O tabu das estatísticas da covid-19 - Revista Oeste

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O tabu das estatísticas da covid-19
Recusar-se a olhar para os números do vírus é negar as evidências que eles estão mostrando
25 set 2020, 08:23

Talvez nunca tenha havido na história da humanidade um momento de tanta intolerância com os números quanto nesta época de epidemia em que vivemos hoje. Números não sentem, não pensam e não têm opiniões — apenas não mentem, nunca, desde que exista alguma disposição de examinar com honestidade o que eles estão tentando dizer. Até o momento, pelo que informam as estatísticas oficiais, cerca de 30 milhões de pessoas em todo o mundo foram contaminadas pelo coronavírus desde março, quando começaram as tentativas regulares de fazer essas contas. É menos de 0,4% da população mundial, hoje estimada em quase 8 bilhões de pessoas. Foram atribuídas à epidemia, desde então, cerca de 950 mil mortes — cujas causas reais, por sinal, ninguém jamais saberá ao certo quais terão realmente sido. (No Brasil, por exemplo, a causa mortis pode ser determinada por decreto do governador do Estado.) Ou seja: morreram por volta de 3% do total de infectados, que, como visto, representa menos de 0,5% da população do planeta.

Esses números não são bons nem ruins — são apenas o que são, não mais e não menos. Mas dizer que eles são o que são tornou-se num ato tido como imoral, politicamente perverso e contrário ao interesse da humanidade pelas forças que decidem sobre o bem e o mal nas sociedades de hoje. Não se trata, nem mesmo, de discutir se tais cifras justificam o fechamento do mundo por seis meses; o crime social está simplesmente em falar delas. A denúncia-padrão, quando se observam as realidades aritméticas da epidemia, é: “negacionismo”, ou a atitude de negar uma verdade que pode ser verificada pelos fatos ou pela ciência. Nunca se diz, entre os militantes do “distanciamento social” por tempo indeterminado, que recusar-se a olhar para os números da covid-19 é negar, aí sim, as evidências que eles estão mostrando.

O livre debate sobre a epidemia está interditado. É como se o mundo estivesse de volta à Idade Média, quando os padres proibiam as pessoas de pensar com algum realismo sobre a peste. A culpa era do diabo, dizia a Igreja, e todo mundo tinha de ficar satisfeito com a explicação; quem quisesse saber mais do que isso, ou algo diferente disso, era acusado de desafiar os planos de Deus para os homens. Com a covid-19, na verdade, não está havendo apenas a eliminação da verdade numérica — desde o começo da epidemia há uma guerra declarada contra os números reais. No Brasil, permanece até hoje sem contestação por parte das “agências de verificação de notícias falsas” — e como um fato levado perfeitamente a sério pelas classes intelectuais — a previsão de que haveria “1 milhão de mortos” se não fossem tomadas medidas extremas de repressão para deter o vírus. Não foram tomadas essas medidas; o total de mortes no Brasil está abaixo de 140.000. Nem somando as mortes atribuídas à covid-19 no mundo inteiro chegou-se a esse 1 milhão, mas e daí? O candidato que se opõe a Donald Trump nas próximas eleições norte-americanas acaba de dizer que os mortos nos Estados Unidos chegam a “200 milhões”, ou quase dois terços de toda a população do país. Contanto que seja para anunciar algum horror da epidemia, qualquer um pode dizer qualquer coisa. Ninguém vai reclamar de nada.

Considera-se como ato de sabotagem à “luta pela vida” a menção a outras doenças que matam

O fato é que a covid-19 deixou rapidamente de ser uma questão da ciência — seja da matemática, da medicina ou da biologia — para se transformar numa causa que está sendo usada desde o começo deste ano para promover ideologias de “transformação do mundo”. As mortes por câncer, doenças cardíacas ou complicações respiratórias, por exemplo, não são melhores ou menos sérias, obviamente, do que as mortes cuja causa é listada como “covid” nas estatísticas; nem os médicos especialistas em dar entrevistas para a televisão, todos eles generais na campanha para fechar o mundo, chegam a dizer isso. Mas é evidente que não causam nenhuma reação entre o partido do “fique em casa”; na verdade, considera-se como ato de sabotagem à “luta pela vida” a mera menção de que essas e outras doenças matam gente todos os dias. O motivo é que ninguém até hoje teve a ideia de aproveitar politicamente nenhuma delas para promover as suas “agendas”, como se diz. Com a covid, porém, está sendo diferente: os interessados descobriram em 15 minutos que dava para tirar proveito político do vírus — proveito de primeira grandeza, uma oportunidade que aparece uma vez na vida e não poderia ser desperdiçada.

Desde então, apostam tudo na covid. Nenhuma greve geral, quebra-quebra de black bloc ou discurseira tida como “revolucionária” chegou perto, até hoje, da eficácia que o pânico construído em torno da epidemia teve na agressão ao sistema produtivo — ou na usinagem de oposição política. Em países como o Brasil ou os Estados Unidos, aproveitaram para jogar a culpa nos governos. As mortes, por essa visão das coisas, não foram causadas pelo vírus. Ao mesmo tempo, as “autoridades locais” que cuidaram dos doentes não têm nenhuma responsabilidade em nada do que está acontecendo. Quem matou foram os presidentes Bolsonaro e Trump. No mundo desenvolvido, foi uma oportunidade caída do céu para combater o sistema econômico, social e político que “está aí” — injusto, causador de desigualdade, opressor de mulheres, racista, inimigo da diversidade, capitalista selvagem, aquecedor da calota polar e culpado pela derrubada da floresta amazônica.

