{"id":103432,"date":"2026-04-03T08:35:00","date_gmt":"2026-04-03T11:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/?p=103432"},"modified":"2026-04-03T04:18:29","modified_gmt":"2026-04-03T07:18:29","slug":"o-megaraptorideo-mais-antigo-do-mundo-foi-encontrado-na-australia-e-muda-tudo-sobre-a-paleontologia-do-hemisferio-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/04\/03\/o-megaraptorideo-mais-antigo-do-mundo-foi-encontrado-na-australia-e-muda-tudo-sobre-a-paleontologia-do-hemisferio-sul\/","title":{"rendered":"O megaraptor\u00eddeo mais antigo do mundo foi encontrado na Austr\u00e1lia e muda tudo sobre a paleontologia do hemisf\u00e9rio sul"},"content":{"rendered":"\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 imaginou que o maior predador de uma regi\u00e3o poderia n\u00e3o ser o que a ci\u00eancia esperava? No sudeste da <strong>Austr\u00e1lia<\/strong>, f\u00f3sseis com mais de <strong>120 milh\u00f5es de anos<\/strong> revelaram o <strong>megaraptor\u00eddeo<\/strong> mais antigo j\u00e1 registrado no mundo, al\u00e9m da primeira evid\u00eancia confirmada de <strong>carcharodontossauros<\/strong> no continente, dois achados que obrigam os pesquisadores a repensar como esses animais se espalharam pelo hemisf\u00e9rio sul.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que s\u00e3o os megaraptor\u00eddeos e por que esta descoberta \u00e9 t\u00e3o significativa?<\/h2>\n\n\n\n<p>Os <strong>megaraptor\u00eddeos<\/strong> eram dinossauros ter\u00f3podes b\u00edpedes conhecidos como \u201cpredadores de m\u00e3os\u201d, um apelido que vem de suas garras enormes e recurvadas. Mediam entre <strong>seis e sete metros de comprimento<\/strong> e estavam entre os maiores carn\u00edvoros de seu tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 esta descoberta, os registros mais antigos desse grupo eram mais recentes. Os f\u00f3sseis encontrados na costa de <strong>Victoria<\/strong> empurraram essa data para entre <strong>121,4 e 118 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s<\/strong>, na forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica <strong>Strzelecki Group<\/strong>, na <strong>Bass Coast<\/strong>, tornando-os os exemplares mais antigos da linhagem conhecidos at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/04\/02\/o-citroen-guardado-num-celeiro-por-38-anos-pelo-engenheiro-que-ajudou-a-bater-um-recorde-mundial-de-velocidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O Citro\u00ebn guardado num celeiro por 38 anos pelo engenheiro que ajudou a bater um recorde mundial de velocidade<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como os f\u00f3sseis foram encontrados e quem conduziu a pesquisa?<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa foi liderada pelo <strong>Museums Victoria Research Institute<\/strong> e pelo doutorando da <strong>Monash University<\/strong>, <strong>Jake Kotevski<\/strong>. Os resultados foram publicados no <strong>Journal of Vertebrate Paleontology<\/strong>, com dados in\u00e9ditos sobre a hist\u00f3ria evolutiva dos predadores do <strong>Cret\u00e1ceo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No total, cinco f\u00f3sseis de ter\u00f3podes foram analisados, recuperados em duas forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas distintas. Al\u00e9m do <strong>Strzelecki Group<\/strong>, outro conjunto de ossos foi localizado na <strong>Eumeralla Formation<\/strong>, na <strong>Otway Coast<\/strong>, com idade entre <strong>113 e 108 milh\u00f5es de anos<\/strong>. Cada s\u00edtio contribuiu com informa\u00e7\u00f5es complementares sobre a composi\u00e7\u00e3o do ecossistema local.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinosaur_fossils_in_202604030416-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-103557\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinosaur_fossils_in_202604030416-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinosaur_fossils_in_202604030416-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinosaur_fossils_in_202604030416-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinosaur_fossils_in_202604030416-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinosaur_fossils_in_202604030416-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinosaur_fossils_in_202604030416.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">No total, cinco f\u00f3sseis de ter\u00f3podes foram analisados, recuperados em duas forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas distintas<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que os carcharodontossauros australianos surpreenderam os cientistas?