O texto do editor do Brasil merece um zero com louvor - Revista Oeste

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O texto do editor do Brasil merece um zero com louvor
Sejamos todos ignorantes sem remorso. Como Lula. Como Dilma. Ou como Toffoli
7 ago 2020, 09:21

Nos jornais e revistas que respeitavam a inteligência dos leitores, o cargo de editor não era para qualquer um. Incumbido de liderar um grupo de profissionais da palavra, o editor devia escrever com mais requinte que o restante da equipe. Devia também avaliar com precisão a relevância de cada texto, para atribuir-lhe o espaço adequado na página. Mais: cumpria ao editor dispensar à forma os mesmos cuidados requeridos pelo conteúdo. Era essencial que a fotografia rimasse com a reportagem, a ilustração precisava entender-se harmoniosamente com a selva de vogais e consoantes. Nas redações que se orientavam pelo critério da meritocracia, os editores aprendiam que a montagem de cada página exigia o perfeccionismo de artista plástico nunca satisfeito e a determinação dos obcecados pela perfeição. Só havia lugar para os melhores e mais talentosos. E todos seriam dirigidos pelo mais brilhante.

Conjugo os verbos no passado porque trato de refinamentos que não existem mais. Os exímios domadores de palavras são uma espécie em acelerado processo de extinção. O vocabulário das novas gerações de jornalistas não chega a 500 expressões, aí incluídas gargalhadas (KKKKK) ou sorrisos (rsrsrs), produzidas com um punhado de consoantes minúsculas ou maiúsculas. Pior: somados todos os brasileiros que tratam o idioma com gentileza, seja qual for a profissão que exerçam, o grupo não chegará a lotar as arquibancadas de qualquer dos estádios paridos pela Copa da Ladroagem. Se o raciocínio lógico deixou de ser obrigatório para que um imbecil juramentado se transforme em jornalista, se no intervalo entre a greve encerrada hoje e a que começará depois de amanhã professores colocam vírgulas entre sujeito e verbo e ensinam aos alunos indefesos que está certo dizer “Nós pega os peixe”, se falar corretamente virou coisa de pedante, se escrever com elegância e brilho é exotismo de elitista, deixemos de rodeios: sejamos todos ignorantes sem remorsos. Como Lula. Como Dilma Rousseff. Como Dias Toffoli.

Em mais de 70 anos, Lula torturou o idioma em apenas cinco bilhetes. Em contrapartida, guilhotinou milhões de plurais em discursos de improviso. Confessou em entrevistas gravadas que “escrever é pior que exercício em esteira” e resumiu em três palavras a invencível aversão ao estudo: “Sempre fui preguiçoso”. Incapaz de desenhar um O com o traseiro, já assinou cinco ou seis prefácios, empilhou diplomas de doutor honoris causa e anda jurando que devorou romances russos durante a temporada na cadeia. Em cinco anos e meio na Presidência, a sucessora do analfabeto funcional inventou o dilmês, um subdialeto feito de platitudes bisonhas, cretinices sem pé nem cabeça e frases sem começo, meio ou fim. Dias Toffoli foi reprovado nas duas tentativas de ingressar na magistratura paulista. Impedido de virar piada em alguma comarca do interior, foi subir na vida como advogado do PT, advogado de campanhas eleitorais do PT, assessor de José Dirceu na Casa Civil e depois chefe da Advocacia da União. Ali descobriu um caminho que permite entrar no Supremo Tribunal Federal pela porta dos fundos. Hoje é presidente da única Corte controlada por bobos. E acaba de candidatar-se a Editor do Brasil.

Toffoli “é uma pessoa muito qualificada”. Qualificada para quê?