No Brasil, como de costume, há um plus a mais. Enquanto se reproduzem as grandiosas ideias para melhorar a humanidade e criar “um novo estilo de vida”, há os interesses materiais de todos esses governadorzinhos a caminho do anonimato, fiscais de prefeitura e a turma inteira dos ladrões de respiradores, “hospitais de campanha” e aventais descartáveis. É o Covidão em marcha triunfal. Não é o Petrolão de Lula-Dilma, porque nada jamais será parecido, mas já é alguma coisa. Pense um pouco, portanto, da próxima vez que lhe jogarem algum número em cima. A aritmética do “fique em casa” não é a mesma da tabuada.

Leia o artigo de Guilherme Fiuza desta edição, “Vacina contra ditadura” 

E também: “100 mil: quantos morreram de covid-19?”

 

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44 Comentários

  1. Guzzo, no Estadão de hoje, 25/09, o escroto do Mandetta, que rima com mutreta, diz que Bolsonaro é negacionista com referência à Pandemia. O escroque se esquece por conveniência desonesta e canalhice natural, que os fatos, os recuperados da Covid e a percepção da sociedade entendem que ele, Mandetta, é sócio do STF e dos Governadores e Prefeitos genocidas. Se esquece, o farsante, que ele ao despedir-se SEM máscara do Ministério, abraçou, dançou (nesse caso literalmente) e beijou funcionários que estavam a seu comando, também eles SEM máscaras. Se esquece por canalha conivência e cumplicidade deslavada, que foram os Governadores e Prefeitos que decretaram toques de recolher, lockdown, soldaram portas de estabelecimentos comerciais, prenderam pessoas pelo crime de estarem sozinhas em parques ou na praia tomando sol e assim usufruindo gratuitamente de Vitamina D de eficácia comprovada para prevenção da Covid 19, esconderam o chamado ” remédio do Bolsonaro “, refutaram a cloroquina que é barata e usada há décadas, com o canalha argumento de não haver comprovação científica contra a Covid, mas ensaiou a mando dos seus patrões donos de laboratórios remédios como o Rendesivir, caríssimo mas que lhe renderia, digamos assim, certo$ mimo$, mas também sem comprovação científica para casos de Covid 19. Mandetta, essa nulidade moral, não dá um pio quanto à manipulação dos dados dos Cartórios Civis, como bem mostrou o Fiúza aqui na Oeste. Fosse uma pessoa honesta, o mínimo que Mandetta Mutreta deveria fazer em sua defesa, seria contestar judicialmente o Fiúza e a Oeste, mas não o fez por saber que seria desmascarado e ruiria a sua imagem de Vestal de araque a serviço de um genocídio que queriam jogar no colo do Bolsonaro, mas Mandetta, com a escumalha esquerdista, sabem que como aconteceu na eleição para a Presidência da República, as redes sociais ” mandaram a real ” para canalhas genocidas associados à mídia de aluguel, tardiamente desmamada. A História, familiares das vítimas da empulhação defendida por Mandetta, STF, Governadores e Prefeitos genocidas, serão impiedosos com essas funestas figuras. O Livro do Mandetta? Ah!, por desonesto, vazio, raso, instrumento tardio de defesa de um canalha metido a sabichão, Gato Mestre Mequetrefe, será um fiasco editorial e econômico pelo simples fato de o escritor, ele sim, merecer a lata do lixo da História.-

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    • Nunca vi tanta ideologia a respeito de um vírus exportado pela China gratuitamente para o resto do mundo.Possobafirmar que onde moro na cidade de São Paulo o sistema de saúde não colapsou,temos o HC,Emílio Ribas e outros doSus, além da farta rede hospitalar particular que atendo os convênios privados.A cada santo dia da semana aparecia a dupla dinâmica “Covas-Doria, falando sobre números de morte que absolutamente não batiam(nada com nada).Essa foi a realidade que vivemos aqui em São Paulo,abriram dois hospitais de campanha que foram desmontados por falta de pacientes.O governador fez acordo com governo Chinês importando sabe-se lá como milhões de doses e fará que a população tome.Isso cheira a roubo público do Covidao.Acho que o Brasil fez o que pode pelos seus cidadãos,deu remédios e auxílio emergencial.Fica evidente que Bolsonaro pela mídia de esquerda é um assassino,fascista e ditador.Uma dica,vamos pensar com muito cuidado quem elegerem os em 2020 para prefeito e vereadores na maior cidade da América Latina.Nao podemos virar Argentina e Venezuela.

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      • Teresa Guzzo;
        Seu sobrenome já me faz tremer ao escrever essa. Mas;
        Caso tombasse um caminhão de latas de cervejas na Dinamarca, Noruega, Suécia ou Finlândia? Que aconteceria? Nada, pois por aquelas bandas as estradas são seguras, o caminhão é bom e o motorista é são.

        Aqui? Até o celular do motorista recém falecido no desastre seria saqueado.

        Como eleger PREFEITOS E Vereadores?
        Candidatos e eleitores são ladrões!
        Os eufemismos; a maioria do congresso é honesta, a maioria das comunidades é de trabalhadores, exceto a banda podre da polícia, ela também é honesta!

        É nada. Brasileiro é ladrão por natureza. Geneticamente, nasceu assim.
        Pois se o auxílio emergencial do paraibano radicado em São Pulo, ex salário mínimo, foi sacado em MT, lugar onde ele nunca pisou, o que pensar da Caixa?
        Se fizermos tudo certinho, em algumas gerações teremos justiça!

        Sim brasileiro é ladrão, exceto as duas almas honestas: eu e o Lula! Só.

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        • Prezado Ibrahim, endosso seu texto inteiramente, porém faço uma ressalva quanto ao voto do brasileiro. De fato grande maioria vota em bandido por mau caratismo, porém pessoas esclarecidas como nos simplesmente não temos bons candidatos para votar. Isso porque o sistema é blindado contra pessoas honestas. Os donos dos partidos decidem quem pode se candidatar ou não. E a consequência disso todos sabemos. Só vagabundos da pior espécie tem direito de se candidatar. E o ciclo vicioso continua.

