{"id":106170,"date":"2026-04-08T21:15:00","date_gmt":"2026-04-09T00:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/?p=106170"},"modified":"2026-04-08T11:54:48","modified_gmt":"2026-04-08T14:54:48","slug":"uma-ferramenta-de-pedra-de-250-mil-anos-e-42-centimetros-encontrada-na-coreia-do-sul-e-o-maior-bifaz-registrado-na-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/04\/08\/uma-ferramenta-de-pedra-de-250-mil-anos-e-42-centimetros-encontrada-na-coreia-do-sul-e-o-maior-bifaz-registrado-na-historia\/","title":{"rendered":"Uma ferramenta de pedra de 250 mil anos e 42 cent\u00edmetros encontrada na Coreia do Sul \u00e9 o maior bifaz registrado na hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 imaginou o que pode estar escondido no terreno de uma obra comum? Um <strong>bifaz<\/strong> de propor\u00e7\u00f5es impressionantes foi desenterrado na <strong>Coreia do Sul<\/strong> durante a prepara\u00e7\u00e3o de um condom\u00ednio residencial. O objeto milenar reescreve o que a ci\u00eancia sabia sobre as antigas ferramentas de pedra criadas pelo <strong>Homo erectus<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que torna esse bifaz sul-coreano uma rel\u00edquia sem igual na arqueologia?<\/h2>\n\n\n\n<p>A descoberta ocorreu no s\u00edtio arqueol\u00f3gico de <strong>Jeongok-ri<\/strong>, na cidade de <strong>Yeoncheon<\/strong>, na prov\u00edncia de <strong>Gyeonggi<\/strong>. A pe\u00e7a foi retirada da camada mais profunda do solo local, indicando uma idade estimada entre <strong>200 mil e 250 mil anos<\/strong>. Segundo a curadora <strong>Kim So-young<\/strong>, especialista do <strong><a href=\"https:\/\/dalpian.arq.br\/index.php\/museu-da-pre-historia-jeongok\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Museu Pr\u00e9-Hist\u00f3rico de Jeongok<\/a><\/strong>, o objeto \u00e9 a maior ferramenta desse tipo j\u00e1 registrada na hist\u00f3ria da arqueologia global.<\/p>\n\n\n\n<p>As medidas exatas surpreenderam os estudiosos acostumados com itens do per\u00edodo paleol\u00edtico inferior:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O <strong>bifaz<\/strong> possui exatos <strong>42 cent\u00edmetros de comprimento<\/strong>, superando todas as pe\u00e7as j\u00e1 encontradas na <strong>\u00c1frica<\/strong> e na <strong>Europa<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li>O peso total da pedra esculpida chega a aproximadamente <strong>10 quilogramas<\/strong>, tornando o manuseio um esfor\u00e7o f\u00edsico consider\u00e1vel.<\/li>\n\n\n\n<li>A pe\u00e7a foi encontrada junto a outros <strong>2.300 artefatos<\/strong> na mesma \u00e1rea, todos feitos de materiais muito mais comuns e leves.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Stone_handaxe_with_202603270116-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-99677\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Stone_handaxe_with_202603270116-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Stone_handaxe_with_202603270116-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Stone_handaxe_with_202603270116-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Stone_handaxe_with_202603270116-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Stone_handaxe_with_202603270116-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Stone_handaxe_with_202603270116.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O artefato possui exatos 42 cent\u00edmetros de comprimento<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/04\/08\/apos-2-000-anos-arqueologos-reabrem-tunel-subterraneo-de-um-anfiteatro-romano-e-revelam-como-a-arena-de-gladiadores-funcionava-por-dentro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ap\u00f3s 2.000 anos, arque\u00f3logos reabrem t\u00fanel subterr\u00e2neo de um anfiteatro romano e revelam como a arena de gladiadores funcionava por dentro<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o material da pedra intriga os pesquisadores?<\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das propor\u00e7\u00f5es gigantescas, a composi\u00e7\u00e3o da rocha virou um quebra-cabe\u00e7a para os especialistas. O professor <strong>Park Seong-jin<\/strong>, do <strong>Instituto de Estudos Orientais da Universidade Dankook<\/strong>, explicou que a ferramenta foi lapidada em <strong>gnaisse gran\u00edtico<\/strong>, rocha rar\u00edssima que praticamente n\u00e3o existe na bacia do rio <strong>Hantangang<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os outros artefatos encontrados na mesma camada s\u00e3o feitos de quartzo ou quartzito, materiais comuns na regi\u00e3o. O uso de um bloco t\u00e3o diferente e pesado levanta a teoria de que o item foi <strong>trazido de muito longe<\/strong>, funcionando como um s\u00edmbolo de poder e prest\u00edgio entre os antigos habitantes da \u00e1rea.