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‘Precisamos falar alto para sermos ouvidos’, diz deputado do Novo

Paulo Ganime conta que partido não foi convidado para reunião de líderes que discutiu votação de vetos presidenciais
Plenário da Câmara dos Deputados | Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Plenário da Câmara dos Deputados | Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Paulo Ganime conta que partido não foi convidado para reunião de líderes que discutiu votação de vetos presidenciais

Câmara dos Deputados
Plenário da Câmara dos Deputados | Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Na quarta-feira passada, 12, o Congresso Nacional se reuniu para analisar alguns vetos do presidente Jair Bolsonaro. Pela manhã, em uma reunião com a maioria dos representantes dos partidos ficou decidida a derrubada de determinados vetos.

No entanto, sob protestos do líder do Partido Novo na Câmara, deputado Paulo Ganime, a sessão na Casa precisou ser interrompida.

“O Novo não participou de nenhum acordo e não concorda nem com relação a quais vetos serão ou não derrubados tampouco com essa metodologia que está sendo proposta aqui”, afirmou o deputado durante a sessão.

Após o protesto, uma nova reunião foi marcada, dessa vez com todas as lideranças. A Oeste, Paulo Ganime classificou de “muito ruim” o que aconteceu.

“Precisamos gritar forte, falar alto para sermos ouvidos. É triste que tenhamos precisado disso. Não se pode tomar uma decisão como essa sem que todos os partidos participem”, lamentou o deputado.

Paulo Ganime
Deputado federal Paulo Ganime (Novo/RJ) | Najara Araujo/Câmara dos Deputados

Ganime disse que, além do Partido Novo, as lideranças do Cidadania, do Podemos e da Rede na Câmara também não foram convidadas.

“Eles argumentaram que não foi intencional, mas admitiram que realmente houve a reunião, mesmo sem ter sido convocada pela mesa, e que alguns partidos não tinham sido convidados; no entanto, em nenhum momento cogitaram rever a decisão”, disse Ganime.

Na nova reunião, o partido conseguiu que um veto do presidente Jair Bolsonaro fosse analisado em separado.

O presidente havia retirado a possibilidade de dispensa de licitação para a contratação de serviços jurídicos e de contabilidade pela Administração Pública, mas o Congresso derrubou a medida.

“É um tema muito caro para nós. Infelizmente perdemos na votação, mas aí sim é a democracia”, defende Ganime.

Para ele, o veto que foi derrubado possibilita o uso irregular de dinheiro público e abre espaço para a corrupção.

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