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        • Ibrahim Cotait, obrigada pelo comentário.Vivemos sim em um País difícil em relação a corrupção.Vide o caso Covidao, roubaram muito na construção de hospitais de campanha em plena pandemia,para mim não existe maldade maior no mundo.Em São Paulo acredito que não precisariam terem jogado esse dinheiro em bolsos alheios.Quanto as próximas eleições para prefeito e vereadores,abri o menu dos candidatos para escolher,a maioria é de revirar o estômago,mas teve um que me fez ter alguma esperança.Acredito que aqui não poderei cita-lo,serei bloqueada.Nossa democracia é jovem e precisa de eterna vigilância, só nós como povo, poderemos fortifica-la.Existe sim uma parte dos Brasileiros que não é ladrão e tem princípios.Eh apenas no voto que podemos mudar, já estivemos pior.Arrumar o Brasil não é tarefa para principiantes. Fique sempre a vontade para citar meu sobrenome, é manso, não agride e sempre agradece.Obrigada amigo.

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          • Oi, Teresa. Acredito que não haja nenhum problema em citar seu candidato kkk. A escolha está muito difícil para nós , paulistanos. Sou bolsonarista, mas não tenho estômago para votar em alguém como CR. Se não anular, votarei no Andrea Matarazzo, mas creio que não ele não tenha nenhuma chance realmente. Como alguém comentou aqui, os partidos lançam o que há de pior, caso da J H, por exemplo

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    • Guzzo fez um artigo excelente como sempre, e vc, Lourival, foi exemplar no comentário. Adorei os dois. Revista Oeste se superando até nós leitores, modéstia à parte rsrs

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    • Caro Lourival;
      Preocupado com Mandetta? Oras, nÃO DECOLA PORQUE Ë IMPOSTOR>
      Veja; “Quem quer vai, quem não vai manda, quem tem Simca vai ã Janda”.
      Se não conhece esse slogan, é porque ainda é jovem e ainda não viu nada.
      Abraços

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      • Ibrahim, antes do Simca o slogan era FORD.

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    • Excelente análise Lourival. Além disso, o mutreta mandava as pessoas ficassem em casa tomando dipirona até sentir falta de ar e ir ao hospital. Foi um crime o que ele fez e nada aconteceu ao irresponsável. Onde está o conselho regional de medicina que não toma providências contra esse criminoso?

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    • Tenho impressão que a grande mídia e os políticos que propagaram esse discurso do terror não colheram bons frutos (pense em Dória, por exemplo kkk). A população, por mais humilde que seja, tem uma percepção clara sobre a morte. Desde o início, ouvia- “disseram que ele morreu de Covid, mas não foi Covid não” .

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    • Palmas, palmas e mais palmas. No mesmo sentido e no nível do mestre Guzzo, o comentário é admirável.

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      • Me referia ao comentário do Sr. Lourival.

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  2. Excelente, Guzzo !

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    • Errata:quem elegeremos e posso afirmar.

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      • Excelente artigo!
        Todo dia venho a revista para ver se saiu um novo artigo do Guzzo.

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    • Foi a oportunidade que as minorias progressistas e globalistas sonhavam para virar o mundo de cabeça para baixo e tentar voltar à vida o famigerado comunismo.

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      • Excelente, obrigada!!!

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  3. “A estatística é a ciência de torturar os números até eles confessarem”

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    • Excelente, de uma lucidez arroz, como de praxe.

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      • Digo, atroz!

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      • haha… Pode ter sido falha de digitação, mas caiu como uma luva no momento do arroz. rsrsrs

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  4. Vida longa Guzzo… Ainda terei o prazer de receber minha REVISTAOESTE IMPRESSA em casa…

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    • Excelente como sempre.
      Estava com saudades do seu texto na revista.

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  5. Caro Guzzo, venho eu mais uma vez cumprimentá-lo…..e o farei quantas vezes for necessário, pois seu texto é um espetáculo, é, sem tirar nem por, tudo aquilo que temos para falar mas não temos os canais adequados como é seu caso! Tenho certeza, que assim como eu, muitos leitores vão lendo e dizendo: “isso mesmo… é exatamente o que eu queria dizer”…vou lhe dizer uma coisa: assinar a Oeste foi certamente uma das melhores coisas que já fiz…e olhe que já fiz muita coisa boa!
    Parabéns, irretocável!

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    • JR GUZZO,sempre e sempre, tocando em pontos importantes e reais na reflexão sobre a política e economia do Brasil.Porque será que jornalistas de outros países não comentam nada sobre o que ocorre nos lugares onde moram?Europa tornou-se especialista nesse questão, aliás acredito que tenham fixação patológica,na Amazônia, Pantanal e em Bolsonaro.Ficamos sabendo de notícias bem preocupantes,sobre França,Espanha,Reino Unido e Itália pelas nossas mídias,mas o Brasil continua sendo criticado constantemente pelo que faz ou mesmo o que não faz.

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  6. SIMPLES ASSIM: BRILHANTE MATERIA. PARABENS

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  7. Guzzo,
    jamis vimos tantas mentiras apoiadas pelo STF no Brasil.
    Jamais vimos “políticos” tão interessados em destruir o Brasil.
    A Suécia lidou com isso com muita calma. Já em outros países a coisa virou motivação política absoluta.
    Estamos na mais absoluta mmmmeeeeeerrrrrrddddaaaa com estes malditos torcedores da mídia vingativa e corrupta, que deseja o ffffffffooooooooddddddaaaa-ssssseeee do povo brasileiro.