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Scientist_comparing_giant_202603270116-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-99678\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Scientist_comparing_giant_202603270116-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Scientist_comparing_giant_202603270116-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Scientist_comparing_giant_202603270116-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Scientist_comparing_giant_202603270116-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Scientist_comparing_giant_202603270116-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Scientist_comparing_giant_202603270116.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Essa rocha espec\u00edfica \u00e9 rar\u00edssima e praticamente n\u00e3o existe na bacia do rio Hantangang<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o maior bifaz do mundo foi salvo das escavadeiras modernas?<\/h2>\n\n\n\n<p>A rel\u00edquia quase desapareceu sob o concreto da constru\u00e7\u00e3o civil. O resgate cuidadoso aconteceu em <strong>2021<\/strong>, pouco antes do in\u00edcio das obras de um novo conjunto de apartamentos projetado para o endere\u00e7o <strong>Jeongok-ri 85-12<\/strong>. A legisla\u00e7\u00e3o sul-coreana exige procedimentos rigorosos antes de erguer qualquer pr\u00e9dio em zonas com potencial hist\u00f3rico:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>As construtoras precisam realizar <strong>vistorias preventivas nas camadas de terra<\/strong> antes de qualquer movimenta\u00e7\u00e3o de solo.<\/li>\n\n\n\n<li>Equipes de arqueologia avaliam o terreno <strong>antes de qualquer funda\u00e7\u00e3o ser cavada<\/strong>, independentemente do prazo das obras.<\/li>\n\n\n\n<li>Qualquer objeto diferente paralisa o setor imediatamente para uma <strong>an\u00e1lise arqueol\u00f3gica minuciosa<\/strong> antes da retomada das atividades.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Worker_unearthing_stone_202603270117-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-99679\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Worker_unearthing_stone_202603270117-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Worker_unearthing_stone_202603270117-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Worker_unearthing_stone_202603270117-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Worker_unearthing_stone_202603270117-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Worker_unearthing_stone_202603270117-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Worker_unearthing_stone_202603270117.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Qualquer objeto diferente paralisa o setor imediatamente para uma an\u00e1lise minuciosa<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Onde a pe\u00e7a hist\u00f3rica est\u00e1 exposta para o p\u00fablico?<\/h2>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s anos de limpeza e estudos delicados, o <strong>bifaz<\/strong> finalmente ganhou um espa\u00e7o de destaque permanente. A estreia oficial para os visitantes ocorreu em <strong>12 de mar\u00e7o de 2026<\/strong>, marcando a reabertura da exposi\u00e7\u00e3o renovada do <strong>Museu Pr\u00e9-Hist\u00f3rico de Jeongok<\/strong>, em <strong>Yeoncheon<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Moradores e turistas agora podem ver de perto a rocha esculpida que sobreviveu \u00e0 passagem de <strong>250 mil anos<\/strong>. A exibi\u00e7\u00e3o destaca como a simples vistoria de uma obra de engenharia moderna foi capaz de revelar um dos cap\u00edtulos mais antigos da intelig\u00eancia humana no planeta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que os cientistas ainda investigam sobre esse bifaz gigante?<\/h2>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores ainda t\u00eam bastante trabalho pela frente para desvendar todos os segredos gravados nas bordas da pedra. A comunidade acad\u00eamica aguarda uma <strong>exposi\u00e7\u00e3o especial marcada para 2 de maio de 2026<\/strong>, evento que trar\u00e1 os dados completos sobre as marcas de desgaste da l\u00e2mina principal.<\/p>\n\n\n\n<p>A grande expectativa \u00e9 descobrir se o <strong>bifaz<\/strong> servia apenas como s\u00edmbolo de poder ou como ferramenta pr\u00e1tica para o corte de grandes animais pr\u00e9-hist\u00f3ricos. Essa resposta ajudar\u00e1 a desenhar um retrato muito mais fiel sobre a capacidade de organiza\u00e7\u00e3o e a for\u00e7a f\u00edsica dos nossos ancestrais asi\u00e1ticos de <strong>250 mil anos atr\u00e1s<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 imaginou o que pode estar escondido no terreno de uma obra comum? Um bifaz de propor\u00e7\u00f5es impressionantes foi desenterrado na Coreia do Sul durante a prepara\u00e7\u00e3o de um condom\u00ednio residencial. 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