Se achou que podia ser juiz de Direito sem saber Direito nem ter juízo, por que não acreditar que é possível reformar o país como se reforma um semanário de Itaquaquecetuba? No Jornal do Brasil de Toffoli, por exemplo, não haveria fake news. O Supremo seria tratado com o respeito que merece o Timão da Toga. O Procurador-Geral da República, Augusto Aras, cuidaria do caderno semanal contendo informações mantidas em sigilo pela Lava Jato (e, se houvesse interessados, também patifarias investigadas em segredo por outras operações anticorrupção). A abertura de processos de impeachment envolvendo governadores de Estado só ocorreria se autorizada por Dias Toffoli. E o ministro Alexandre de Moraes acumularia oficialmente as funções de Chefe de Polícia do Supremo e Inquisidor-Geral do Pretório Excelso. Para não atrapalhar aparições de Gilmar Mendes em qualquer rua de Lisboa e dos demais ministros a bordo de aviões de carreira, seriam divulgadas no escurinho do recesso do Judiciário as três manchetes que povoam os sonhos do Editor do Brasil: Primeira: STF DECIDE QUE INVESTIGAR LULA É CRIME HEDIONDO. Segunda: SERGIO MORO É PROIBIDO DE ATUAR COMO JUIZ TAMBÉM NO BRASILEIRÃO. Terceira: OPERAÇÕES ANTICORRUPÇÃO SÓ PODERÃO SER FEITAS EM HOSPITAIS.

O problema de Toffoli será encontrar algum ministro qualificado para um cargo fora do alcance de quem vive tratando o português a socos e pontapés: editorialista. O responsável pelos editoriais tem de justificar com alguma consistência a linha adotada pelo veículo. É missão impossível para o presidente do STF, como atesta um voto do então caçula do Supremo publicado em dezembro de 2009, sem revisão, pelo site Consultor Jurídico. Durante a sessão que julgava a censura imposta ao Estadão por um desembargador de Brasília, Toffoli caprichou no besteirol. Confiram três trechos:

  1. “(…) Assim, se entendermos que caberá a reclamação mesmo fora das hipóteses constante da parte dispositiva, qual seja, caso o fundamento da decisão reclamada seja lei ou dispositivo outro, que não a finada lei de imprensa, passará o STF a julgar diretamente, afrontando o sistema processual recursal, toda causa cuja matéria seja a liberdade de imprensa ou de expressão, como sse o decidido na ADPF 130 tivesse esgotado a análise de compatibilidade de toda e qualquer norma infraconstitucional que trate do tema da liberdade de imprensa ou de expressão (…)”
  2. “(…) No modelo de controle de constitucionalidade brasileiro, todo juiz e Tribunal têm competência para analisar a compatibilidade de uma lei em face do ordenamento constitucional vigente, aplicando-se ao caso concreto a lei, desde que compatível com a Constituição, ou afastando-a, caso incompatí Trata-se como todos sabemos — nesta hipótese — de controle difuso de constitucionalidade, que é feito diante de uma demanda de uma demanda concreta e subjetiva posta em juízo por alguma parte interessada (…)”.
  3. “(…) Houve nos diversos votos proferidos julgamentos mú Muito embora a conclusão majoritária seja em dado sentido, isso não significa que as “razões” ou “fundamentos”, tenham obtido a maioria, muito menos que elas foram submetidos a escrutínio. A segurança juridica e a responsabilidade devem pautar e ser características a todo o Poder Judiciário. (…)”.

“Seguramente, é uma pessoa muito qualificada”, disse Gilmar Mendes. Qualificada para quê, isso só os dois ministros devem saber. Mas não contam a ninguém.

Mais sobre STF na coluna de Ana Paula Henkel, “A Corte que se tornou um monstro”

Leia também o artigo “Para onde vai o jornalismo?”, de Selma Santa Cruz

 

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34 Comentários

  1. “TRATA-SE DE UMA GENTINHA ORDINÁRIA. DA PIOR ESPÉCIE.”

    Palavras não minhas mas do exmo.sr.mendes em relação aos procuradores de Curitiba.

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    • Prezado Augusto, bom dia:
      Ouvir e ler os teus debates e textos é um privilégio, melhor, um bálsamo para os meus ouvidos e olhos.
      A admiração por ti é enorme!
      Por favor, continue nesta boa trincheira da racionalidade.
      Dolor

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      • Ah, que colirio para meus olhos cansados de ler barbaridades…
        Um alento.
        Obrigada, Augusto Nunes!