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    • O artigo é muito bom, só a comparação com a atuação dos padres na Idade Média é que não faz sentido. A maioria teve uma atuação heróica no combate a pandemias.
      Veja também a rede de solidariedade que os cristãos estabeleciam durante as grandes epidemias do Império Romano, isso colaborou muito para o crescimento da religião. Quem escreve sobre o fenômeno histórico são os maiores historiadores da atualidade sobre este tema, muitos são agnósticos.

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    • Guzzo, parabéns pela lucidez.

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  8. É o vírus da política esquerdista e bandida.
    O ilustre escriba, que muito admiro e prezo só errou nos 0,5% de mortos e sim algo em torno de 0,01%

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    • Prezado ROGÉRIO
      O texto não fala em “0,5%” de mortos. Fala que os INFECTADOS (segundo os números oficiais) representam 0,4% da população mundial — e que as MORTES (950.000, segundo as mesmas cifras) são 3% do total de contaminados. Abs

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  9. Artigo de leitura importante para descortinar o quarto da ignorância à luz que abunda no conhecimento.

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  10. Ainda bem que surgiu uma revista séria para dar guarida a grandes jornalistas como José Roberto Guzzo, Augusto Nunes, Silvio Navarro, Guilherme Fiuza, Bruno Garschagem, Rodrigo Constantino, Ana Paula Henkel e outros do mesmo valor dos aqui citados. Finalmente temos um jornalismo com credibilidade!

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  11. Mestre Guzzo, seu texto descreve com perfeição o que pensam os leitores da revista oeste, sobre as dementes celebridades politicas, jurídicas, artísticas e de comunicações, que em plena pandemia procuram destacar-se para conquistar o poder, desrespeitando até a recente decisão do eleitorado.
    Confesso que na minha idade (75), ingenuamente pensei que essa pandemia poderia proporcionar a união das pessoas em busca da sobrevivência, para posterior ajuste de nossas condutas e compreender as necessárias reformas que deveriam reestruturar politica e socialmente nossa sociedade. Entendia como compreensível nossa conscientização para a reconstrução do pais pós pandemia.
    Que desilusão, pensar que especialmente em nosso país, os tradicionais meios de comunicação, o clero, a oposição, e ressuscitadas lideranças surgiram para detonar o governo, como meu ex ídolo FHC e seus decadentes políticos, economistas, educadores e juristas que esqueceram o que defendiam, e especialmente FHC o que escreveu em seus “diários da presidência”.
    Fica difícil entender como pode FHC pedir renuncia de Bolsonaro, unindo-se até a antigos inimigos políticos, se em seus diários há relatos de sua convivência com políticos, imprensa e PF, que jamais Bolsonaro conseguiria praticar.
    Pior que esses políticos decadentes, são os atuais que se elegeram com o aval de Bolsonaro e logo no inicio do governo demonstraram a sede do poder, e uma também decadente imprensa de tradicionais veículos como Estadão, que em seus editoriais possui esclerosado conselho que desrespeita até os poucos, mas excelentes colunistas que lá escrevem como o mestre Carlos Alberto di Franco, J.R.Guzzo, João Gabriel de Lima, Fernão Lara Mesquita, Pedro Fernando Nery. Os editoriais do Estadão são verdadeiras demonstrações de ódio ao governo Bolsonaro e até aos seus eleitores, deturpando fatos e criando versões, essas sim Fake News.
    Desculpe Guzzo, por ter citado nosso saudoso Estadão, mas não é admissível para o bom jornalismo que editoriais sejam ideológicos, desrespeitando até a pluralidade de opiniões de seus colunistas.
    Parabéns Guzzo, penso que a revista oeste com seus excelentes jornalistas, ainda será um imenso Estadão.

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    • Desculpem-me a equivocada menção ao nome do jornalista João Gabriel de Lima que citei precipitada e unicamente pelo excelente artigo que escreveu em 19/09 no Estadão, “Um imenso Portugal ou uma pequena Índia”. Nesse artigo declara que Portugal tem uma democracia que recuperou o pais de enorme crise no inicio da década e hoje tem elevados índices de desenvolvimento. Até escrevi em seu e-mail o elogiando por tal reconhecimento pelo país de minhas origens.
      Entretanto, hoje, surpreendeu-me com novo artigo “o que as cigarras fizeram no verão passado” no Estadão, que demonstra também sua índole revoltada e desqualificadora contra o governo Bolsonaro, e o pouco conhecimento das dificuldades que o governo enfrenta com um parlamento e um judiciário claramente opositores, enaltecendo parlamentares como Molon e Calero, opositores não só ao governo Bolsonaro como também ao pais compondo aquela ala que vota contra todas as reformas.
      Desculpem, vou procurar ler mais sobre alguns colunistas do Estadão.

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      • Senhor Neves, quem escreve “Portugal tem uma democracia que recuperou o pais de enorme crise no inicio da década e hoje tem elevados índices de desenvolvimento” já revela o que é e o que quer.
        Portanto, nenhuma surpresa com o que ele acha de Jair Bolsonaro!

