{"id":103444,"date":"2026-04-03T21:15:00","date_gmt":"2026-04-04T00:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/?p=103444"},"modified":"2026-04-03T04:10:40","modified_gmt":"2026-04-03T07:10:40","slug":"sob-2-quilometros-de-gelo-antartico-pesquisadores-encontram-vales-e-rios-esculpidos-ha-34-milhoes-de-anos-intocados-ate-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/04\/03\/sob-2-quilometros-de-gelo-antartico-pesquisadores-encontram-vales-e-rios-esculpidos-ha-34-milhoes-de-anos-intocados-ate-hoje\/","title":{"rendered":"Sob 2 quil\u00f4metros de gelo ant\u00e1rtico, pesquisadores encontram vales e rios esculpidos h\u00e1 34 milh\u00f5es de anos, intocados at\u00e9 hoje"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 lugares na Terra que nunca foram tocados pela luz do sol, pelo vento ou pela chuva em dezenas de milh\u00f5es de anos. Um desses lugares ficava completamente desconhecido at\u00e9 hoje: uma paisagem pr\u00e9-glacial intacta soterrada sob quase <strong>2 quil\u00f4metros de gelo ant\u00e1rtico<\/strong>, com vales, cumeeiras e canais fluviais esculpidos quando a <strong>Ant\u00e1rtida<\/strong> ainda era um continente verde, habitado e conectado ao restante do mundo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que os pesquisadores encontraram sob o gelo ant\u00e1rtico da Ant\u00e1rtida Oriental?<\/h2>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-023-42152-2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Segundo o estudo publicado em outubro de 2023 na Nature Communications<\/strong><\/a>, a equipe liderada pelo Professor <strong>Stewart Jamieson<\/strong>, da <strong>Universidade de Durham<\/strong>, no <strong>Reino Unido<\/strong>, identificou uma paisagem subglacial preservada que ocupa cerca de <strong>32.000 km\u00b2<\/strong>, uma \u00e1rea compar\u00e1vel ao <strong>Pa\u00eds de Gales<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados foram obtidos pelo projeto <strong>ICECAP<\/strong>, usando imagens do sat\u00e9lite <strong>RADARSAT<\/strong> e t\u00e9cnicas de sondagem a r\u00e1dio. Com essas ferramentas, os pesquisadores mapearam, pela primeira vez, uma regi\u00e3o onde o terreno subglacial era menos conhecido do que a superf\u00edcie de <strong>Marte<\/strong>. O que encontraram foram vales, cumeeiras e canais fluviais enterrados sob aproximadamente <strong>2 quil\u00f4metros de gelo ant\u00e1rtico<\/strong>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Glacial_ice_meets_202604030409-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-103541\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Glacial_ice_meets_202604030409-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Glacial_ice_meets_202604030409-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Glacial_ice_meets_202604030409-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Glacial_ice_meets_202604030409-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Glacial_ice_meets_202604030409-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Glacial_ice_meets_202604030409.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Com essas ferramentas, os pesquisadores mapearam, pela primeira vez, uma regi\u00e3o onde o terreno subglacial era menos conhecido do que a superf\u00edcie de Marte<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/04\/02\/o-citroen-guardado-num-celeiro-por-38-anos-pelo-engenheiro-que-ajudou-a-bater-um-recorde-mundial-de-velocidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O Citro\u00ebn guardado num celeiro por 38 anos pelo engenheiro que ajudou a bater um recorde mundial de velocidade<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando e como essa paisagem foi esculpida antes do congelamento da Ant\u00e1rtida?