{"id":109495,"date":"2026-04-16T21:15:00","date_gmt":"2026-04-17T00:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/?p=109495"},"modified":"2026-04-14T22:40:44","modified_gmt":"2026-04-15T01:40:44","slug":"sob-o-gelo-antartico-existe-uma-paisagem-mais-antiga-do-que-qualquer-civilizacao-humana-e-ela-nunca-foi-tocada-pelo-vento-ou-pela-chuva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/04\/16\/sob-o-gelo-antartico-existe-uma-paisagem-mais-antiga-do-que-qualquer-civilizacao-humana-e-ela-nunca-foi-tocada-pelo-vento-ou-pela-chuva\/","title":{"rendered":"Sob o gelo ant\u00e1rtico existe uma paisagem mais antiga do que qualquer civiliza\u00e7\u00e3o humana e ela nunca foi tocada pelo vento ou pela chuva"},"content":{"rendered":"\n<p>Antes de virar um continente coberto de gelo, a <strong>Ant\u00e1rtida<\/strong> tinha rios, vales e florestas como qualquer outro lugar do planeta. Pesquisadores da <strong>Universidade de Durham<\/strong> provaram isso ao mapear, sob quase <strong>2 quil\u00f4metros de gelo ant\u00e1rtico<\/strong>, uma paisagem fluvial preservada h\u00e1 <strong>34 milh\u00f5es de anos<\/strong> que ningu\u00e9m sabia que existia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que os pesquisadores encontraram sob o gelo ant\u00e1rtico da Ant\u00e1rtida Oriental?<\/h2>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-023-42152-2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Segundo o estudo publicado em outubro de 2023 na Nature Communications<\/strong><\/a>, a equipe liderada pelo Professor <strong>Stewart Jamieson<\/strong>, da <strong>Universidade de Durham<\/strong>, no <strong>Reino Unido<\/strong>, identificou uma paisagem subglacial preservada que ocupa cerca de <strong>32.000 km\u00b2<\/strong>, uma \u00e1rea compar\u00e1vel ao <strong>Pa\u00eds de Gales<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados foram obtidos pelo projeto <strong>ICECAP<\/strong>, usando imagens do sat\u00e9lite <strong>RADARSAT<\/strong> e t\u00e9cnicas de sondagem a r\u00e1dio. Com essas ferramentas, os pesquisadores mapearam, pela primeira vez, uma regi\u00e3o onde o terreno subglacial era menos conhecido do que a superf\u00edcie de <strong>Marte<\/strong>. O que encontraram foram vales, cumeeiras e canais fluviais enterrados sob aproximadamente <strong>2 quil\u00f4metros de gelo ant\u00e1rtico<\/strong>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Glacial_ice_meets_202604030409-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-103541\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Glacial_ice_meets_202604030409-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Glacial_ice_meets_202604030409-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Glacial_ice_meets_202604030409-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Glacial_ice_meets_202604030409-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Glacial_ice_meets_202604030409-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Glacial_ice_meets_202604030409.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Com essas ferramentas, os pesquisadores mapearam, pela primeira vez, uma regi\u00e3o onde o terreno subglacial era menos conhecido do que a superf\u00edcie de Marte<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/2026\/04\/14\/o-astrolabio-do-seculo-xi-parado-em-uma-prateleira-em-verona-que-carrega-mais-de-mil-anos-de-historia-gravada-em-arabe-e-hebraico\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O astrol\u00e1bio do s\u00e9culo XI parado em uma prateleira em Verona que carrega mais de mil anos de hist\u00f3ria gravada em \u00e1rabe e hebraico<\/a><\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando e como essa paisagem foi esculpida antes do congelamento da Ant\u00e1rtida?<\/h2>\n\n\n\n<p>A paisagem foi formada por rios em um per\u00edodo em que a <strong>Ant\u00e1rtida<\/strong> ainda fazia parte do supercontinente <strong>Gondwana<\/strong>, compartilhando territ\u00f3rio com a <strong>\u00c1frica<\/strong>, a <strong>Am\u00e9rica do Sul<\/strong> e a <strong>Austr\u00e1lia<\/strong>. Naquela \u00e9poca, florestas cobriam o continente, animais terrestres habitavam a regi\u00e3o e rios esculpiam o relevo com a mesma liberdade que fazem hoje em outros continentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A transi\u00e7\u00e3o para um mundo glacial ocorreu na virada <strong>Eoceno-Oligoceno<\/strong>, h\u00e1 cerca de <strong>34 milh\u00f5es de anos<\/strong>, quando os n\u00edveis de <strong>CO\u2082<\/strong> atmosf\u00e9rico ca\u00edram abaixo de um limiar cr\u00edtico e as temperaturas globais despencaram. Desde ent\u00e3o, a paisagem fluvial permaneceu preservada sob o peso da calota, sem ser erodida.