajosa à ditadura promovida pelo STF e seus associados no projeto de assassinato da democracia. Já estamos sob ditadura, só não vê quem não quer. E, pelo andar da carruagem, vai piorar.

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  37. Mais uma coisa: já temos agora o nosso Ministério da Verdade, que acaba de ser oficialmente anunciado pelo Toffoli. 1984 é agora.

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  38. DA MESMA FORMA QUE DEFENDO UMA AUDITORIA NAS DÍVIDAS EXTERNA E INTERNA, DEFENDO UMA INTERVENÇÃO NO STF E CONGRESSO, SUBMETENDO TODAS AS SUAS DECISÕES A PARTIR DE 2014 AO CRIVO DA COMISSÃO INTERVENTORA, ANULANDO TODAS QUE CONTRARIAREM EVIDENTES E OBJETIVOS PRECEITOS LEGAIS.

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  39. Como sempre, excelente matéria!! Não sei se o Toffoli tem conhecimento jurídico do que ele falou, deve ter ficado entusiasmado com as perguntas daqueles ilustres jornalistas de plantão naquelas janelinhas no vídeo. O problema disso, é que não se ouviu da chamada “grande imprensa”, se é que pode ser considerada assim, e dos intelectuais conservadores e progressistas, que vivem afirmando respeito à Constituição, um silêncio ensurdecedor. Fiquei também decepcionado, com alguns comentários acima, dizendo que o PR, alinhou-se com a corrupção, como nos governos anteriores. Como assim?? Estamos há 18 meses sem notícias de corrupção no governo.

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  40. Parabéns, Guzzo, pelo texto irretocável. Na verdade, o que está parecendo é que esses pilantras estão usando a velha técnica dos ilusionistas de circos mambembes: atraem a atenção do distinto público para uma das mãos, enquanto a outra esconde o coelho. Estamos todos indignados com as patifarias da dupla de redatores da verdade e ninguém comenta o avanço contra a Lava Jato nem o progresso da anulação das condenações do ladrão de alma mais honesta do País.

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  41. Acaba de sair a confirmação de que a PGR está monitorando os comentários sobre o STF feitos por leitores de uma outra Revista eletrônica.Sim pasmem , mas foi confirmado.Isso é censura pura, clara, objetiva e descarada. Tenho certeza de que a Oeste também será alvo desse tipo de desfaçatez da PGR.É preciso que a imprensa reaja, pois isso é intimidação, invasão de privacidade, cerceamento do direito de opinião, cerceamento da liberdade de expressão e um chorume democrático sem precedente.A imprensa precisa reagir rapidamente junto ao STF(não há outra alternativa) ou junto ao Congresso(?) ou até à órgãos internacionais para pelo menos denunciar essa barbaridade.

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