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  2. Com todo o respeito…acho que eu, que não sou jornalista e tampouco profissional do ramo do Direito, consigo me expressar melhor do que o tal de “tofinho”.
    Mas também, coitado, alguém com essas credenciais: advogado dos petralhas, advogado da campanha dos petralhas, aspone de um outro estupido qualquer (não é bom nem mencionar o nome)…o que queriam? Com uma escola dessas, só poderia resultar em uma aberração…!
    Ao final das contas, quem tem culpa???????????????
    Ora, ora…Quem o colocou lá, primeiro na PGR e depois no Supremo…E para que o colocaram lá? Para prestar os serviços que agora ele se presta a fazer…!
    Simples assim! Esse sujeito jamais chegaria onde chegou sem a ajuda do “padinho”, agora tem que retribuir…não é mesmo?

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  3. Bisonhos, há vários ministros do STF que são (mas para isso, há a grande e qualificada assessoria de cada um deles para suprir). Mas, de bobos, eles não têm nada, e – convenha-se – o que eles vêm fazendo é tudo adredemente arquitetado, juntamente com líderes de outras Instituições, como Câmara Federal, Senado, OAB, Associações diversas, mídia… Ou não? O que espanta é que, diante da sequência de ações tão escancaradas e reiteradas contra o estado de direito, a sociedade ainda não tenha indignado-se de tal forma que a coisa toda ainda não foi para os ares. Eles estão pedindo é a aplicação do 142 da CF, tamanhas são as ofensas, até ao senso comum. Outra coisa: que manobra absurda é essa de propagar-se que o direito constitucional de livre opinião não pode alcançar críticas, esmo acerbas, às Instituições, como o STF? Antes, podia, não é? Até de botar fogo lá, e quem declarou isso foi um hoje membro daquela “corte” (em minúsculo, mesmo), e que está a cometer uma série da barbaridades, como por exemplo, conduzindo um famigerado inquérito “natimorto”, e nele conspurcando as mais elementares garantias constitucionais? Canalhice, hipocrisia, arrogância…

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    • Absolutamente correto! Eles sabem muito bem o que querem e estão fazendo tudo o que querem!
      E toda a sociedade está assistindo atônita e sem saber o que fazer para reagir! A constituição foi rasgada e quem faz a lei são eles!
      Quando e se a sociedade acordar será tarde!

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    • Muito boa a postagem, Luiz Antônio. Realmente esse pessoal das esquerdas, não consegue parar de mentir. São compulsivos, caso tenham que passar um dia sem divulgar uma falsidade contra o governo do capitão, poderão obitar. A seletividade do STF tá escancarada demais. Saída pra isso aí, não vejo no curto prazo. Fechar essa zona, não há como. Então nos resta esperar o segundo mandato, pois aí sim, pelas regras do jogo, poderemos formar maioria.

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  4. Tofolês?

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  5. Cada decisão desse senhor que compõe a corte de maior instância da justiça brasileira e que, no momento, ocupa sua presidência demonstra suas intenções nada republicanas e sua ausência de compromissos com o ordenamento jurídico do país.
    É IMPERIOSO QUE OS INTEGRANTES DA SUPREMA CORTE POSSUAM NOTÓRIO SABER JURÍDICO E ILIBADA CONDUTA MORAL E TAMBÉM SEJAM MAGISTRADOS DE CARREIRA.

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    • Juiz de carreira, sim. Olha no que deu esse malfadado quinto constitucional, engendrado, claro, pela OAB. E só ver quantos integrantes do STF advogados, que alçaram-se até lá por injunções políticas.

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  6. Mais uma vez tenho que ir direto ao ponto, curto e grosso. Tem mais é que remover esses pulhas de lá e em seu lugar colocar temporáriamente um Supremo Tribunal Militar (esse sim intregrado por JUÍZES que ali chegaram por mérito), o qual mandaria investigar todos sobre os quais pairam suspeitas (sejam os do “stf”ou do “congresso”) e estabelecidas sua culpabilidade colocá-los no lugar que merecem, a cadeia.