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  12. Mestre Guzzo, primeiramente devo parabenizar por mais um excelente texto.
    Hoje tenho plena ciência do que este vírus é, e como foi tornada uma das melhores armas biológicas do século XXI. Não porque foi criado em algum país distante para atingir o resto do mundo, esta questão é um debate que ainda vai longe, até que apareça alguma prova cabal desta teoria até agora considerada “de conspiração”.
    O problema é mais profundo, em minha humilde opinião. Este vírus virou a “bandeira perfeita” de todos os progressistas, na verdade se diga todos os ressentidos pela ausência de poder (Brasil e EUA, por exemplo), para propagar uma santa causa “todos contra o vírus e a favor da vida”. Parece incontestavelmente nobre, mas até regimes totalitários precederam a genocídios “em nome do amor a seu povo”. As premissas do terror e medo, capitaneadas por órgãos multinacionais até então incólumes como a ONS, levaram diversos países do mundo a decretar o “lockdown”, quarentena, fechamento da economia e demais medidas, inéditas na história da humanidade, que o tempo, e os fatos mostraram uma crua verdade: medidas tresloucadas!
    Mas por que então tantos presidentes (não o nosso), governadores, prefeitos, primeiros-ministros, e diversos governantes entraram nessa, em primeiro lugar? No Brasil, a chance de redimir seus pecados financeiros e ainda lucrar com isso (vide Covidão). A reboque seguem diversos entes da nossa sociedade, com discursos que não se sustentam em um debate com um mínimo de argumentos baseados em fatos.
    Ainda serão sentidas durante muito tempo as consequências destes atos inconsequentes, desde o dono do restaurante de família que fechou até os países não se recuperarão facilmente deste tombo. Concluindo, desejo que o grande mestre Guzzo opine no futuro sobre o futuro pós pandemia, como nossos jovens se sairão após tanto tempo com os sistemas de ensino irracionalmente paralisados, e o que será de nossa sociedade, na qual alguns já perceberam que inocular o medo é muito eficiente, vai reagir nos próximos ataques de charlatães rasteiros.

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  13. Gostei mais uma vez do teu texto, incluindo aquele num jornal daqui do Sul. Vc não lembra porque eu também sou apenas um número na estatística de leitores, mas desde o começo da pandemia eu e outros vimos que a pesquisa ou o levantamento estatístico era mal feito de cabo a rabo. O mais grave é que são dados preenchidos, às vezes, por pessoas que não sabem nada e colocados no cargo por acaso ou porque fez campanha política para alguém, seu padrinho (ou madrinha). Depois os dados são levados para as Secretarias dos Estados, onde acontece a mesma coisa. E a base de dados é incompleta e cheia de incoerências. Vou citar uma que á pano pra manga: só morrem pessoas do sexo masculino ou feminino. Assim, fica difícil quantos de outros gêneros faleceram ou foram diagnosticados com C19. Para a ciência é fundamental o dado ser completo, pois a maioria toma medicamentos próprios para melhor definir suas intenções sobre “sexo” e até fazem cirurgias para mudanças estruturais e não apenas psicológica. Nada contra. Mas na pesquisa seria importante colocar todos os detalhes. E, lógico, a manipulação para ganhar mais verbas federais foi provada.
    Abraços e Deus te proteja!

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  14. Caro Guzzo, minha conclusão: o coitado desse vírus rodou o mundo mas, em termos de letalidade, não conseguiu nem se aproximar do vírus das esquerdas, cuja eficiência atravessa séculos, e contra ele não há cientista que valha alguma coisa. É a coruja falando do toco.

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  15. Tenho uma gravura que mantenho na parede de meu quarto, bem em frente à minha cama, para a qual gosto de olhar todas as manhãs, assim que abro os olhos. Versa sobre a “Parábola dos Cegos”, na visão maravilhosamente registrada na pintura do artista do Renascimento flamengo Pieter Bruegel, o Velho, concluída em 1568. A obra retrata a parábola contada por Jesus Cristo, na qual o cego guia outro cego. A passagem bíblica aparece em Mateus 15:14, quando Jesus dirige uma crítica aos fariseus: “Deixai-os. São cegos e guias de cegos. Ora, se um cego conduz a outro, tombarão ambos na mesma vala.” A narrativa é comumente interpretada como uma metáfora para descrever uma situação em que uma pessoa sem conhecimento é aconselhada por outra pessoa que também não tem conhecimento algum sobre determinado assunto.
    Sem dúvida, essa PARÁBOLA se firma como UM MARCO FUNDAMENTAL PARA REFLEXÃO, a propósito do flagelo que está corroendo as energias humanas e as últimas virtudes sobreviventes da espiral de degradação iniciada, há muitos séculos atrás. Talvez, SIMBOLICAMENTE, mais forte, a partir da crucificação de Cristo (o homem político) – um evento que pode ter definido a PIOR DE TODAS as escolhas da humanidade: O VÍCIO em detrimento da VIRTUDE. Provavelmente, o DERRADEIRO DILEMA da humanidade.

    É de estarrecer “o primitivismo” contido na necessidade instintiva (nada racional) que a predominante maioria de humanos têm de ser aceita em suas “tribos”, o medo atávico do abandono e a impossibilidade de sobrevivência podem explicar o fenômeno . Do mesmo modo, causa espanto a naturalidade com que os homens se acostumam e aceitam a CEGUEIRA que os impedem de perceber a LETALIDADE consequente das ESCOLHAS INCONSCIENTES que fazem. Muito provavelmente por acomodação e preguiça, causa da postura de agir como manada. Uma tentação ILUSÓRIA de que A MANADA pode ser uma “GARANTIA DE SEGURANÇA” para cada indivíduo. Isso pode significar uma “chance” momentânea para manadas de animais irracionais ditada apenas pelo significativo baixo número dos predadores. Mas, entre os humanos isso não funciona. A capacidade de “pensar” e a criatividade doentia de alguns “alfas” produziram os GENOCÍDIOS, uma prova do terrível equívoco dessa ideia. A propósito, muitos apostam que a atual pandemia (causada pelo covid -19) é uma prova moderna da ineficácia da manada.

