{"id":106837,"date":"2026-04-10T08:45:00","date_gmt":"2026-04-10T11:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/?p=106837"},"modified":"2026-04-09T20:27:03","modified_gmt":"2026-04-09T23:27:03","slug":"a-psicologia-explica-por-que-quem-cresceu-nos-anos-60-e-70-desenvolveu-uma-resiliencia-que-nao-veio-de-protecao-mas-do-oposto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/04\/10\/a-psicologia-explica-por-que-quem-cresceu-nos-anos-60-e-70-desenvolveu-uma-resiliencia-que-nao-veio-de-protecao-mas-do-oposto\/","title":{"rendered":"A psicologia explica por que quem cresceu nos anos 60 e 70 desenvolveu uma resili\u00eancia que n\u00e3o veio de prote\u00e7\u00e3o, mas do oposto"},"content":{"rendered":"\n<p>Havia menos supervis\u00e3o, menos estrutura e muito mais rua. Quem cresceu nas d\u00e9cadas de <strong>1960<\/strong> e <strong>1970<\/strong> n\u00e3o tinha agenda cheia de atividades extracurriculares nem pais monitorando cada passo. E \u00e9 exatamente isso, segundo a <strong>psicologia do desenvolvimento<\/strong>, que moldou uma <strong>resili\u00eancia<\/strong> emocional que pesquisadores levam d\u00e9cadas tentando explicar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que a psicologia chama de \u201cneglig\u00eancia benigna\u201d e como ela construiu resili\u00eancia?<\/h2>\n\n\n\n<p>O termo pode soar provocativo, mas tem respaldo acad\u00eamico. A <strong>\u201cneglig\u00eancia benigna\u201d<\/strong> descreve o estilo de cria\u00e7\u00e3o comum nos anos <strong>60<\/strong> e <strong>70<\/strong>, em que os pais ofereciam estrutura b\u00e1sica, como casa, comida e escola, mas deixavam as crian\u00e7as resolverem boa parte dos seus problemas sozinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse modelo difere tanto da parentalidade autorit\u00e1ria, marcada por regras r\u00edgidas e puni\u00e7\u00f5es associadas \u00e0 ansiedade e baixa autoestima, quanto da permissiva, que elimina frustra\u00e7\u00f5es e est\u00e1 associada a baixo autocontrole. O que prevalecia naquelas d\u00e9cadas era algo intermedi\u00e1rio: presen\u00e7a quando necess\u00e1rio, aus\u00eancia como regra. E foi essa aus\u00eancia que, paradoxalmente, construiu a <strong>resili\u00eancia<\/strong> caracter\u00edstica da gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Brass_key_tied_202604092025-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-106841\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Brass_key_tied_202604092025-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Brass_key_tied_202604092025-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Brass_key_tied_202604092025-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Brass_key_tied_202604092025-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Brass_key_tied_202604092025-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Brass_key_tied_202604092025.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O que prevalecia naquelas d\u00e9cadas era algo intermedi\u00e1rio: presen\u00e7a quando necess\u00e1rio, aus\u00eancia como regra<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/04\/01\/segundo-a-psicologia-criancas-que-cresceram-antes-dos-smartphones-desenvolveram-mais-resiliencia-emocional-do-que-as-geracoes-digitais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Segundo a psicologia, crian\u00e7as que cresceram antes dos smartphones desenvolveram mais resili\u00eancia emocional do que as gera\u00e7\u00f5es digitais<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais habilidades emocionais a rua ensinava nessa \u00e9poca?<\/h2>\n\n\n\n<p>A liberdade de circula\u00e7\u00e3o, ir e voltar da escola sozinho, brincar na rua at\u00e9 anoitecer e resolver brigas sem \u00e1rbitro adulto n\u00e3o era descuido. Era, inadvertidamente, um treino sistem\u00e1tico de compet\u00eancias emocionais que a psicologia hoje reconhece como pilares da <strong>resili\u00eancia<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Autonomia e tomada de decis\u00e3o:<\/strong> gerir a pr\u00f3pria rotina desde cedo fortalecia a autoconfian\u00e7a e o senso de responsabilidade<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Toler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o:<\/strong> sem acesso a entretenimento instant\u00e2neo, esperar fazia parte da rotina, desenvolvendo paci\u00eancia e autorregula\u00e7\u00e3o emocional<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Resolu\u00e7\u00e3o de conflitos:<\/strong> sem adultos mediando cada desentendimento, crian\u00e7as aprendiam a negociar, ceder e reparar rela\u00e7\u00f5es por conta pr\u00f3pria<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Criatividade e improviso:<\/strong> com poucos brinquedos industrializados, o t\u00e9dio era transformado em inven\u00e7\u00e3o, habilidade diretamente associada \u00e0 resili\u00eancia diante do imprevis\u00edvel<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Gest\u00e3o de risco:<\/strong> subir em \u00e1rvores e explorar terrenos baldios ensinava a calcular perigos reais e agir diante deles<\/li>\n<\/ul>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Child_sitting_high_202604092025-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-106842\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Child_sitting_high_202604092025-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Child_sitting_high_202604092025-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Child_sitting_high_202604092025-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Child_sitting_high_202604092025-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Child_sitting_high_202604092025-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Child_sitting_high_202604092025.