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    • Concordo com você. Esse é caminho direto para a solução do problema que se tornou a elite da justiça brasileira. Não há alternativa senão o afastamento com o uso de vara.

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    • De pleno acordo! E isto precisa ser feito com urgência antes que seja tarde ou choraremos lágrimas de sangue.

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  7. O STF tem que se editado urgentemente.

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  8. Augusto, brilhante! E, com todo o respeito… Kkkkkkkk!

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  9. Parabéns, Augusto Nunes !
    Mostrou quem é quem no STF.

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  10. Bom dia Ana, Bom dia Guzzo. Bom dia aos que nos leem…
    Vc mora no centro do país, mas sabe que no sertão tem gente que ainda torce o pescoço da galinha caipira, depena nas labaredas e limpa as tripas do bicho com as mãos e depois corta em partes apropriadas para determinada iguaria. Até a sambirica é colocada de lado para misturar num caldo a ser oferecido para visitas.
    Pois até aqui no garrão de pátria, escondido num povoado qualquer, chega a internet depois de anos sem celular funcionar. Aí, vem as redes sociais e chega de sopetão o assunto da fake news que levou tempo para ser entendido como mentiras e fofocas que os ministros do stf adoram. Até o caipira-gaudério se dá conta que hoje ainda corre no facebook, por exemplo, notícias de que o Guedes vai terminar com os trabalhadores e só vai taxar impostos nos pobres e que toda a grana e lucros gordos vão só para os bancos que patrocinam o Ministro da Economia. E vão além: tem postagens que dizem que o Guedes é a favor do desmatamento e quanto mais desempregados houver melhor para conquistar votos lá adiante, pois a ajuda de cestas básicas e auxílios emergenciais deve aumentar. E já está sobrando para familiares dele. Ou seja, nenhum membro do MP, da PGR ou do STF está preocupado com os fake news diários, incluí-se os de ódio, patrocinados por quem é contra o governo. Os olhos dos vesgos só se preocupam com fake-news que atingem os três poderes, principalmente o judiciário…, Sugiro não olhar o facebook de leitores de esquerda, porque vocês vai se espantar e não acreditar que ali já existem propostas de como matar o Moro… e o STF finge que não vê nada. Aliás, sabe-se com precisão, de que 3 ou 4 anos atrás, tinha ministro do STF que não sabia acessar nem o e-mail…

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    • Muito boa a postagem, Luiz Antônio. Realmente esse pessoal das esquerdas, não consegue parar de mentir. São compulsivos, caso tenham que passar um dia sem divulgar uma falsidade contra o governo do capitão, poderão obitar. A seletividade do STF tá escancarada demais. Saída pra isso aí, não vejo no curto prazo. Fechar essa zona, não há como. Então nos resta esperar o segundo mandato, pois aí sim, pelas regras do jogo, poderemos formar maioria.

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  11. Augusto VIDA LONGA meu caro.

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  12. Conheço gente que fala e escreve assim sem pé nem cabeça. Na minha cidadezinha entre bananeiras, são motivo de risada e chacota. Nenhum é coisa alguma, nenhum faz mal a ninguém, são só bobos. Esses aí, do seu artigo, são bobos e, por incrível que pareça, autoridades supremas de um país. Fazem dos fatos por eles protagonizados, um amontoado de bizarrices e canalhices.

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  13. Aplausos!