    No ponto, é inevitável a lembrança de um “conhecimento” inesquecível que ajuda muito a organizar pensamentos.
    Para isso recorro ao trabalho de Raphael Pires, pelo texto e compilação sobre Occam).
    Refiro-me “A navalha de Occam, também conhecida como a ‘lei da parcimônia’, um princípio lógico onde a melhor solução é aquela que apresenta a menor quantidade de premissas possíveis. Uma navalha filosófica é uma ferramenta usada para eliminar opções improváveis em determinada situação. Em tal sentido, a de Occam é o exemplo mais famoso. Ela pode ser resumida na seguinte frase: entre hipóteses concorrentes, aquela com menos suposições deve ser selecionada. A ideia remonta a Aristóteles, filósofo da antiga Grécia que fez a declaração mais antiga conhecida do conceito. A frase é: podemos presumir a superioridade, estando todas as alternativas em pé de igualdade, da demonstração que deriva de menos postulados ou hipóteses”

    Um pouco de William Ockham se faz útil para captar a sutileza e o poderoso alcance do conceito dele:
    Ainda seguindo o trabalho de Raphael Pires:
    “O filósofo William de Ockham, foi também o frei Ockham. Na verdade, Ockham (ou Occam) é uma cidade na Inglaterra, não uma pessoa. Especificamente, essa é a cidade onde William de Occam nasceu. Ele viveu ali de 1285 até 1349, durante a era medieval, um tempo onde os sobrenomes eram incomuns e as pessoas eram conhecidas pela cidade natal.
    William viveu como um filósofo e monge franciscano, um homem devoto que levou bem a sério seu voto de pobreza, o que significa que ele vivia usando somente o absolutamente necessário. Bom, você pode até presumir que foi esse voto – uma forma de simplicidade – que deu a ideia da navalha (e faz sentido).
    Mas, na verdade, a base da navalha de Occam já era uma linha de pensamento medieval bem estabelecida no tempo de William. Ele somente capturou a essência do princípio e colocou de uma forma simples de entender.
    Ao criar algumas sentenças simples, ele conseguiu encapsular o universo da lógica medieval, assegurando sua passagem para os tempos modernos”.

    Ninguém duvida de que o domínio do CONHECIMENTO é a garantia de superioridade em qualquer contenda – seja qual for o objeto em disputa – até mesmo, e principalmente, a DOMINAÇÃO DO HOMEM PELO HOMEM. Exatamente por isso, pode-se afirmar que o DESCONHECIMENTO é – quase sempre – a principal causa a explicar a DERROTA numa disputa qualquer ou a SUBJUGAÇÃO de um indivíduo ou de um povo, por outro. Tudo pode ser resumido a uma questão simples: DOMINAR ou permitir-se SER DOMINADO. Afinal, morrer lutando pela própria liberdade sempre é uma opção dos que possuem um espírito verdadeiramente livre, para os quais permitir escravizar-se NÃO É ACEITÁVEL.

    Eis aqui o CERNE DO ATUAL DILEMA vivido pela sociedade humana moderna.
    O Planeta abriga quase 8 bilhões de seres humanos. A parcela que compõe a ELITE DOMINANTE em todas as latitudes e longitudes é menor que 0,01 %. Com o agravante de que, na grande maioria dos casos, a dominação se dá sob a forma de SUBMISSÃO EXPLÍCITA, imposta pela força bruta, não raro com requintes de ESCRAVIZAÇÃO. Como explicar TAMANHA RESIGNAÇÃO ? Pode ser esse, MAIS UM DILEMA: LUTAR PELA LIBERDADE ou SOBREVIVER ESCRAVIZADO ?
    Contudo, não se pode ignorar o elevado grau de inteligência envolvido no desenvolvimento das táticas para conseguir e manter a dominância pelas minorias elitistas, sempre mais interessadas nos GANHOS com a dominação, do que, simplesmente, no assassinato das massas dos dominadas. O que nunca abominam por razões morais, mas sempre cogitam para satisfazer suas equações que propiciam lucros ou visam eliminar prejuízos e riscos indesejáveis.

    Nesse sentido e com o propósito de seduzir e dominar, o CONHECIMENTO SEMPRE FOI a maior de todas as ferramentas para viabilizar a DOMINAÇÃO. No começo dos tempos, a questão era definir a melhor maneira de empregar a FORÇA BRUTA, depois para “desenhar” as RELIGIÕES e fazê-las mais “palatáveis” e convincentes. Todo o tempo tiveram o objetivo de frear, controlar e dominar as multidões – até um limite – quando passou a inspirar preocupações e cedeu lugar para as IDEOLOGIAS POLÍTICAS, sempre precisando ser mais sutis e mais calcadas nas “fraquezas” das multidões para ampliar sua capacidade de sedução e convencimento. No topo das tecnologias modernas temos, atualmente, O DOMÍNIO ABSOLUTO DAS MIDIAS DE IMPRENSA e seu uso para implantação do PÂNICO GENERALIZADO, calcado na mola precursora MAIS ANTIGA E PRIMITIVA DE TODAS: o MEDO DA MORTE associado a motivações que remetem ao mais obscuro do espírito humano – as DOENÇAS, as PESTES, as PANDEMIAS onde as ameaças objetivas se tornam até menores do que aquelas que as mentes são capazes de criar, mormente ante a possibilidade de ver pais, mães, filhos e filhas vitimados por doenças contagiosas. Ocorre que, o USO POLITICO DA IMPRENSA PARA MANIPULAÇÃO DAS MASSAS AGRAVOU A QUESTÃO E CONVERTEU O PROBLEMA NUMA SOLUÇÃO PARA A CORJA DOMINADORA.
    Basta ver o efeito real danoso causado pelo atual covid-19 comparado a outros vírus gripais, anuais, anteriores – todos – muito mais letais. Isso para não falar em epidemias de tifo, febre amarela, varíola, gripe espanhola, ebola etc. etc. etc..
    Por fim, NÃO HÁ NOVIDADES NO FRONT… Tudo continua como sempre foi: de um lado o CONHECIMENTO explorado pela mesma MENTALIDADE DOMINADORA de sempre; de outro o DESCONHECIMENTO e a ignorância generalizada, estimulada, fomentada, financiada e TORNADA PROFISSIONALMENTE uma atividade comercial para A CATERVA INESCRUPULOSA e ESTÚPIDA O BASTANTE PARA NÃO PERCEBER QUE ESTÃO A CAVAR UM ENORME BURACO, mas seus DONOS, QUE OS PAGAM PARA A TAREFA, OS COLOCARAM PARA CAVAR DE DENTRO DO BURACO.

