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Vacina de Oxford pode ter uso emergencial em 2020

Coordenadora dos testes com imunizante no Brasil afirma que utilização depende de análise prévia da eficácia do medicamento
Vacina de Oxford pode chegar antes do final dos estudos | Foto: Divulgação
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Coordenadora dos testes com imunizante no Brasil afirma que utilização depende de análise prévia da eficácia do medicamento

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Vacina de Oxford pode chegar antes do final dos estudos | Foto: Divulgação

A vacina em desenvolvimento pela Universidade de Oxford em parceria com a AztraZeneca e que teve cem milhões de doses compradas pelo Brasil pode ter o uso emergencial liberado ainda este ano, caso análises prévias realizadas no estudo comprovem sua eficácia.

A informação partiu da coordenadoras dos testes com o imunizante no Brasil, Lily Yin Weckx. Para ela, o contexto da pandemia faz com que a agilidade do processo seja maior.

O estudo completo da vacina, entretanto, só deve ficar pronto em junho do ano que vem.

A terceira e última fase de testes com a medicação já está em andamento e, no Brasil, ao menos 5 mil voluntários participam do experimento, sendo 2 mil em São Paulo.

“O que se espera é que, como temos vários centros estudando, com um grande número de pessoas sendo avaliadas, possamos fazer uma análise interina dos dados”, esclarece Lily. “Se essa análise mostrar que o resultado é muito positivo, é possível conseguir o licenciamento para uso emergencial”.

Segundo a médica, a pesquisa caminha bem e novos dados sobre a eficácia da vacina devem ser liberados em breve.

Nesta semana, idosos acima de 60 anos receberam autorização para participar do estudo de Oxford. Os voluntários também serão orientados a tomar uma segunda dose do imunizante, já que há potencial de produção de anticorpos com a segunda aplicação ocorrendo entre quatro e seis semanas depois da primeira injeção.

“Todas essas modificações vão de encontro à nossa realidade”, afirma a coordenadora. “A vacina, se for licenciada, se ela se mostrar eficaz, com certeza será priorizada para os grupos de risco, como profissionais de saúde e idosos. Cada vez mais o protocolo vai se aproximando da realidade que teremos”.

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