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Gest\u00e3o de risco: subir em \u00e1rvores e explorar terrenos baldios ensinava a calcular perigos reais e agir diante deles<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que a ci\u00eancia confirma sobre brincadeira livre e resili\u00eancia?<\/h2>\n\n\n\n<p>O elo entre brincadeira livre e desenvolvimento emocional n\u00e3o \u00e9 nostalgia: \u00e9 dado cient\u00edfico. <a href=\"https:\/\/researchers.mq.edu.au\/en\/publications\/free-play-predicts-self-regulation-years-later-longitudinal-evide\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Um estudo longitudinal publicado em 2022 pela Macquarie University<\/strong><\/a>, na <strong>Austr\u00e1lia<\/strong>, com amostra de <strong>2.213 crian\u00e7as<\/strong> do <strong>Longitudinal Study of Australian Children<\/strong>, demonstrou que quanto mais tempo crian\u00e7as passavam em brincadeiras n\u00e3o estruturadas nos anos de pr\u00e9-escola, melhor era sua autorregula\u00e7\u00e3o emocional e cognitiva anos depois.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.apa.org\/topics\/children\/kids-unstructured-play-benefits\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>A American Psychological Association (APA)<\/strong><\/a> tamb\u00e9m sintetiza d\u00e9cadas de pesquisa ao afirmar que a brincadeira livre, sem organiza\u00e7\u00e3o ou dire\u00e7\u00e3o adulta, \u00e9 uma necessidade fundamental para que crian\u00e7as desenvolvam <strong>resili\u00eancia<\/strong>, criatividade, empatia e compet\u00eancia social.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o mundo anal\u00f3gico dos anos 60 e 70 formou resili\u00eancia sem que ningu\u00e9m planejasse?<\/h2>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de tecnologia n\u00e3o era apenas uma limita\u00e7\u00e3o: era um ambiente de forma\u00e7\u00e3o. A comunica\u00e7\u00e3o era lenta, por telefone fixo ou carta. O acesso a bens de consumo era restrito. A espera por uma resposta, por um programa de TV, pelo fim de semana, era estrutural na vida cotidiana.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa lentid\u00e3o for\u00e7ada treinou, de forma involunt\u00e1ria, paci\u00eancia, foco e toler\u00e2ncia ao desconforto. O canal <strong>Dentro da Mente<\/strong>, em colabora\u00e7\u00e3o com o <strong>Simples de Entender<\/strong> e com mais de <strong>4,33 mil inscritos<\/strong>, analisa como essa arquitetura mental \u00fanica da gera\u00e7\u00e3o que cresceu sem supervis\u00e3o moldou o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal para resolver problemas sem precisar de valida\u00e7\u00e3o externa:<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"957\" height=\"538\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eLrS5_ejk0o\" title=\"Voc\u00ea nasceu entre 1965 e 1980? O pensamento da GERA\u00c7\u00c3O X\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que essa gera\u00e7\u00e3o tem mais resili\u00eancia do que as crian\u00e7as de hoje?<\/h2>\n\n\n\n<p>A inf\u00e2ncia dos anos <strong>60<\/strong> e <strong>70<\/strong> e a inf\u00e2ncia supervisionada de hoje produzem perfis emocionais muito diferentes. N\u00e3o \u00e9 julgamento: \u00e9 o que os dados de desenvolvimento mostram quando se compara o ambiente de forma\u00e7\u00e3o das duas \u00e9pocas:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><th>Gera\u00e7\u00e3o dos anos 60\u201370<\/th><th>Gera\u00e7\u00e3o atual<\/th><\/tr><tr><td>Brincadeira n\u00e3o estruturada, ao ar livre<\/td><td>Atividades supervisionadas e agendadas<\/td><\/tr><tr><td>Resolu\u00e7\u00e3o de conflitos sem media\u00e7\u00e3o adulta<\/td><td>Interven\u00e7\u00e3o constante de pais e educadores<\/td><\/tr><tr><td>Comunica\u00e7\u00e3o lenta, espera como norma<\/td><td>Respostas instant\u00e2neas, gratifica\u00e7\u00e3o imediata<\/td><\/tr><tr><td>Exposi\u00e7\u00e3o controlada a riscos reais<\/td><td>Prote\u00e7\u00e3o contra quase toda forma de desconforto<\/td><\/tr><tr><td>Alta toler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o<\/td><td>Maiores \u00edndices de ansiedade e burnout jovem<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que essa gera\u00e7\u00e3o pode ensinar sobre criar filhos mais resilientes?<\/h2>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/The_Coddling_of_the_American_Mind\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Os autores de \u201cThe Coddling of the American Mind\u201d, Greg Lukianoff e Jonathan Haidt<\/strong><\/a>, publicado em <strong>2018<\/strong> pela <strong>Penguin Press<\/strong>, argumentam que a tentativa moderna de eliminar toda forma de frustra\u00e7\u00e3o da vida das crian\u00e7as pode dificultar o desenvolvimento das habilidades emocionais necess\u00e1rias para enfrentar os desafios da vida adulta.<\/p>\n\n\n\n<p>O ant\u00eddoto que prop\u00f5em, mais autonomia, mais risco controlado e menos media\u00e7\u00e3o adulta, \u00e9, curiosamente, o retrato da inf\u00e2ncia comum nos anos <strong>60<\/strong> e <strong>70<\/strong>. O que a <strong>psicologia do desenvolvimento<\/strong> sugere \u00e9 preciso: alguns dos \u201cdefeitos\u201d daquela cria\u00e7\u00e3o eram, na pr\u00e1tica, os seus maiores acertos em termos de constru\u00e7\u00e3o de <strong>resili\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Havia menos supervis\u00e3o, menos estrutura e muito mais rua. Quem cresceu nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970 n\u00e3o tinha agenda cheia de atividades extracurriculares nem pais monitorando cada passo. E \u00e9 exatamente isso, segundo a psicologia do desenvolvimento, que moldou uma resili\u00eancia emocional que pesquisadores levam d\u00e9cadas tentando explicar. 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