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  16. POR FAVOR, CONSIDEREM ESTE SEGUNDO TEXO, JÁ REVISADO, QUE INTITULEI:

    O DILEMA DOS CEGOS

    Tenho uma gravura que mantenho na parede de meu quarto, bem em frente à minha cama, para a qual gosto de olhar todas as manhãs, assim que abro os olhos. Versa sobre a “Parábola dos Cegos”, na visão maravilhosamente registrada na pintura do artista do Renascimento Flamengo, Pieter Bruegel, o Velho, concluída em 1568. A obra retrata a parábola contada por Jesus Cristo, na qual o cego guia outro cego. A passagem bíblica aparece em Mateus 15:14, quando Jesus dirige uma crítica aos fariseus: “Deixai-os. São cegos e guias de cegos. Ora, se um cego conduz a outro, tombarão ambos na mesma vala.”

    A narrativa é comumente interpretada como uma metáfora para descrever uma situação em que uma pessoa sem conhecimento é aconselhada por outra pessoa que também não tem conhecimento algum sobre determinado assunto.

    Sem dúvida, essa PARÁBOLA se firma como UM MARCO FUNDAMENTAL PARA REFLEXÃO, a propósito do flagelo que está corroendo as energias humanas e as últimas virtudes sobreviventes da espiral de degradação iniciada, há muitos séculos atrás. Talvez, SIMBOLICAMENTE, mais forte, a partir da crucificação de Cristo (o homem político) – um evento que pode ter-se definido como a PIOR DE TODAS as escolhas feitas pela humanidade: O VÍCIO em detrimento da VIRTUDE.
    Provavelmente, seu DERRADEIRO DILEMA.

    Do mesmo modo, causa espanto a naturalidade perceptível com que os homens se acostumam e aceitam a CEGUEIRA que os impedem de perceber a LETALIDADE consequente das ESCOLHAS INCONSCIENTES que fazem. Muito provavelmente por acomodação e preguiça, possíveis causas que os levam a agir como manada.

    Aliás, no caso dos humanos, fica certo tratar-se de uma crença ILUSÓRIA de que A MANADA pode ser uma “GARANTIA DE SEGURANÇA” para cada indivíduo. Isso pode significar uma “chance” momentânea para manadas de animais irracionais, ditada apenas pelo significativo baixo número dos predadores, igualmente irracionais.

    Claramente, entre os humanos isso não funciona. A capacidade de “pensar” e a criatividade doentia de alguns “predadores” (que se veem alfas) produziram os GENOCÍDIOS, uma prova do terrível equívoco dessa ideia de escudar-se nas manadas. A propósito, muitos apostam que a atual pandemia (causada pelo covid -19) é mais uma prova dessa capacidade insana desses pseudo alfas, bem como da ineficácia da adesão à ideia das “manadas”.

    No ponto, é inevitável a lembrança de um “conhecimento” inesquecível que ajuda muito a organizar pensamentos.

    Para exibi-lo recorro ao trabalho de Raphael Pires, pelo texto e compilação sobre Occam).

    Refiro-me “A navalha de Occam”, também conhecida como a ‘lei da parcimônia’, um princípio lógico onde a melhor solução é aquela que apresenta a menor quantidade de premissas possíveis. Uma navalha filosófica é uma ferramenta usada para eliminar opções improváveis em determinada situação.

    Em tal sentido, a Navalha de Occam é o exemplo mais famoso. Ela pode ser resumida na seguinte frase: entre hipóteses concorrentes, aquela com menos suposições deve ser selecionada. A ideia remonta a Aristóteles, que fez a declaração mais antiga conhecida do conceito. A frase é: podemos presumir a superioridade – estando todas as alternativas em pé de igualdade – da demonstração que deriva de menos postulados ou hipóteses”

    Um pouco de William Ockham se faz útil para captar a sutileza e o poderoso alcance do conceito dele:
    (ainda seguindo o trabalho de Raphael Pires)
    “O filósofo William de Ockham, foi também o frei Ockham. Na verdade, Ockham (ou Occam) é uma cidade na Inglaterra, não uma pessoa. Especificamente, essa é a cidade onde William de Occam nasceu. Ele viveu ali de 1285 até 1349, durante a era medieval, um tempo onde os sobrenomes eram incomuns e as pessoas eram conhecidas pela cidade natal.

    William viveu como um filósofo e monge franciscano, um homem devoto que levou bem a sério seu voto de pobreza, o que significa que ele vivia usando somente o absolutamente necessário. Bom, você pode até presumir que foi esse voto – uma forma de simplicidade – que deu a ideia da navalha (e faz sentido) mas, na verdade, a base da navalha de Occam já era uma linha de pensamento medieval bem estabelecida no tempo de William. Ele somente capturou a essência do princípio e colocou de uma forma simples de entender.
    Ao criar algumas sentenças simples, ele conseguiu encapsular o universo da lógica medieval, assegurando sua passagem para os tempos modernos”.

