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O ‘não voto’ foi o grande campeão na eleição em São Paulo

Cerca de 3,6 milhões de eleitores não votaram nos candidatos disponíveis

Cerca de 3,6 milhões de eleitores não votaram nos candidatos disponíveis

Bruno Covas, prefeito de São Paulo | Foto: Gilberto Marques/fotospublicas.com

Não votar em nenhum candidato foi a opção mais escolhida pelos paulistanos para o cargo de prefeito nos dois turnos da eleição municipal de 2020. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a cidade de São Paulo tem quase 9 milhões de eleitores e cerca de 3,6 milhões deles resolveram votar em branco, anular o voto ou simplesmente não comparecer ao local de votação em cada um dos turnos da disputa eleitoral.

No primeiro turno, o prefeito Bruno Covas (PSDB) recebeu cerca de 1,7 milhão de votos e Guilherme Boulos (Psol), pouco mais de um milhão. Ao mesmo tempo, 1.015.314 eleitores foram até a urna para anular o voto ou votar em branco e 2,6 milhões nem sequer compareceram. O “não voto”, portanto, foi a opção escolhida por 3.647.901 cidadãos. No segundo turno, Covas conseguiu 3.169.121 votos, Boulos 2.168.109 e o “não voto” atingiu 3.649.457.

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5 comentários

  1. Em números absolutos (incluído o não voto), temos:
    – Não voto: 40.6%
    – Coveiro Paulistano: 35,9%
    – Boulus Fecalis: 23,5 %
    Então, por pouco o “não voto” atingiria, os 50%. Podemos dizer que isso foi uma vitória do Bolsonaro, vitória um tanto estranha, mas foi.
    – Esse Coveiro Paulistano que se cuide pois a sua aparência como nessa foto, inspira cuidados, faz-nos crer que não levará a Prefeitura até o final do mandato, acabará por adentrar-se em uma cova ancha (espaçosa) para se sentir mais confortável, afinal o alcaide merece.

  2. O não voto precisa ser valorado, precisa repercutir no processo eleitoral pois significa a rejeição do eleitor às candidaturas impostas pelos partidos. A meu ver é imperioso que constituindo o não voto a maioria que se renove o pleito eleitoral vedada a participação de todos os candidatos que o eleitor rejeitou através do não voto, que os partidos apresentem outros candidatos que não os que concorreram e perderam para o não voto. Só assim poderemos escolher entre os melhores e não mais entre os piores.

  3. Tem gente, inclusive da mídia, dizendo que o número elevado de abstenção foi causado pela pandemia. Mentira ! O motivo é a falta de bons candidatos. O descontentamento com os políticos é geral. Já que os partidos não têm ou não querem oferecer melhores candidaturas, a sociedade deveria exigir uma mudança legislativa para autorizar candidatura avulsa.

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