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Governo cobra ‘centrão’ da Câmara para reverter derrota no Senado

Presidente tem se empenhado pessoalmente para que líderes dos partidos impeçam uma "bomba nas finanças"

Presidente tem se empenhado pessoalmente para que líderes dos partidos impeçam uma “bomba nas finanças”

crime contra o brasil
O ministro da Economia, Paulo Guedes: decisão do Senado irritou o governo | Foto: MARCELLO CASAL/AGÊNCIA BRASIL

O governo Jair Bolsonaro aposta todas as suas fichas nos neoaliados do chamado centrão da Câmara para reverter nesta quinta-feira, 20, a derrota sofrida no Senado na noite de ontem. A Casa derrubou o veto do presidente para barrar o reajuste a servidores públicos durante a pandemia do coronavírus. O impacto nas contas públicas com o reajuste pode chegar a R$ 130 bilhões.

O revés irritou o Palácio do Planalto e a equipe econômica que recebeu o placar (42 votos a 30) como “traição” de um grupo de quase dez parlamentares, três deles em especial: Izalci Lucas (PSDB-DF); Soraya Thronicke (PSL-MS) e Jorginho Mello (PL-SC) (confira aqui como os senadores votaram). “Se esse veto não for mantido será impossível governar o país”, disse Bolsonaro pela manhã.

A reação do ministro da Economia, Paulo Guedes, começou tão logo soube do resultado: “Pegar dinheiro de saúde e permitir que se transforme em aumento de salário para o funcionalismo é um crime contra o país”.

“Injetamos muitos recursos na crise da saúde. E o Senado deu um sinal muito ruim permitindo que o dinheiro destinado à epidemia possa se transformar em aumento de salário. Isso é um péssimo sinal. Temos que torcer para a Câmara conseguir segurar a situação”, completou o ministro.

Desde então, Jair Bolsonaro tem se empenhado pessoalmente em cobrar os líderes dos partidos aliados na Câmara, onde transita melhor, para que o desfecho seja outro. O presidente tem argumentado aos deputados que partilhou cargos em diversos escalões do governo e que agora precisa de apoio para evitar uma “bomba nas finanças do país” — e consequentemente uma potencial nova crise com Paulo Guedes dias após ter debelado a primeira.

“O teto (de gastos) foi colocado lá justamente para bloquear a possibilidade de irresponsabilidade fiscal, o passado de hiperinflação e moratória”, disse o ministro em cerimônia ao lado de Bolsonaro. “O teto sem as paredes e com piso subindo é questão de tempo. O teto é como se fosse um compromisso de seriedade”, completou, agradecendo a “confiança de sempre” de Bolsonaro.

No Twitter, o presidente usou sua conta para replicar a fala de Guedes nesta quinta-feira.

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