    Ninguém duvida de que o domínio do CONHECIMENTO é a garantia de superioridade em qualquer contenda – seja qual for o objeto em disputa – até mesmo, e principalmente, a DOMINAÇÃO DO HOMEM PELO HOMEM.

    Exatamente por isso, pode-se afirmar que o DESCONHECIMENTO é – quase sempre – a principal causa a explicar a DERROTA numa disputa qualquer. Até mesmo a SUBJUGAÇÃO de um indivíduo ou de um povo, por outro.

    Tudo pode ser resumido a uma questão simples: DOMINAR ou permitir-se SER DOMINADO. Afinal, morrer lutando pela própria liberdade sempre é uma opção dos que possuem um espírito verdadeiramente livre, para os quais permitir escravizar-se NÃO É ACEITÁVEL.

    Eis aqui o CERNE DO ATUAL DILEMA vivido pela sociedade humana moderna.

    O Planeta abriga quase 8 bilhões de seres humanos. A parcela que compõe a ELITE DOMINANTE somada, em todas as latitudes e longitudes, é menor que 0,01 % do total. Há o agravante de que, na grande maioria dos casos, a dominação se dá sob a forma de SUBMISSÃO EXPLÍCITA, imposta pela força bruta, não raro com requintes de ESCRAVIZAÇÃO. Como explicar TAMANHA RESIGNAÇÃO? Pode ser esse, MAIS UM DILEMA: LUTAR PELA LIBERDADE com risco da própria morte ou SOBREVIVER ESCRAVIZADO?

    Contudo, não se pode ignorar o elevado grau de inteligência envolvido no desenvolvimento das táticas para conseguir e manter a dominância pelas minorias elitistas sociopatas , sempre mais interessadas nos GANHOS com a dominação, do que, simplesmente, no assassinato das massas dominadas. Uma possibilidade que nunca abominam por razões morais e sempre cogitam, se for para satisfazer suas equações que propiciam lucros ou visam eliminar prejuízos e riscos indesejáveis.

    Tendo em mente tais desprezíveis valores e com o propósito de seduzir e dominar, o CONHECIMENTO SEMPRE FOI – para essa malta de chacais – a maior de todas as ferramentas para viabilizar a DOMINAÇÃO que almejam como objetivo de vida.

    No começo dos tempos, a questão era definir a melhor maneira de empregar a FORÇA BRUTA. Depois, tornaram-se mais sutis e passaram a “desenhar” melhor as RELIGIÕES e fazê-las mais “palatáveis” e “sedutoras” com as promessas de glória eterna, mas em outra vida.

    Todo o tempo houve o objetivo de frear, controlar e dominar as multidões ostensivamente – até um limite – quando as preocupações se multiplicaram face o crescimento populacional, aí sofisticaram-se as IDEOLOGIAS POLÍTICAS, que passaram a focar mais profundamente as “fraquezas” das multidões. O objetivo sempre foi o mesmo, ampliar a capacidade de sedução e convencimento de todos da melhor maneira de se renderem ao domínio, sem parecer que o faziam.

    No topo das tecnologias modernas temos, atualmente, O DOMÍNIO ABSOLUTO DAS MIDIAS DE COMUNICAÇÃO e seu uso para implantação do PÂNICO GENERALIZADO, calcado na mola precursora MAIS ANTIGA E PRIMITIVA DE TODAS: o MEDO, associado a motivações que remetem ao mais obscuro do espírito humano – as DOENÇAS, as PESTES, as PANDEMIAS onde as ameaças objetivas se tornam até menores do que aquelas que as mentes são capazes de criar, mormente ante a possibilidade de ver pais, mães, filhos e filhas vitimados.

    A CORRUPÇÃO DOS POLÍTICO E O CONTROLE DA IMPRENSA PARA MANIPULAÇÃO DAS MASSAS AGRAVOU A QUESTÃO E CONVERTEU O IMENSO PROBLEMA DAS POPULAÇÕES NUMA SOLUÇÃO PARA A CORJA DOMINADORA, pelo menos na visão destes.
    É o que se percebe na comparação do efeito real danoso causado pelo atual covid-19 com o de outros vírus parecidos e anteriores – todos – muito mais letais. Isso para não falar em epidemias de tifo, febre amarela, varíola, gripe espanhola, ebola etc. etc. etc..

    Por fim, NÃO HÁ NOVIDADES NO FRONT… Tudo continua como sempre foi: de um lado o CONHECIMENTO explorado pela mesma MENTALIDADE ELITISTA DOMINADORA de sempre; de outro, o DESCONHECIMENTO e a ignorância generalizada das massas, estimuladas, fomentadas e gerenciadas por uma parcela LACAIA (MINORITÁRIA E VENAL) das populações, TREINADA como cães de aluguel numa atividade pastoril. Há, dentre estes, muitos com a ilusão que fazem ou farão parte da elite dominante, num futuro que, sempre, acham alcançável.

    O CONSOLO DOS POUCOS QUE SÃO CONSCIENTES DA REALIDADE VIVIDA É QUE ESTA CATERVA INESCRUPULOSA DE CHACAIS Ė ESTÚPIDA O BASTANTE PARA SERVIR AO PROPÓSITO DE SUA PRÓPRIA ESCRAVIZAÇÃO E, SEQUER, PERCEBEM QUE ESTÃO A CAVAR UM ENORME BURACO, MAS SEUS DONOS OS COLOCARAM, ANTES, DENTRO DO ESPAÇO QUE CAVAM, JUNTAMENTE COM TODOS OS DEMAIS.

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  17. Apenas corrigindo o percentual de óbitos. Esse valor corresponde a aproximadamente 0,011% da população mundial.

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  18. Parabéns, Guzzo, pelo maravilhoso artigo .
    Esclarecendo a verdade dos números divulgados pela imprensa funerária.
    Brilhante como sempre !

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