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA implica\u00e7\u00e3o \u00e9 que esta deve ser uma paisagem muito antiga, esculpida por rios antes que a pr\u00f3pria calota de gelo se formasse\u201d, afirmou <strong>Stewart Jamieson<\/strong>. A data\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 incerta: a paisagem pode ter se formado antes da glacia\u00e7\u00e3o ou durante flutua\u00e7\u00f5es da calota entre <strong>34 e 14 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_Antarctica_lush_202604030408-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-103538\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_Antarctica_lush_202604030408-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_Antarctica_lush_202604030408-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_Antarctica_lush_202604030408-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_Antarctica_lush_202604030408-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_Antarctica_lush_202604030408-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_Antarctica_lush_202604030408.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A paisagem foi formada por rios em um per\u00edodo em que a Ant\u00e1rtida ainda fazia parte do supercontinente Gondwana, compartilhando territ\u00f3rio com a \u00c1frica, a Am\u00e9rica do Sul e a Austr\u00e1lia<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o gelo preservou essa paisagem em vez de destru\u00ed-la?<\/h2>\n\n\n\n<p>A preserva\u00e7\u00e3o da paisagem por dezenas de milh\u00f5es de anos n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia. Ela depende de uma caracter\u00edstica espec\u00edfica do <strong>gelo ant\u00e1rtico<\/strong> que cobre a regi\u00e3o, chamada de gelo de base fria. Esse tipo de gelo apresenta caracter\u00edsticas que o diferenciam de outras calotas glaciais:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Temperatura extremamente baixa na base<\/strong>: o gelo de base fria est\u00e1 congelado ao substrato rochoso, sem a camada de \u00e1gua que lubrifica e acelera o movimento em outras regi\u00f5es<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Movimento praticamente nulo<\/strong>: sem deslizamento basal, o gelo n\u00e3o exerce for\u00e7a erosiva significativa sobre o terreno abaixo, agindo como uma redoma protetora<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Isolamento total do ambiente externo<\/strong>: a paisagem abaixo fica protegida de ventos, chuvas, ciclos de temperatura e qualquer processo erosivo superficial por milh\u00f5es de anos<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Esse conjunto de fatores transformou a calota em um arquivo geol\u00f3gico vivo, capaz de preservar formas de relevo que em qualquer outro lugar do planeta teriam desaparecido h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>O canal <strong>Olhar Digital<\/strong>, com mais de <strong>949 mil inscritos<\/strong>, publicou um v\u00eddeo que explora a descoberta desse antigo sistema fluvial escondido sob o <strong>gelo ant\u00e1rtico<\/strong> e contextualiza o que ela representa para a ci\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"957\" height=\"538\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6pmTLxz8ZRg\" title=\"Antigo sistema fluvial \u00e9 descoberto sob gelo na Ant\u00e1rtica\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um segundo estudo amplia a descoberta para uma faixa de 3.500 km da costa ant\u00e1rtica<\/h2>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1060293\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Conforme divulgado pelo EurekAlert<\/strong><\/a>, em julho de 2025, a mesma equipe de <strong>Durham<\/strong>, em parceria com o <strong>British Antarctic Survey (BAS)<\/strong>, publicou novos resultados na <strong>Nature Geoscience<\/strong>, mapeando plan\u00edcies costeiras preservadas ao longo de uma faixa de <strong>3.500 km<\/strong> do litoral da <strong>Ant\u00e1rtida Oriental<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas dessas superf\u00edcies t\u00eam origem estimada em mais de <strong>80 milh\u00f5es de anos<\/strong>, quando a <strong>Ant\u00e1rtida<\/strong> e a <strong>Austr\u00e1lia<\/strong> ainda estavam unidas como parte de <strong>Gondwana<\/strong>. Os novos dados ampliam significativamente o cen\u00e1rio da paisagem pr\u00e9-glacial e adicionam uma camada extra de complexidade ao que os pesquisadores precisam considerar para modelar o comportamento futuro da calota.