<\/h2>\n\n\n\n<p>A paisagem foi formada por rios em um per\u00edodo em que a <strong>Ant\u00e1rtida<\/strong> ainda fazia parte do supercontinente <strong>Gondwana<\/strong>, compartilhando territ\u00f3rio com a <strong>\u00c1frica<\/strong>, a <strong>Am\u00e9rica do Sul<\/strong> e a <strong>Austr\u00e1lia<\/strong>. Naquela \u00e9poca, florestas cobriam o continente, animais terrestres habitavam a regi\u00e3o e rios esculpiam o relevo com a mesma liberdade que fazem hoje em outros continentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A transi\u00e7\u00e3o para um mundo glacial ocorreu na virada <strong>Eoceno-Oligoceno<\/strong>, h\u00e1 cerca de <strong>34 milh\u00f5es de anos<\/strong>, quando os n\u00edveis de <strong>CO\u2082<\/strong> atmosf\u00e9rico ca\u00edram abaixo de um limiar cr\u00edtico e as temperaturas globais despencaram. Desde ent\u00e3o, a paisagem fluvial permaneceu preservada sob o peso da calota, sem ser erodida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA implica\u00e7\u00e3o \u00e9 que esta deve ser uma paisagem muito antiga, esculpida por rios antes que a pr\u00f3pria calota de gelo se formasse\u201d, afirmou <strong>Stewart Jamieson<\/strong>. A data\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 incerta: a paisagem pode ter se formado antes da glacia\u00e7\u00e3o ou durante flutua\u00e7\u00f5es da calota entre <strong>34 e 14 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s<\/strong>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_Antarctica_lush_202604030408-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-103538\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_Antarctica_lush_202604030408-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_Antarctica_lush_202604030408-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_Antarctica_lush_202604030408-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_Antarctica_lush_202604030408-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_Antarctica_lush_202604030408-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_Antarctica_lush_202604030408.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A paisagem foi formada por rios em um per\u00edodo em que a Ant\u00e1rtida ainda fazia parte do supercontinente Gondwana, compartilhando territ\u00f3rio com a \u00c1frica, a Am\u00e9rica do Sul e a Austr\u00e1lia<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o gelo preservou essa paisagem em vez de destru\u00ed-la?<\/h2>\n\n\n\n<p>A preserva\u00e7\u00e3o da paisagem por dezenas de milh\u00f5es de anos n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia. Ela depende de uma caracter\u00edstica espec\u00edfica do <strong>gelo ant\u00e1rtico<\/strong> que cobre a regi\u00e3o, chamada de gelo de base fria. Esse tipo de gelo apresenta caracter\u00edsticas que o diferenciam de outras calotas glaciais:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Temperatura extremamente baixa na base<\/strong>: o gelo de base fria est\u00e1 congelado ao substrato rochoso, sem a camada de \u00e1gua que lubrifica e acelera o movimento em outras regi\u00f5es<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Movimento praticamente nulo<\/strong>: sem deslizamento basal, o gelo n\u00e3o exerce for\u00e7a erosiva significativa sobre o terreno abaixo, agindo como uma redoma protetora<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Isolamento total do ambiente externo<\/strong>: a paisagem abaixo fica protegida de ventos, chuvas, ciclos de temperatura e qualquer processo erosivo superficial por milh\u00f5es de anos<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Esse conjunto de fatores transformou a calota em um arquivo geol\u00f3gico vivo, capaz de preservar formas de relevo que em qualquer outro lugar do planeta teriam desaparecido h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>O canal <strong>Olhar Digital<\/strong>, com mais de <strong>949 mil inscritos<\/strong>, publicou um v\u00eddeo que explora a descoberta desse antigo sistema fluvial escondido sob o <strong>gelo ant\u00e1rtico<\/strong> e contextualiza o que ela representa para a ci\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"957\" height=\"538\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6pmTLxz8ZRg\" title=\"Antigo sistema fluvial \u00e9 descoberto sob gelo na Ant\u00e1rtica\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um segundo estudo amplia a descoberta para uma faixa de 3.500 km da costa ant\u00e1rtica<\/h2>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1060293\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Conforme divulgado pelo EurekAlert<\/strong><\/a>, em julho de 2025, a mesma equipe de <strong>Durham<\/strong>, em parceria com o <strong>British Antarctic Survey (BAS)<\/strong>, publicou novos resultados na <strong>Nature Geoscience<\/strong>, mapeando plan\u00edcies costeiras preservadas ao longo de uma faixa de <strong>3.500 km<\/strong> do litoral da <strong>Ant\u00e1rtida Oriental<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas dessas superf\u00edcies t\u00eam origem estimada em mais de <strong>80 milh\u00f5es de anos<\/strong>, quando a <strong>Ant\u00e1rtida<\/strong> e a <strong>Austr\u00e1lia<\/strong> ainda estavam unidas como parte de <strong>Gondwana<\/strong>. Os novos dados ampliam significativamente o cen\u00e1rio da paisagem pr\u00e9-glacial e adicionam uma camada extra de complexidade ao que os pesquisadores precisam considerar para modelar o comportamento futuro da calota.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais regi\u00f5es da Ant\u00e1rtida s\u00e3o mais vulner\u00e1veis ao colapso com o aquecimento global?<\/h2>\n\n\n\n<p>Conhecer a topografia do solo sob a calota \u00e9 essencial para prever como ela responder\u00e1 ao aquecimento. O relevo subglacial influencia diretamente o fluxo do <strong>gelo ant\u00e1rtico<\/strong> e determina quais setores s\u00e3o mais suscet\u00edveis a recuos e colapsos. Os setores mais preocupantes identificados pelos pesquisadores s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Bacia Subglacial Aurora<\/strong>: regi\u00e3o de baixa altitude especialmente vulner\u00e1vel \u00e0 intrus\u00e3o de oceano aquecido por baixo das plataformas de gelo, o que pode acelerar o degelo a partir da base<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Bacia Subglacial Wilkes<\/strong>: outra \u00e1rea de terreno rebaixado onde a entrada de \u00e1gua oce\u00e2nica aquecida representa risco significativo de desestabiliza\u00e7\u00e3o da calota em cen\u00e1rios de aquecimento acelerado<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Um eventual colapso dessas \u00e1reas contribuiria expressivamente para a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar global, tornando o mapeamento subglacial uma das ferramentas mais urgentes da ci\u00eancia clim\u00e1tica atual.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_riverbed_under_202604030409-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-103542\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_riverbed_under_202604030409-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_riverbed_under_202604030409-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_riverbed_under_202604030409-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_riverbed_under_202604030409-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_riverbed_under_202604030409-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_riverbed_under_202604030409.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bacia Subglacial Aurora: regi\u00e3o de baixa altitude especialmente vulner\u00e1vel \u00e0 intrus\u00e3o de oceano aquecido por baixo das plataformas de gelo, o que pode acelerar o degelo a partir da base<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que uma paisagem de 34 milh\u00f5es de anos revela sobre o futuro do planeta<\/h2>\n\n\n\n<p>A descoberta inverte uma l\u00f3gica comum: em vez de olhar para o futuro com modelos e proje\u00e7\u00f5es, os pesquisadores est\u00e3o olhando para o passado mais profundo da <strong>Ant\u00e1rtida<\/strong> para entender o que pode acontecer nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Uma paisagem que sobreviveu intacta por <strong>34 milh\u00f5es de anos<\/strong> sob o <strong>gelo ant\u00e1rtico<\/strong> carrega informa\u00e7\u00f5es que nenhum modelo computacional consegue gerar sozinho.<\/p>\n\n\n\n<p>O relevo escondido abaixo da calota n\u00e3o \u00e9 apenas uma curiosidade geol\u00f3gica. Ele \u00e9 a chave para entender quais partes da <strong>Ant\u00e1rtida Oriental<\/strong> podem se tornar inst\u00e1veis primeiro, quanto gelo pode ser perdido e em que velocidade o oceano pode avan\u00e7ar sobre as costas do mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 lugares na Terra que nunca foram tocados pela luz do sol, pelo vento ou pela chuva em dezenas de milh\u00f5es de anos. 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