<\/h2>\n\n\n\n<p>Os <strong>carcharodontossauros<\/strong>, cujo nome significa \u201clagarto de dentes de tubar\u00e3o\u201d, eram conhecidos em outros continentes como os maiores predadores de seus ecossistemas. Na <strong>Am\u00e9rica do Sul<\/strong>, chegavam a <strong>13 metros de comprimento<\/strong>, tamanho compar\u00e1vel ao do <strong>Tyrannosaurus rex<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na <strong>Austr\u00e1lia<\/strong>, por\u00e9m, os f\u00f3sseis revelaram animais de apenas <strong>dois a quatro metros<\/strong>. Em vez de dominar a cadeia alimentar, os carcharodontossauros ocupavam um papel secund\u00e1rio, enquanto os <strong>megaraptor\u00eddeos<\/strong> assumiam o topo da hierarquia. A hierarquia estava, literalmente, de cabe\u00e7a para baixo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c\u00c9 fascinante ver como a hierarquia de predadores em Victoria diferiu da da <strong>Am\u00e9rica do Sul<\/strong>\u201d, afirmou <strong>Jake Kotevski<\/strong>. \u201cAqui, os pap\u00e9is estavam invertidos, destacando a singularidade do ecossistema australiano do Cret\u00e1ceo.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinosaur_fossil_claw_202604030417-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-103559\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinosaur_fossil_claw_202604030417-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinosaur_fossil_claw_202604030417-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinosaur_fossil_claw_202604030417-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinosaur_fossil_claw_202604030417-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinosaur_fossil_claw_202604030417-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinosaur_fossil_claw_202604030417.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os carcharodontossauros, cujo nome significa \u201clagarto de dentes de tubar\u00e3o\u201d, eram conhecidos em outros continentes como os maiores predadores de seus ecossistemas<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais grupos de dinossauros coexistiam naquele ecossistema australiano?<\/h2>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/museumsvictoria.com.au\/media-releases\/new-australian-dinosaurs-and-the-oldest-megaraptorid-fossils-in-the-world\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Segundo o Museums Victoria Research Institute<\/strong><\/a>, os f\u00f3sseis indicam que ao menos tr\u00eas grupos distintos de ter\u00f3podes habitavam a mesma regi\u00e3o ao mesmo tempo. Esse n\u00edvel de diversidade dentro de um \u00fanico ecossistema era desconhecido para o per\u00edodo na <strong>Austr\u00e1lia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os grupos identificados foram:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Megaraptor\u00eddeos<\/strong>: os maiores predadores locais, com seis a sete metros, e predadores de topo do ecossistema victoriano<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Carcharodontossauros<\/strong>: registrados pela primeira vez na Austr\u00e1lia, com dois a quatro metros, ocupando posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria na cadeia alimentar<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Unenlagi\u00edneos<\/strong>: tamb\u00e9m chamados de \u201craptores do sul\u201d, \u00e1geis e com cerca de um metro de comprimento, funcionando como predadores de pequeno porte<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A coexist\u00eancia desses tr\u00eas grupos em um mesmo territ\u00f3rio sugere uma divis\u00e3o de nichos ecol\u00f3gicos sofisticada, algo que os pesquisadores ainda est\u00e3o mapeando.<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender melhor como esses achados foram feitos e o que eles significam para a paleontologia, o canal <strong>Museums Victoria<\/strong>, com mais de <strong>6,95 mil inscritos<\/strong>, publicou um v\u00eddeo em que <strong>Jake Kotevski<\/strong> e o paleont\u00f3logo <strong>Tim Ziegler<\/strong> detalham as descobertas diretamente dos s\u00edtios foss\u00edliferos:<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"957\" height=\"538\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zjA-BpYM04c\" title=\"New Australian dinosaurs, and the oldest megaraptorid fossils in the world\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que esses f\u00f3sseis revelam sobre a conex\u00e3o entre os continentes do hemisf\u00e9rio sul?