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais regi\u00f5es da Ant\u00e1rtida s\u00e3o mais vulner\u00e1veis ao colapso com o aquecimento global?<\/h2>\n\n\n\n<p>Conhecer a topografia do solo sob a calota \u00e9 essencial para prever como ela responder\u00e1 ao aquecimento. O relevo subglacial influencia diretamente o fluxo do <strong>gelo ant\u00e1rtico<\/strong> e determina quais setores s\u00e3o mais suscet\u00edveis a recuos e colapsos. Os setores mais preocupantes identificados pelos pesquisadores s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Bacia Subglacial Aurora<\/strong>: regi\u00e3o de baixa altitude especialmente vulner\u00e1vel \u00e0 intrus\u00e3o de oceano aquecido por baixo das plataformas de gelo, o que pode acelerar o degelo a partir da base<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Bacia Subglacial Wilkes<\/strong>: outra \u00e1rea de terreno rebaixado onde a entrada de \u00e1gua oce\u00e2nica aquecida representa risco significativo de desestabiliza\u00e7\u00e3o da calota em cen\u00e1rios de aquecimento acelerado<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Um eventual colapso dessas \u00e1reas contribuiria expressivamente para a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar global, tornando o mapeamento subglacial uma das ferramentas mais urgentes da ci\u00eancia clim\u00e1tica atual.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_riverbed_under_202604030409-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-103542\" srcset=\"https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_riverbed_under_202604030409-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_riverbed_under_202604030409-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_riverbed_under_202604030409-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_riverbed_under_202604030409-750x422.jpg 750w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_riverbed_under_202604030409-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/revistaoeste.com\/oestegeral\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Ancient_riverbed_under_202604030409.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bacia Subglacial Aurora: regi\u00e3o de baixa altitude especialmente vulner\u00e1vel \u00e0 intrus\u00e3o de oceano aquecido por baixo das plataformas de gelo, o que pode acelerar o degelo a partir da base<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que uma paisagem de 34 milh\u00f5es de anos revela sobre o futuro do planeta<\/h2>\n\n\n\n<p>A descoberta inverte uma l\u00f3gica comum: em vez de olhar para o futuro com modelos e proje\u00e7\u00f5es, os pesquisadores est\u00e3o olhando para o passado mais profundo da <strong>Ant\u00e1rtida<\/strong> para entender o que pode acontecer nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Uma paisagem que sobreviveu intacta por <strong>34 milh\u00f5es de anos<\/strong> sob o <strong>gelo ant\u00e1rtico<\/strong> carrega informa\u00e7\u00f5es que nenhum modelo computacional consegue gerar sozinho.<\/p>\n\n\n\n<p>O relevo escondido abaixo da calota n\u00e3o \u00e9 apenas uma curiosidade geol\u00f3gica. Ele \u00e9 a chave para entender quais partes da <strong>Ant\u00e1rtida Oriental<\/strong> podem se tornar inst\u00e1veis primeiro, quanto gelo pode ser perdido e em que velocidade o oceano pode avan\u00e7ar sobre as costas do mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de virar um continente coberto de gelo, a Ant\u00e1rtida tinha rios, vales e florestas como qualquer outro lugar do planeta. Pesquisadores da Universidade de Durham provaram isso ao mapear, sob quase 2 quil\u00f4metros de gelo ant\u00e1rtico, uma paisagem fluvial preservada h\u00e1 34 milh\u00f5es de anos que ningu\u00e9m sabia que existia. 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