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  14. Augusto Nunes, sempre brilhante com suas corajosas qualificações de membros do Poder dos Poderes. Gostaria que proporcionasse aos leitores da revista oeste, e a sociedade através dos veículos de comunicação que participa, de detalhada transparência da famosa BOLSA DITADURA, que responsáveis pela TRANSPARÊNCIA BRASIL e INTERNACIONAL nos omite, e que já nos custou em pouco mais de uma década mais de R$16 bilhões. Sei que conhece, pois já o ouvi falar a respeito na radio que participa diariamente, citando 2 notáveis jornalistas e escritores, que nada sofreram para receber tão milionárias INDENIZAÇÕES retroativas e mensais a partir de 2005, e em alguns anos superiores ao teto do STF, e sabe como levantar esses dados, que poderão divulgar verdadeiras FRAUDES nas construções dessas imorais e algumas ilegais indenizações milionárias de ANISTIADOS POLÍTICOS. Vale dizer que essas indenizações são isentas de i.r. e são transmissíveis a sucessores. A ministra Damares agradeceria se a imprensa informasse à sociedade, que se faz necessária uma urgente investigação do MPF para REVISAR judicialmente e propor suspensão e penalização das caracterizadas como FRAUDES com devolução dos recursos públicos devidamente atualizados. Alguém já viu matéria a respeito nos grandes veículos de comunicação tradicionais, que recentemente questionavam os gastos com o cartão corporativo do presidente da república?. Porque não investigar possíveis rachadinhas ou dízimos nessas concessões? Creio que a COAF poderia investigar movimentações atípicas dos envolvidos nessas indenizações. E o STF não poderia solicitar ao MPF para fazer uma varredura? Afinal, malversação de recursos públicos não é crime? Quem se interessar poderá encontrar alguns dados no site: http://www.conjur.com.br/2005-mar-09/mpf_investigacao_indenizacoes_milionarias

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  15. Muito bom.

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  16. Que texto! Obrigada, Augusto! Menos pelos excertos do ministro, que me deram até ânsia… mas, né, fAzÊuKê.

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  17. Augusto Nunes! Te acompanho sempre! Leio tudo que brilhantemente escreves e te assisto no Pingos nos Is! Realmente, está muito difícil ler ou ouvir os jornalistas militantes! Assinei a Revista Oeste para ter acesso a Jornalistas de qualidade, com conhecimento sobre o que escrevem e que não assassinam a nossa língua portuguesa!

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  18. Ótimo texto

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  19. Grande texto ! Mordaz !

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  20. Parabéns Augusto “nóis gosta de tu” rsrsrssrs

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  21. Augusto você é brilhante.

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  22. Excelente Augusto! seu olhar crítico, maduro e sensato me faz acreditar que precisamos ter fé! Ainda bem que tenho a oportunidade de ler textos de alta qualidade, oriundos de um jornalista sério, com muita credibilidade e coesão! Parabéns!!

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  23. LULA E O PT CONSEGUIRAM TRANSFORMAR A CULTURA EM CHANCHADA PORNÔ E O JORNALISMO EM MILITÂNCIA DE SEMI-ANALFABETOS

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  24. Esse texto do Augusto me fez lembrar de uma historinha ocorrida nos bastidores do governo Clinton, nos Estados Unidos, quando seu então vice Al Gore, em uma de suas costumeiras festas, resolveu fazer convidado ninguém menos que George Frost Kennan, este lendário e centenário diplomata americano, um gigante da diplomacia do Século XX, que inclusive andou por aqui. Foi esse mesmo senhor aí que cunhou a tão famosa expressão Guerra Fria, bastante conhecida de quem já passou dos 40. Pois bem, no bilhete de convite, possivelmente escrito à mão, o vice-presidente, na tentativa de enaltecer de forma bastante louvável a presença do referido diplomata, assim se expressou: “Ao verdadeiramente único …” George Kennan, que não perdia a oportunidade de transformar coisas triviais em algo interessante ou divertido, do alto de sua sabedoria e respeitabilidade, riscou o próprio bilhete, devolvendo-o com a seguinte recomendação: “Verdadeiramente único não, pois todo único é verdadeiro”. Taí, quem gostou aprenda a lição.

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  25. Parabéns Augusto, resumiu bem essas figuras que envergonham o país.

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  26. Lendo o excelente texto, senti vergonha. Fico imaginando o que sentem e pensam (se é que o fazem) os retratados. Coitados de nós.

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Revista Oeste — Edição 27 — 25/09/2020

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