<\/h2>\n\n\n\n<p>Uma das implica\u00e7\u00f5es mais relevantes da descoberta \u00e9 o que ela sugere sobre a dispers\u00e3o dos dinossauros no hemisf\u00e9rio sul. <a href=\"https:\/\/museumsvictoria.com.au\/article\/carnivorous-dinosaurs-flourished-in-australia-120-million-years-ago-new-fossils-show\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Conforme detalhado pelo Museums Victoria<\/strong><\/a>, os f\u00f3sseis indicam uma conex\u00e3o entre a <strong>Austr\u00e1lia<\/strong> e a <strong>Am\u00e9rica do Sul<\/strong> por meio da <strong>Ant\u00e1rtida<\/strong> durante o <strong>Cret\u00e1ceo Inicial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os achados sustentam essa hip\u00f3tese por meio de evid\u00eancias complementares:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Idade dos f\u00f3sseis<\/strong>: datados entre 121,4 e 108 milh\u00f5es de anos, os registros australianos coincidem com o per\u00edodo em que Gondwana ainda permitia passagens terrestres entre os continentes do sul<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Parentesco filogen\u00e9tico<\/strong>: os megaraptor\u00eddeos e carcharodontossauros de Victoria compartilham caracter\u00edsticas evolutivas com esp\u00e9cies sul-americanas, indicando ancestrais comuns antes da separa\u00e7\u00e3o continental<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Rota ant\u00e1rtica<\/strong>: a posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica da Ant\u00e1rtida entre os dois continentes aponta para ela como o corredor de migra\u00e7\u00e3o mais prov\u00e1vel para esses grupos de predadores<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Naquela \u00e9poca, os tr\u00eas continentes ainda faziam parte do supercontinente <strong>Gondwana<\/strong> e compartilhavam passagens terrestres. Isso permitiu que grupos de dinossauros migrassem entre as massas de terra antes da deriva continental, gerando trajet\u00f3rias evolutivas distintas em cada regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/First_person_view_202604030418-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-103562\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/First_person_view_202604030418-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/First_person_view_202604030418-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/First_person_view_202604030418-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/First_person_view_202604030418-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/First_person_view_202604030418-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/First_person_view_202604030418.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma das implica\u00e7\u00f5es mais relevantes da descoberta \u00e9 o que ela sugere sobre a dispers\u00e3o dos dinossauros no hemisf\u00e9rio sul<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a aus\u00eancia de saur\u00f3podes moldou os predadores australianos do Cret\u00e1ceo?<\/h2>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.science.org\/content\/article\/first-australian-carcharodontosaur-fossils-unearthed-along-victoria-cretaceous-coast\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>De acordo com an\u00e1lise publicada pela Science<\/strong><\/a>, a aus\u00eancia de saur\u00f3podes, os dinossauros de pesco\u00e7o longo que serviam de presa principal para os grandes carn\u00edvoros em outros continentes, pode explicar por que os carcharodontossauros australianos nunca cresceram tanto.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem presas de grande porte dispon\u00edveis, n\u00e3o havia press\u00e3o evolutiva para desenvolver corpos maiores. Os <strong>megaraptor\u00eddeos<\/strong>, por outro lado, podem ter encontrado vantagem competitiva ao utilizar suas garras para capturar presas menores e mais \u00e1geis, consolidando sua posi\u00e7\u00e3o no topo da cadeia. O ecossistema de <strong>Victoria<\/strong> funcionava com regras pr\u00f3prias, e esses f\u00f3sseis s\u00e3o a primeira janela real para entender como.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cOs achados desafiam as suposi\u00e7\u00f5es anteriores sobre a hierarquia de tamanhos dos predadores de Gondwana, ressaltando a fauna singular do Cret\u00e1ceo em Victoria\u201d, afirmou o <strong>Dr. Thomas Rich<\/strong>, pesquisador associado ao projeto.<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 imaginou que o maior predador de uma regi\u00e3o poderia n\u00e3o ser o que a ci\u00eancia esperava? 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