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Gasolina e eletricidade puxam inflação em julho

Dados foram divulgados pelo IBGE e mostram que apenas três grupos registraram deflação: vestuário, despesas pessoais e educação
Foto:  Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Dados foram divulgados pelo IBGE e mostram que apenas três grupos registraram deflação: vestuário, despesas pessoais e educação

Gasolina - inflação
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em julho, a inflação no Brasil ficou em 0,36%, taxa acima do 0,26% do mês anterior e do 0,19% de julho do ano passado.

A taxa é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e é a maior para o mês desde 2016 (0,52%).

A gasolina, com alta de preço de 3,42% em julho, foi o item que mais impactou a inflação oficial. Os combustíveis, de forma geral, subiram 3,12%, devido a aumentos de preço no óleo diesel (4,21%), etanol (0,72%) e gás veicular (0,56%).

“A gasolina continua revertendo o movimento que teve nos meses de abril e maio. Já havia subido em junho e voltou a subir em julho”, disse o pesquisador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Pedro Kislanov.

Os transportes foram o grupo de despesas que teve maior impacto no IPCA de julho, com alta de 0,78%.

O IPCA também foi influenciado por aumentos em outros setores:

  • habitação (0,80%);
  • energia elétrica (2,59%);
  • saúde e cuidados pessoais (0,44%);
  • artigos de residência (0,90%);
  • comunicação (0,51%).

Os alimentos subiram apenas 0,01% e tiveram pouco impacto na inflação de julho.

Três grupos registraram deflação (queda de preço):

  • vestuário (-0,52%);
  • despesas pessoais (-0,11%);
  • educação (-0,12%).

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 7, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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