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Na Câmara, governo consegue manter veto derrubado no Senado

Em votação nesta quinta-feira, 20, 316 deputados votaram pela manutenção do trecho barrado pelo presidente Jair Bolsonaro
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia | Foto: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia | Foto: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados

Em votação nesta quinta-feira, 20, 316 deputados votaram pela manutenção do trecho barrado pelo presidente Jair Bolsonaro

Câmara veto
Maioria votou pela manutenção do trecho barrado | Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados

O governo conseguiu na Câmara reverter a derrota imposta pelo Senado na votação sobre o veto que barrava reajuste salarial para algumas categorias do funcionalismo público. Em votação nesta quinta-feira, 20, 316 deputados votaram pela manutenção do trecho barrado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Conforme Oeste mostrou, integrantes do Palácio do Planalto trabalharam intensamente junto ao Centrão para que o trecho não fosse derrubado. Além disso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), trabalhou ao lado do governo para conseguir maioria na Casa.

“Não é possível que, com mais de 16 milhões de contratos suspensos de trabalho do setor privado, quase 2 milhões de desempregados, não possamos dar um sinal aos milhões de brasileiros que o serviço público, no mínimo, não dará nenhum tipo de aumento até o próximo ano”, disse Maia durante a sessão.

Na votação do Senado, a maioria da Casa acabou votando contra o governo. Inclusive, senadores que eram tidos como aliados do Executivo.

Aliás, o resultado por parte dos senadores rendeu críticas públicas do ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele disse que o Senado tinha dado “um péssimo sinal” e classificou a decisão como “um crime contra o país”.

Além disso, na manhã desta quinta, o presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer que seria “impossível” governar se o veto fosse derrubado.

Economia fiscal

O Ministério da Economia calcula que se fosse derrubado o veto comprometeria uma economia fiscal entre R$ 121 bilhões e R$ 132 bilhões aos cofres da União, Estados e municípios. Com a decisão, continuam congelados até o fim de 2021 os salários dos servidores federais, estaduais e municipais, inclusive das áreas de segurança, saúde e educação.

 

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3 comentários

  1. Sou servidora pública e apóio o veto. O momento agora é de reconstrução do Brasil. Todos devem dar sua parcela de contribuição pra tirar o Brasil desse atoleiro de corrupção, roubalheira e miséria em que foi atirado o nosso país. Por quem há décadas só o explorou. desgovernou.

  2. Bolsonaro será reeleito no primeiro turno. O que nos resta agora escolher os nossos representantes no congresso Nacional, de acordo com as diretrizes da equipe econômica.

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